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Exportações de madeira ensaiam recuperação em março, mas trimestre ainda registra forte queda

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As exportações brasileiras de produtos madeireiros apresentaram leve recuperação em março de 2026, após um início de ano marcado por dificuldades. Apesar do avanço no último mês, o setor ainda acumula retração significativa no primeiro trimestre, refletindo um ambiente global desafiador e em transformação.

Dados da WoodFlow indicam que o cenário segue pressionado por fatores como instabilidade geopolítica, mudanças nos mercados compradores e maior concorrência internacional.

Recuperação em março não compensa perdas do trimestre

Em março, as exportações de madeira registraram crescimento de 2% em volume e 9% em valor na comparação com o mês anterior, sinalizando uma retomada ainda moderada dos embarques.

No entanto, o desempenho acumulado de 2026 continua negativo. Em relação ao mesmo período de 2025, o setor apresenta queda de 16% no volume exportado e recuo de 20% em valor.

Segundo Gustavo Milazzo, CEO da WoodFlow, o momento ainda exige cautela por parte das indústrias. A expectativa de retomada das vendas, especialmente para os Estados Unidos, ainda não se consolidou no ritmo esperado.

Indústrias operam com cautela diante de incertezas globais

A redução das tarifas de importação nos Estados Unidos chegou a gerar expectativas de aumento nos embarques. Porém, o ambiente dentro das fábricas permanece mais contido.

As incertezas geopolíticas e econômicas continuam influenciando as decisões de produção e exportação, limitando uma recuperação mais consistente do setor.

Além disso, os dados mostram que, embora os volumes exportados tenham se mantido relativamente estáveis ao longo do trimestre, os valores seguem mais voláteis, acompanhando as oscilações do dólar.

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Mudança no perfil de mercados ganha força em 2026

Um dos principais movimentos observados neste início de ano é a alteração no perfil dos destinos das exportações brasileiras de madeira.

Os Estados Unidos vêm perdendo relevância, especialmente no segmento de madeira serrada de pinus. Em março, os embarques para o país somaram US$ 8,1 milhões, queda de 28% em relação a fevereiro.

No mesmo período, o México assumiu a liderança nas compras, com US$ 11,2 milhões, indicando uma reconfiguração no fluxo comercial.

Novos mercados ampliam participação nas exportações

Além do México, outros países têm ganhado espaço como destinos para os produtos madeireiros brasileiros.

No segmento de compensado de pinus, a Alemanha ampliou suas compras de US$ 5 milhões em janeiro para US$ 7,1 milhões em março. O México também avançou, passando de US$ 3,5 milhões para US$ 5,3 milhões no mesmo intervalo.

Outros destaques incluem a Suécia, que elevou suas importações de US$ 0,8 milhão para US$ 2,5 milhões no período, e o Vietnã, que passou a figurar entre os principais destinos da madeira serrada de pinus.

Tarifas e cenário geopolítico impactam exportações

As tarifas mais elevadas impostas anteriormente ao Brasil contribuíram para a redução significativa das exportações aos Estados Unidos.

Em março de 2025, os embarques totais para o país somaram US$ 66,8 milhões. Já em março de 2026, o valor caiu para US$ 18,9 milhões, atingindo o menor nível desde novembro do ano anterior.

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Ao mesmo tempo, a instabilidade no Oriente Médio também afetou os fluxos comerciais. Após um período de crescimento até o fim de 2025, as exportações para a região recuaram 51% em fevereiro e 27% em março.

Países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos reduziram significativamente suas compras, refletindo os impactos diretos das tensões na região.

Custos elevados e dólar mais fraco pressionam margens

O cenário econômico também tem imposto desafios adicionais aos exportadores brasileiros.

A valorização do real frente ao dólar reduz a competitividade dos produtos no mercado internacional, enquanto os custos de produção e frete seguem elevados.

Esse conjunto de fatores pressiona as margens das empresas e exige maior eficiência operacional e planejamento estratégico.

Perspectivas: setor enfrenta ano desafiador, mas com novas oportunidades

Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade de um ambiente desafiador para o setor madeireiro.

Apesar da redução das tarifas para os Estados Unidos, atualmente em 10%, a concorrência internacional permanece intensa, especialmente de países com vantagens logísticas.

Por outro lado, o avanço das exportações para novos mercados e as negociações comerciais, como o acordo entre União Europeia e Mercosul, podem abrir oportunidades importantes ao longo de 2026.

Diante desse cenário, o setor segue atento aos desdobramentos geopolíticos e às mudanças no comércio global, buscando adaptar suas estratégias para manter competitividade em um ambiente cada vez mais dinâmico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Barretos retoma liderança do agronegócio paulista em 2025 impulsionada pela alta do boi gordo

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A valorização da carne bovina devolveu à regional de Barretos a liderança do agronegócio paulista em 2025. Com um Valor da Produção Agropecuária (VPA) de R$ 10,2 bilhões, a região voltou a ocupar a primeira colocação no ranking estadual, posição que já havia alcançado em 2022 e 2023.

