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Tecnoshow COMIGO 2026 destaca inovação no campo com plots agrícolas, ciência aplicada e debates estratégicos para o agro

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Plots agrícolas são destaque com tecnologias e experiências imersivas

Os plots agrícolas se consolidam como uma das principais atrações da Tecnoshow COMIGO 2026, funcionando como uma vitrine tecnológica que reúne soluções completas voltadas à produtividade no campo.

Realizada no Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em Rio Verde (GO), a feira segue até o dia 10 de abril e apresenta, em espaços demonstrativos, inovações que vão do manejo do solo às mais recentes tecnologias em sementes, proteção de cultivos e agricultura digital.

Organizados pelo CTC e por empresas como FMC, Syngenta, BASF, Corteva, Stoller, Bayer e UPL, os ambientes permitem que produtores acompanhem, na prática, o desempenho de diferentes tecnologias aplicadas ao campo.

Pesquisa aplicada e soluções práticas no campo

No espaço da COMIGO, o foco está na difusão do conhecimento técnico desenvolvido pela própria cooperativa. Entre os conteúdos apresentados estão estudos sobre fertilidade do solo, nutrição de plantas, entomologia, fitopatologia e controle de plantas daninhas.

Outro destaque é a apresentação dos serviços de agricultura de precisão oferecidos aos cooperados, além de demonstrações práticas, como a identificação de fraudes em fertilizantes. A presença da equipe do Laboratório da Indústria também reforça o caráter técnico e educativo do espaço.

Empresas apresentam inovações em sementes, biológicos e manejo

Os plots das empresas expositoras ampliam o acesso dos produtores às principais tendências do agronegócio.

A Corteva leva ao evento um conjunto de inovações, incluindo um novo nematicida com modo de ação inédito, além de soluções como herbicidas e bioestimulantes voltados à eficiência e sustentabilidade no manejo.

Já a BASF aposta em soluções integradas, com novas cultivares de soja e tecnologias digitais que auxiliam na tomada de decisão no campo com base em dados.

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A Stoller apresenta comparações práticas entre áreas tratadas e não tratadas, evidenciando ganhos de produtividade, além de lançar uma nova versão de um de seus bioestimulantes mais conhecidos.

Empresas como FMC, Syngenta, Bayer e UPL complementam o ambiente com portfólios completos em proteção de cultivos, biotecnologia e nutrição vegetal.

Ciência e inovação aproximam pesquisa do produtor rural

Instituições de ensino e pesquisa também marcam presença na Tecnoshow COMIGO 2026, fortalecendo a conexão entre ciência e prática no campo.

IF Goiano, Universidade de Rio Verde e Emater Goiás apresentam uma programação diversificada, com estações temáticas, palestras técnicas e demonstrações de tecnologias voltadas ao agro.

Entre os destaques estão pesquisas em agricultura vertical, bioinsumos, cultura de tecidos vegetais e soluções desenvolvidas por startups incubadas. Além disso, temas como gestão de propriedades e desafios climáticos são debatidos por especialistas.

Reforma tributária exige maior protagonismo do produtor

A reforma tributária foi um dos temas centrais da programação, com destaque para a necessidade de maior envolvimento dos produtores na gestão fiscal de seus negócios.

Durante palestra, especialistas alertaram que o produtor rural deve assumir um papel estratégico, acompanhando de perto os impactos dos novos tributos e identificando oportunidades dentro do novo regime.

Entre os pontos de atenção para 2026 estão o cumprimento de novas obrigações acessórias e a regularização cadastral junto à Receita Federal, além das vantagens relacionadas ao ato cooperativo.

Monitoramento antecipado é essencial no controle de pragas

O manejo de pragas na transição entre soja e milho também ganhou espaço nas discussões do evento.

Especialistas destacaram que o monitoramento antecipado é fundamental, já que insetos presentes na cultura da soja podem migrar e impactar diretamente a safrinha.

