Brasil
Ministério da Saúde credencia 1.250 novos profissionais para atendimento em comunidades quilombolas
O Ministério da Saúde credenciou 130 municípios, localizados em 19 estados brasileiros, a receberem recursos federais adicionais para 244 equipes de Saúde da Família (eSF) que atendem comunidades quilombolas. Faz parte do incentivo o credenciamento de 1.250 profissionais de saúde para integrar essas equipes, sendo 902 de nível superior, como médicos(as) e enfermeiros(as), e 343 técnicos(as) ou auxiliares de enfermagem.
“Este é o primeiro credenciamento do incentivo adicional, criado em dezembro, para qualificar o cuidado prestado à população quilombola. Esse incentivo é destinado às equipes de Saúde da Família que já atendem as comunidades quilombolas ou para novas equipes que podem ser credenciadas e custeadas pelo governo federal”, ressalta a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas.
Além dos novos profissionais, também foram credenciados outros componentes adicionais destinados à logística no território: 379 unidades de apoio para atendimento descentralizado, 16 embarcações de pequeno porte e 314 carros para o transporte de profissionais e usuários. O Ministério da Saúde estima um investimento de R$ 135 milhões, sendo R$ 54 milhões previstos para 2026 e R$ 81 milhões para 2027.
A medida busca enfrentar as barreiras no acesso ao cuidado, sejam geográficas ou decorrentes de vulnerabilização étnico-racial. No Brasil existem 1.330.186 pessoas quilombolas identificadas pelo Censo Quilombola, conduzido pelo Instituto Brasilerio de Geografia e Estatística (IBGE). Desse total, 68,19% se concentram no Nordeste, sendo os estados da Bahia e do Maranhão os que têm maior proporção de população quilombola.
Como vai funcionar
Após o credenciamento do Ministério da Saúde, a gestão municipal precisa registrar os componentes no sistema do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes), seguindo as seguintes orientações:
- Manter a unidade de apoio preferencialmente dentro da comunidade, cadastrá-la e vincular à eSF referência;
- Cadastrar o transporte (terrestre ou embarcações) e vincular à eSF referência;
- Inserir os profissionais técnico ou auxiliar de enfermagem, com carga horária de 40 horas semanais, e de nível superior (20 horas semanais) na eSF contemplada pelo incentivo.
Os municípios têm três competências consecutivas do Cnes como prazo para realizar o cadastro das novas equipes, serviços e programas, a partir da publicação da portaria de credenciamento.
Valor do incentivo adicional
Ao todo, 1.208 municípios brasileiros são elegíveis para solicitar, a qualquer momento, o incentivo financeiro adicional, que pode ser concedido tanto para novas equipes quanto para equipes já existentes custeadas pelo Ministério da Saúde. Após a solicitação municipal, a pasta analisa e publica a portaria de credenciamento. Os municípios foram classificados em três faixas, calculadas de acordo com a extensão territorial, a população autodeclarada quilombola e a quantidade de localidades quilombolas:
- Faixa 1: varia entre R$ 17.825 e R$ 20.325 por eSF, mensalmente;
- Faixa 2: de R$ 17.825 a R$ 27.325 por eSF por mês;
- Faixa 3: o repasse mensal para cada eSF pode variar de R$ 17.825 a R$ 42.650.
Os valores são distribuídos da seguinte forma:
|
Faixa de município |
Unidade de Apoio |
Meios de Transpontes (carro ou embarcações) |
Téc. Enfermagem 40h | Prof. Nível Superior 20h |
| Valor mensal | R$ 4.500,00 | R$ 5.00,00 | R$ 3.325,00 | R$ 2.500,00 |
| Faixa I | 1 | 1 | 1 | 3 |
| Faixa II | 2 | 1 | 1 | 4 |
| Faixa III | 3 | 2 | 2 | 6 |
Painel público para acompanhar os novos credenciamentos
A Secretaria de Atenção Primária do Ministério da Saúde (Saps/MS) disponibiliza o Painel Novos Credenciamentos APS para que gestores municipais e estaduais possam acompanhar o processo de credenciamento, cadastro e homologação das novas equipes, programas e serviços.
Acesse a portaria sobre repasse de custeio à Atenção Primária
Consulte a portaria do incentivo às equipes de Saúde da Família em áreas quilombolas
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Parceria entre Ministério da Saúde e Caixa garante cerca de R$ 1 bilhão para instituições filantrópicas
O Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal firmaram, nesta quarta-feira (3/6), contratos que viabilizam a liberação de aproximadamente R$ 1 bilhão para oito instituições hospitalares filantrópicas do país. As unidades integram a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) e são referência na oferta de atendimentos especializados. Os recursos serão destinados por meio da linha de crédito “Caixa Hospitais FGTS”, que oferece condições facilitadas de financiamento, contribuindo para o equilíbrio financeiro dos hospitais e Santas Casas para a continuidade da assistência para pacientes da rede pública.
“Temos a expectativa de chegar, nos próximos dias, a R$ 2 bilhões em contratos de financiamento da Caixa para essas instituições. Essas instituições têm um papel importante para a população atendida pelo SUS. Para se ter uma ideia, em 2025, nós realizamos 14,9 milhões de cirurgias, 42% a mais do que foi feito em 2022. A maior parte dessas cirurgias foram feitas pelos hospitais filantrópicos e pelas Santas Casas”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Os contratos assinados nesta quarta-feira contemplam:
- Associação de Combate ao Câncer de Goiás (GO)
- Santa Casa da Misericórdia de São Paulo (SP)
- Santa Casa de Porto Alegre (RS)
- Hospital José Silveira (BA)
- Instituto de Câncer de Londrina (PR)
- Associação Hospitalar Vila Nova (RS)
- Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos (RJ)
- Fundação Assistencial da Paraíba (PB)
Além das contemplações desta etapa, outras 115 instituições já receberam aval para apresentar propostas de financiamento à linha CAIXA Hospitais FGTS. São unidades hospitalares habilitadas pelo programa Agora Tem Especialistas na modalidade crédito financeiro.
Hospitais filantrópicos e Santas Casas no Brasil
No total, existem 1.959 instituições filantrópicas no país, sendo 324 Santas Casas. As unidades oferecem uma ampla variedade de especialidades e serviços, incluindo clínica médica, cirurgia geral, ortopedia, cardiologia, oncologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, além de leitos de terapia intensiva e atendimento de urgência e emergência. Com essa estrutura, as instituições contribuem diretamente para a redução do tempo de espera, ampliação do acesso a tratamentos especializados e o fortalecimento da assistência hospitalar em municípios de diferentes localidades.
Toda essa rede assistencial registrou nos últimos três anos (2023-2025), um total de 839,6 milhões de atendimentos ambulatoriais e 17,3 milhões de internações. O custo desses procedimentos para o Governo do Brasil foi de R$ 56,3 bilhões. Os números refletem a dimensão da rede filantrópica no atendimento à população brasileira e sua importância para a garantia do acesso aos serviços de saúde em todo o país.
Eduarda Paixão
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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