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Pescadores do do Amazonas, Acre e Rondônia pedem socorro por causa da seca

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Dirigentes das duas principais confederações de pescadores e aquicultores que representam pescadores do Amazonas, Acre e Rondônia pediram socorro ao Ministério da Pesca e Aquicultura, na última quarta-feira (12.10). Os pescadores estão enfrentando dificuldades em sua profissão devido à severa seca que afetou os rios, secando os leitos dos rios e resultando na morte de milhares de peixes na região que abrange os três estados.

A situação crítica no Amazonas é motivo de grande preocupação, especialmente para os pescadores que não se inscreveram no seguro-defeso junto ao INSS, o que os impede de acessar o auxílio. Muitos pescadores na região têm direito a esse benefício, mas não puderam solicitar devido a essa restrição.

Na semana anterior, o vice-presidente Geraldo Alckmin liderou uma comitiva composta por seis ministros de Estado em uma visita ao Amazonas. Eles sobrevoaram a região em torno de Manaus, navegaram em barcos e interagiram com as comunidades ribeirinhas. Ao final da visita, o vice-presidente anunciou uma série de medidas de socorro emergencial para a população afetada.

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O Amazonas tem um dos maiores números de pescadores do Brasil, com mais de 68 mil licenças ativas, uma das medidas anunciadas foi a antecipação do seguro-defeso em dois meses.

Esse benefício, pago pelo Governo Federal no valor de um salário mínimo, é concedido aos pescadores durante o período de reprodução dos peixes, quando eles são proibidos de trabalhar. Na Amazônia, o seguro-defeso é geralmente pago de novembro a março, mas a estiagem afeta a pesca a partir de setembro.

De volta a Brasília, o Ministro André de Paula explicou que o governo pretende oferecer dois meses adicionais de auxílio, que não se encaixa nas regras convencionais do seguro-defeso.

Portanto, após uma análise jurídica, técnicos do Ministério da Pesca e Aquicultura e da Casa Civil da Presidência da República concluíram que será necessária a emissão de uma medida provisória para conceder o auxílio-defeso.

A versão preliminar dessa medida provisória será enviada à Presidência. O governo está agindo rapidamente para disponibilizar os recursos o mais rápido possível, destinando o auxílio aos pescadores que já estão registrados e cadastrados como beneficiários do seguro-defeso no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

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Fonte: Pensar Agro

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Etanol atinge menor preço em quase um ano e reforça competitividade frente à gasolina no Brasil

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O preço médio do etanol hidratado no Brasil voltou a registrar forte recuo e atingiu o menor nível em quase um ano. De acordo com o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o biocombustível foi comercializado, em média, a R$ 4,26 por litro na segunda semana de junho, renovando a mínima de 2026 e alcançando o menor valor desde julho de 2025.

O resultado confirma a tendência de queda observada nos últimos meses e fortalece a posição do etanol como alternativa cada vez mais competitiva frente à gasolina. O movimento ocorre em meio ao avanço da safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul, principal polo produtor do país, que amplia a oferta do combustível e contribui para a redução dos preços ao consumidor.

Safra de cana impulsiona oferta e reduz preços

Os dados históricos mostram que o etanol retornou aos patamares registrados há aproximadamente um ano. Após superar a marca de R$ 4,80 por litro em diversos momentos de 2025, o combustível passou por sucessivas reduções até atingir os níveis atuais.

A intensificação da colheita de cana-de-açúcar tem sido um dos principais fatores responsáveis pelo aumento da disponibilidade do produto no mercado. Com maior oferta, os preços tendem a permanecer pressionados, beneficiando consumidores e ampliando a competitividade do biocombustível em relação aos combustíveis fósseis.

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Além do impacto econômico, a maior utilização do etanol reforça a importância do setor sucroenergético para a matriz energética brasileira e para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Gasolina e diesel mostram estabilidade em junho

Enquanto o etanol segue em trajetória de queda, a gasolina comum e o diesel S-10 registraram comportamento mais estável entre o final de maio e a segunda semana de junho. Segundo o levantamento, o cenário indica uma acomodação dos preços após as oscilações verificadas ao longo do primeiro semestre.

Na média nacional, a gasolina apresentou leve redução de R$ 0,01 por litro. Já o diesel S-10 registrou recuo médio de R$ 0,04 por litro, consolidando-se como o combustível com menor volatilidade entre os analisados.

Diferenças regionais seguem marcando o mercado

Apesar da estabilidade observada em nível nacional, os preços continuam apresentando variações significativas entre os estados brasileiros.

Na gasolina comum, o maior avanço semanal foi registrado no Piauí, com aumento de R$ 0,16 por litro. Maranhão e Paraíba também apresentaram altas relevantes, de R$ 0,09 e R$ 0,07 por litro, respectivamente. Em contrapartida, Amazonas registrou a maior redução, com queda de R$ 0,07 por litro, seguido por Roraima e Rio Grande do Norte, ambos com recuo de R$ 0,06.

No mercado de etanol, o Piauí novamente liderou as altas, com avanço de R$ 0,17 por litro, seguido pelo Distrito Federal, com aumento de R$ 0,16. Já as maiores quedas ocorreram em Tocantins, Pernambuco e Mato Grosso, com reduções de R$ 0,17, R$ 0,14 e R$ 0,13 por litro, respectivamente.

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No caso do diesel S-10, o Acre apresentou a maior alta semanal, com aumento de R$ 0,59 por litro. Já os recuos mais expressivos foram registrados no Amapá, Roraima e Santa Catarina.

Perspectivas para o mercado de combustíveis

A tendência para as próximas semanas é de continuidade da influência da safra sucroenergética sobre o mercado de combustíveis. O avanço da colheita de cana deverá manter a oferta elevada de etanol durante o período de maior produção, favorecendo a permanência dos preços em níveis historicamente baixos.

Além da dinâmica interna do setor sucroenergético, o comportamento dos combustíveis também seguirá condicionado às oscilações do mercado internacional de petróleo, ao câmbio e às condições de abastecimento no mercado doméstico.

Com o etanol alcançando o menor preço desde meados de 2025, o biocombustível ganha força como opção economicamente mais atrativa para os consumidores, especialmente em estados onde sua relação de preço com a gasolina permanece favorável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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