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O avanço de novas pragas e o aumento populacional de insetos no Cerrado reforçam a necessidade de estratégias integradas, com uso combinado de tecnologias químicas e biológicas, além do tratamento de sementes e aplicações mais eficientes.

Pecuária deve enfrentar oferta restrita em 2026

No setor pecuário, a perspectiva para 2026 é de menor oferta de animais, o que pode impactar os preços da carne e os desafios de reposição.

Após anos de aumento no abate de fêmeas e redução na rentabilidade da cria, o mercado entra em um ciclo mais ajustado. Por outro lado, as exportações seguem firmes, com destaque para a demanda de países como China e Estados Unidos, além da possibilidade de abertura de novos mercados.

O cenário reforça a importância do planejamento estratégico, especialmente na gestão do rebanho.

Regularidade ambiental ganha importância no acesso ao crédito

A questão ambiental também foi abordada durante a feira, com destaque para a importância da regularidade ambiental como fator estratégico para garantir acesso ao crédito rural.

Especialistas ressaltaram que o produtor precisa conhecer a legislação e adotar uma postura mais ativa na defesa de suas práticas sustentáveis, evitando entraves causados por interpretações equivocadas das normas.

Tecnoshow COMIGO segue com programação intensa até o fim da semana

A Tecnoshow COMIGO 2026 continua com uma agenda ampla de atividades voltadas a produtores, cooperados e público em geral.

Além das palestras e demonstrações técnicas, a feira também apresenta novas máquinas, equipamentos e tecnologias voltadas a aumentar a produtividade e facilitar o dia a dia no campo, consolidando-se como um dos principais eventos do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plantio da soja começa no Brasil sob risco de El Niño muito forte

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O plantio da soja 2026/27 começou de forma pontual no Brasil sob o risco de chuvas irregulares no Centro-Norte e excesso de umidade na Região Sul. Mato Grosso e Paraná já possuem áreas semeadas, enquanto os demais Estados entrarão gradualmente no campo entre setembro e dezembro, de acordo com o calendário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O início da safra coincide com o fortalecimento do El Niño. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) calcula em mais de 90% a probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte durante a primavera e o verão no Hemisfério Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também aponta 90% de chance de intensidade muito forte entre setembro e novembro.

A previsão não significa que todo o país terá falta de chuva. O efeito esperado é diferente em cada região. No Centro-Oeste, no Matopiba e em parte do Norte e do Sudeste, a preocupação está na demora para a regularização das precipitações, nas temperaturas elevadas e na ocorrência de veranicos. No Sul, o principal risco é o excesso de chuva, que pode encharcar o solo, impedir a entrada das máquinas e favorecer doenças.

Mato Grosso abriu o calendário de semeadura em 7 de setembro. As primeiras áreas foram plantadas principalmente em Campo Novo dos Parecis, Diamantino, Brasnorte e outros municípios do oeste que receberam volumes mais expressivos de chuva. Também há trabalhos em áreas irrigadas.

O avanço ainda é inferior a 1% dos aproximadamente 13 milhões de hectares previstos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A expectativa é de que a semeadura ganhe força somente na primeira quinzena de outubro, quando as chuvas deverão estar mais bem distribuídas.

O problema é que as precipitações registradas até agora são muito localizadas. Enquanto algumas propriedades receberam volume suficiente para acumular água, áreas situadas a poucos quilômetros continuaram secas. Plantar após uma chuva isolada, sem umidade adequada nas camadas mais profundas do solo, aumenta o risco de falhas na germinação, perda de sementes e necessidade de replantio.

A pressa em Mato Grosso está ligada à soja, mas também ao milho e ao algodão cultivados depois da oleaginosa. Quanto mais cedo a soja for colhida, maior será a possibilidade de instalar a segunda safra dentro da janela de menor risco climático. O produtor tenta evitar que o milho e o algodão atravessem o período reprodutivo quando as chuvas já estiverem diminuindo.

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O Imea projeta produção próxima de 49 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso. Apesar do pequeno aumento de área, a estimativa considera redução de 5,4% na produtividade média em relação à temporada anterior. O Estado também já comercializou antecipadamente cerca de 39% da nova safra, acima da média histórica de 30,55% para o período, o que aumenta a necessidade de compatibilizar contratos de venda com o volume que poderá ser efetivamente colhido.