Os dados fazem parte do levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O estudo analisa o desempenho das 40 regionais da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), abrangendo os 645 municípios paulistas.

Dez principais regionais concentram mais de 42% da produção estadual

As dez regionais com maior Valor da Produção Agropecuária movimentaram, juntas, R$ 73,62 bilhões em 2025, o equivalente a 42,2% de toda a riqueza gerada pelo agronegócio paulista.

Após Barretos, o ranking é formado por:

  • São José do Rio Preto – R$ 9,6 bilhões;
  • São João da Boa Vista – R$ 8,1 bilhões;
  • Franca;
  • Itapetininga;
  • Presidente Prudente;
  • Itapeva;
  • Jaboticabal;
  • Ourinhos;
  • General Salgado.

Segundo o levantamento, as oscilações nos preços das principais commodities agrícolas alteraram significativamente a distribuição regional da renda no campo durante o último ano.

Alta do boi gordo impulsiona pecuária e fortalece novas regiões

O principal fator por trás da mudança no ranking foi a expressiva valorização da carne bovina. Em 2025, os preços recebidos pelos pecuaristas cresceram, em média, 17,9% em todo o estado.

Esse movimento fortaleceu regiões tradicionalmente ligadas à pecuária de corte e elevou sua participação na economia agropecuária paulista.

Um dos destaques foi a regional de General Salgado, que avançou da 17ª para a 10ª posição no ranking estadual. Na região, os produtos de origem animal responderam por 49,8% de toda a receita agropecuária.

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A regional de Ourinhos também ganhou espaço e passou a integrar o grupo das dez maiores economias do agronegócio paulista.

Queda da cana e da laranja reduz participação de polos tradicionais

Enquanto a pecuária avançou, culturas voltadas à indústria perderam competitividade em função da redução dos preços.

A desvalorização da cana-de-açúcar e da laranja destinada ao processamento industrial diminuiu o faturamento de importantes polos agrícolas, fazendo com que as regionais de Araraquara e Avaré deixassem o grupo das dez maiores do estado.

Produtos para indústria continuam liderando o VPA paulista

Apesar da queda de preços em algumas cadeias, os produtos destinados à indústria continuam sendo o principal grupo econômico do agronegócio paulista.

Em 2025, esse segmento movimentou R$ 79,8 bilhões, correspondendo a 45,8% do Valor da Produção Agropecuária estadual.

Os principais produtos foram:

  • Cana-de-açúcar: R$ 53,8 bilhões;
  • Laranja para indústria: R$ 13,2 bilhões;
  • Café beneficiado: R$ 10,4 bilhões.

Na sequência aparecem os produtos de origem animal, responsáveis por R$ 54 bilhões, ou 31,3% do VPA paulista.

Dentro desse grupo, a carne bovina lidera com R$ 25,3 bilhões, seguida pela carne de frango, com R$ 14,6 bilhões. Juntas, ambas representam 72,9% do valor gerado pelos produtos animais.

Soja e milho sustentam grupo de grãos e fibras

O grupo de grãos e fibras respondeu por 9,4% do Valor da Produção Agropecuária do estado.

A soja liderou o segmento com R$ 8,8 bilhões, seguida pelo milho, com R$ 4 bilhões, e pelo amendoim, com R$ 2 bilhões. Os três produtos representam mais de 90% do faturamento desse grupo.

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Cana permanece como principal cultura do agronegócio paulista

Mesmo com a redução dos preços, a cana-de-açúcar segue sendo o produto de maior peso econômico do estado.

A cultura representa 30,8% de todo o Valor da Produção Agropecuária paulista e lidera o faturamento em 17 regionais da CATI, entre elas Ribeirão Preto, Barretos, São José do Rio Preto, Araçatuba, Limeira, Piracicaba, Jaboticabal e Presidente Prudente.

Já os produtos de origem animal ocupam a primeira posição em 13 regionais, enquanto os grãos e fibras lideram apenas em Itapeva e Avaré.

No Vale do Ribeira, a regional de Registro tem nas frutas frescas seu principal motor econômico, com destaque para a banana, responsável por 84% do VPA regional.

As olerícolas lideram o faturamento nas regionais de Santos, Mogi das Cruzes e Sorocaba.

Produção florestal mantém relevância regional

Os produtos florestais representam 1,7% do Valor da Produção Agropecuária paulista.

O eucalipto movimentou R$ 2,9 bilhões em 2025 e figura entre os cinco principais produtos em sete regionais da CATI — Jaú, Bauru, Piracicaba, Sorocaba, Bragança Paulista, Pindamonhangaba e Mogi Mirim — concentrando cerca de 74% da produção estadual.

O levantamento evidencia que as oscilações de mercado seguem redefinindo a geografia econômica do agronegócio paulista. Em 2025, a forte valorização da pecuária de corte foi decisiva para recolocar Barretos na liderança estadual e reforçar a importância do segmento animal na geração de renda para o campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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