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Formação de monitores fortalece modelo dos colégios cívico-militares no Paraná

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Manter o diálogo com os estudantes, apoiar a rotina escolar e atuar nas demandas do dia a dia estão entre as atribuições dos 821 monitores militares da reserva que atuam nas escolas do modelo cívico-militar (CCM) no Paraná. Para garantir uma atuação responsável, alinhada às diretrizes pedagógicas e adequada à realidade escolar, a experiência prévia não é suficiente: o preparo específico é parte essencial do processo.

Desde a ampliação do modelo, entre 2022 e 2023, a rede estadual intensificou a promoção de circuitos de formação e capacitação voltados aos militares inativos voluntários. A iniciativa reforça que a atuação nas escolas segue critérios rigorosos e exige qualificação contínua, assegurando que esses profissionais estejam aptos a lidar com os estudantes e a contribuir de forma positiva para o ambiente escolar.

“O monitor não está ali apenas pela experiência que já traz, mas pelo preparo contínuo que recebe para lidar com os estudantes no dia a dia, com diálogo, respeito e sensibilidade”, destaca o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.

Com dezenas de formações e capacitações realizadas desde 2023, a meta para 2026 é ampliar ainda mais o preparo dos profissionais que atuam nas 345 escolas aderentes ao modelo. A medida busca impactar positivamente a rotina escolar de cerca de 230 mil estudantes matriculados nos colégios cívico-militares.

PREPARO CRITERIOSO – A seleção dos monitores começa pela identificação de perfis compatíveis com as necessidades das escolas. Os militares são designados pela Secretaria da Segurança Pública (Sesp) para atuar nas unidades em funções de apoio à organização escolar, sem atribuição pedagógica e sem o uso de armamento no ambiente escolar. A atuação ocorre de forma integrada às equipes gestoras, em conformidade com as diretrizes da Secretaria da Educação.

Antes de iniciarem as atividades, todos passam por uma capacitação inicial promovida pela Secretaria da Educação (Seed-PR), que aborda normas do programa, legislação e orientações sobre a atuação no ambiente escolar. “As formações apresentam as características dos CCMs, incluindo os documentos norteadores, leis e regimentos que fundamentam o trabalho e esclarecem as atribuições dos monitores”, explica a coordenadora dos Colégios Cívico-Militares da Seed-PR, Soraia Cristina Azevedo.

Ao longo do ano, os profissionais participam de formações continuadas, com média de três capacitações estruturadas e cerca de dez encontros formativos — muitos deles online — totalizando aproximadamente quatro horas mensais de atualização.

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Durante essas formações, instituições parceiras, como o Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC), o Departamento de Inteligência e o Corpo de Bombeiros, contribuem com conteúdos voltados à legislação de proteção aos estudantes e à atuação preventiva no ambiente escolar. “A capacitação orienta a atuação dos monitores em situações de conflito, priorizando sempre a convivência respeitosa. Também há momentos de imersão nas escolas, acompanhados por militares veteranos, que permitem a vivência prática da rotina escolar”, complementa Soraia.

Para a coordenadora, a formação contínua é essencial por acompanhar as demandas do cotidiano escolar e estimular a troca de experiências entre os profissionais. “Além da formação inicial, os encontros permitem discutir situações reais, esclarecer dúvidas e aprimorar práticas, garantindo que os monitores estejam sempre preparados para atuar de forma responsável e integrada à comunidade escolar”, afirma.

VALORES – A participação dos militares também representa, na avaliação do secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, uma oportunidade de contribuir para a formação das novas gerações. “É uma grande satisfação apoiar esse importante projeto desenvolvido pela Seed/PR. Os policiais militares da reserva levam para as escolas valores como disciplina, respeito e responsabilidade, além da experiência adquirida ao longo da carreira, contribuindo para o desenvolvimento dos estudantes”, destaca.

NA PRÁTICA – O tenente-coronel da reserva da Polícia Militar Leonel José Beserra atua desde 2024 no Colégio Cívico-Militar Doutor Epaminondas Novaes Ribas, em Ponta Grossa. Para ele, a formação oferecida é decisiva para preparar os monitores para lidar com diferentes situações e fortalecer a convivência com os estudantes.

“A capacitação traz orientações importantes sobre como lidar com os alunos, inclusive em situações de conflito, sempre com respeito e diálogo. A experiência que acumulamos ao longo da carreira também contribui no dia a dia da escola, desde a organização da rotina até a orientação dos estudantes. É gratificante poder continuar contribuindo, transmitindo valores e acompanhando de perto o desenvolvimento dos alunos”, afirma.

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O subtenente da reserva da Polícia Militar Marco Aurélio Corrêa Barbosa que atua desde a implantação do Colégio Cívico-Militar Miguel Nassif Maluf, em Wenceslau Braz, no início de 2024, destaca que as capacitações também garantem maior padronização das práticas nas unidades.

“As formações promovidas pela Seed e pelo Núcleo Regional de Educação são fundamentais para orientar o trabalho dos monitores e alinhar as práticas dentro do programa. Recebemos orientações sobre convivência no ambiente escolar, postura profissional e organização das atividades cívicas, o que nos dá segurança para atuar no dia a dia da escola. Nosso objetivo é contribuir com disciplina, respeito e valores que auxiliam no desenvolvimento dos estudantes”, afirma.

SOBRE O CCM – Com 345 unidades implantadas e cerca de 230 mil estudantes atendidos, o Paraná mantém a maior rede de colégios cívico-militares do País. Para atuar nas escolas, 821 militares estaduais inativos voluntários passam por processo seletivo com critérios legais e apresentação de documentação obrigatória, incluindo antecedentes criminais, aptidão física e avaliação de saúde, antes de integrarem as ações de organização e apoio à gestão escolar.

Segundo o secretário da Educação, Roni Miranda, a procura pelas unidades demonstra a confiança da comunidade no modelo adotado no Estado. Atualmente, há uma fila de cerca de 17 mil estudantes interessados em vagas nos colégios cívico-militares. “Esse interesse das famílias mostra o reconhecimento pelos resultados alcançados e pela organização do ambiente escolar. Por isso, investimos na preparação e na capacitação dos militares que atuam nas unidades, garantindo que estejam alinhados às diretrizes da Secretaria da Educação”, afirma.

COMO SER MONITOR – O ingresso ocorre por meio de editais publicados em parceria entre a Seed e a Sesp, disponíveis nos sites oficiais das secretarias, com critérios definidos em legislação específica. Para participar, é obrigatória a apresentação de documentos como certidões de antecedentes criminais, comprovação de tempo de serviço, além de exames que atestem aptidão física e condições de saúde.

O processo inclui etapas de validação pelas secretarias envolvidas. Até o momento, três editais já foram lançados (2020, 2023 e 2024) para a seleção de interessados em atuar nos colégios cívico-militares.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.

Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo

São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.

Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.

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O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.

Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.

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No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).

No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

Processo 0001353-95.2026.8.16.0211

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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