No Paraná, o plantio começou no Norte, Noroeste e Oeste, onde a semeadura está autorizada desde 1º de setembro. Até o levantamento mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral), aproximadamente 81 mil hectares haviam sido plantados, o equivalente a 1,4% dos 5,76 milhões de hectares previstos para o Estado.

O Sudoeste paranaense foi liberado para plantar em 11 de setembro. Nos municípios mais ao sul, a autorização começa em 20 de setembro. A umidade disponível pode favorecer a emergência da soja, mas chuvas persistentes aumentam o risco de interrupções, compactação, erosão, doenças fúngicas e replantio. O excesso de precipitação também pode atrasar a colheita do trigo e, consequentemente, a entrada da soja nas mesmas áreas.

Rondônia e Amazonas estão autorizados a plantar desde sexta-feira (11), embora ainda não tenham divulgado avanço significativo da semeadura. Em São Paulo, o calendário começou em 1º de setembro na primeira região produtiva, será aberto neste domingo (13) na segunda e chegará à terceira região no dia 16.

Mato Grosso do Sul poderá iniciar o plantio na quarta-feira (16). No mesmo dia, a semeadura será liberada no sul do Pará. O Acre entra no calendário em 21 de setembro, parte de Santa Catarina no dia 22, Goiás no dia 25 e o Rio de Janeiro no dia 29.

Em 30 de setembro, começa a primeira janela do Piauí. Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Tocantins poderão plantar a partir de 1º de outubro. A mesma data vale para o sul do Maranhão, incluindo Balsas e outros importantes municípios produtores.

No oeste da Bahia, onde estão Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e São Desidério, o calendário começa em 8 de outubro. Outras regiões de Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Paraná, Santa Catarina e São Paulo possuem datas próprias, definidas conforme o clima e o histórico da ferrugem-asiática.

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Alagoas, Amapá, Ceará e Roraima têm calendários mais tardios, com início da semeadura somente em 2027. Por isso, essas áreas não participam da atual largada da safra nacional.

As datas indicam apenas quando a semeadura é permitida do ponto de vista fitossanitário. Elas não significam que o solo já tenha umidade suficiente nem substituem as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A decisão de plantar depende das condições de cada propriedade e da previsão de continuidade das chuvas.

No Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, o maior perigo é uma precipitação antecipada estimular a semeadura e ser seguida por vários dias de calor e tempo seco. Além de prejudicar a formação inicial da lavoura, um veranico pode obrigar o produtor a repetir operações e elevar os gastos com sementes, combustível, máquinas e mão de obra.

Caso as chuvas demorem a se regularizar, o problema será transferido para a segunda safra. O atraso na colheita da soja reduz o tempo disponível para o milho e o algodão, enquanto uma interrupção antecipada das chuvas pode atingir essas culturas durante fases de maior necessidade de água.

No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná, o El Niño tende a aumentar a disponibilidade hídrica, mas chuvas frequentes podem produzir o efeito contrário ao desejado. Solo saturado, dificuldade de pulverização, menor luminosidade e aumento da pressão de doenças podem limitar o potencial das lavouras mesmo sem falta de água.

Uma simulação apresentada pelo economista Alexandre Mendonça de Barros, da consultoria EY, calcula que um cenário de estresse climático semelhante ao de 2015 poderia retirar até 12 milhões de toneladas da safra brasileira. O número representa cerca de 6,5% das 186 milhões de toneladas projetadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o país.

A estimativa de perda não é uma previsão consolidada, mas uma simulação de risco. O resultado final dependerá da distribuição das chuvas, das temperaturas, da duração dos veranicos e do manejo adotado em cada região. Em uma safra marcada por extremos opostos, o principal desafio não será apenas saber quanto vai chover, mas onde, quando e com que regularidade essa chuva chegará.

Fonte: Pensar Agro

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