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Curso nacional reforça cuidado com a saúde mental de profissionais da segurança pública

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Brasília, 10/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), disponibilizou, nesta sexta-feira (10), o curso Saúde Mental e Adoecimento em Profissionais de Segurança Pública, pela Rede EaD.

A formação é oferecida na modalidade de ensino a distância (EaD) e é voltada a profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com carga horária de 60 horas. A iniciativa surgiu da crescente preocupação com o adoecimento psíquico desses trabalhadores, que lidam diariamente com situações de risco, pressão institucional e exposição à violência. 

Segundo a diretora de Ensino e Pesquisa da Senasp, Michele dos Ramos, o cuidado com a saúde mental é essencial para os processos de tomada de decisão, o uso responsável da força e a preservação da vida. “O curso aborda temas como ansiedade, estresse, burnout, depressão, uso de substâncias e comportamento suicida, com foco na prevenção. Também apresenta estratégias de autocuidado e regulação emocional, contribuindo para o fortalecimento dos profissionais e das instituições”, explica. 

A capacitação busca ampliar o conhecimento sobre saúde mental, promover a identificação precoce de sinais de adoecimento e desenvolver estratégias de prevenção, cuidado e intervenção no ambiente de trabalho. A iniciativa contribui para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais e para a transformação da cultura organizacional nas instituições de segurança pública. 

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Estrutura e avaliação do curso 

A formação foi estruturada com base na Matriz Curricular Nacional da Senasp e organizada em cinco módulos, que abordam temas como: 

* a relação entre saúde mental, qualidade de vida e ciclo de carreira; 

* a distinção entre reações emocionais consideradas normais e quadros patológicos, como ansiedade, estresse, síndrome de burnout, depressão e uso de substâncias psicoativas; 

* os principais sintomas do adoecimento mental, sejam psicofisiológicos, comportamentais ou emocionais; 

* o comportamento suicida, com análise de fatores de risco e de proteção, além de estratégias de prevenção e posvenção; 

* recursos em saúde mental, como regulação emocional, autocuidado e estratégias de apoio institucional. 

O conteúdo pode ser acessado no Ambiente Virtual de Aprendizagem da Rede EaD Senasp, com uso de apostilas digitais, vídeos, exercícios interativos, leituras complementares e atividades reflexivas, priorizando a autonomia do aluno e a flexibilidade de acesso. 

O processo de avaliação é dividido entre exercícios ao final de cada módulo, que correspondem a 50% da nota final, e uma avaliação final, responsável pelos outros 50%. Para aprovação, o participante deve atingir no mínimo 70 pontos. São permitidas até três tentativas em cada avaliação, com limite de duas horas para a realização da prova final. 

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Ao término do curso, o aluno também realiza uma avaliação de reação, com o objetivo de coletar a opinião dos participantes sobre a qualidade do conteúdo, da metodologia e dos materiais didáticos, contribuindo para o aprimoramento contínuo da formação. Aqueles que cumprirem os requisitos e alcançarem o desempenho mínimo exigido receberão certificado emitido pela Rede EaD Senasp, disponibilizado no sistema acadêmico da instituição. 

Alinhado à Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social e ao Plano Nacional de Segurança Pública (2021–2030), o curso reforça a importância da formação continuada e da valorização dos profissionais como pilares estratégicos para o fortalecimento das instituições. 

Ao colocar a saúde mental como tema central, o MJSP reconhece que o sofrimento psíquico deve ser tratado de forma estrutural, e não apenas individual. A expectativa é que a iniciativa contribua para reduzir os índices de adoecimento mental, prevenir o suicídio e promover uma cultura mais humana, consciente e preparada para lidar com os desafios emocionais da atividade policial no Brasil. 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS

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Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.

Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.

Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.

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 Caminhos da inovação aplicada

 Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.

 O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.

Tecnologia que transforma

 A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.

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O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.

Conexões

A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.

Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.

Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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