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Audiência na Câmara aponta avanço do crime organizado no campo e pressiona por reforço à segurança rural

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A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados realizou, nesta quinta-feira (10), uma audiência pública para discutir o tema “Segurança pública e valorização dos veteranos no Brasil”. O encontro reuniu parlamentares, especialistas e representantes de entidades de diversas regiões, com foco na construção de políticas públicas voltadas à valorização dos profissionais da ativa e da reserva.

Insegurança no campo ganha destaque no debate

Um dos principais pontos da audiência foi o relato sobre o avanço da criminalidade no meio rural, especialmente no sul da Bahia. O tema foi abordado por Mateus Bonfim, representante da Associação do Agronegócio do Extremo Sul da Bahia (Agronex/BA).

Segundo ele, a região enfrenta um cenário crítico de invasões de propriedades rurais associadas à atuação de grupos organizados. De acordo com o representante, mais de 100 propriedades foram invadidas desde 2022.

Bonfim afirmou que, em muitos casos, essas ações são praticadas por grupos que se utilizam de pautas legítimas como forma de encobrir práticas criminosas, como violência, roubo e expulsão de produtores rurais.

Falta de respaldo limita atuação das forças de segurança

Durante a audiência, também foram apontadas dificuldades enfrentadas pelas forças policiais no combate às invasões. Segundo Bonfim, há um descompasso entre a legislação vigente e a atuação operacional no campo.

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De acordo com ele, em diversas situações, as equipes policiais não conseguem agir de forma efetiva para retirar invasores, sendo orientadas apenas a evitar confrontos. Esse cenário, segundo o representante, gera sensação de insegurança e abandono entre os produtores.

Congresso é cobrado por segurança jurídica no campo

Diante desse contexto, foi defendido o avanço de medidas legislativas que garantam maior respaldo jurídico e operacional às forças de segurança.

A avaliação apresentada é de que, atualmente, há dificuldades práticas na aplicação da lei, mesmo em casos de violação do direito de propriedade. Para os participantes, é necessário aprimorar o ambiente legal para garantir respostas mais rápidas e eficazes por parte do Estado.

Revisão do arcabouço legal entra na pauta

Outro ponto levantado durante o debate foi a necessidade de revisão do arcabouço legal relacionado a conflitos fundiários e à atuação de grupos organizados no meio rural.

A análise apresentada indica que há falhas e inconsistências nas normas atuais, o que dificulta a atuação das autoridades e contribui para a insegurança jurídica no campo.

Legítima defesa no meio rural volta ao centro das discussões

A audiência também trouxe à tona o debate sobre o direito à legítima defesa no campo. Segundo os participantes, o tema precisa ser discutido de forma responsável, especialmente diante de situações em que o Estado não consegue agir com rapidez.

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A proposta é ampliar o debate sobre mecanismos legais que garantam proteção aos produtores rurais, sem comprometer a segurança e o ordenamento jurídico.

Experiência de veteranos pode contribuir no combate ao crime

Outro destaque foi a valorização dos veteranos das forças de segurança pública. Durante a audiência, foi ressaltado que esses profissionais podem contribuir com estratégias de inteligência, monitoramento e enfrentamento ao crime organizado.

A experiência acumulada ao longo dos anos é vista como um ativo importante na formulação de políticas públicas mais eficientes para a segurança no país.

Proposta da audiência e participação de entidades

A audiência pública foi proposta pelo deputado federal Coronel Meira (PL/PE) e contou com a participação de representantes de entidades militares, além de especialistas e lideranças do setor.

O encontro reforçou a necessidade de transformar o debate em ações concretas, com foco na melhoria da segurança pública, especialmente no meio rural, e na valorização dos profissionais que atuam na área.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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