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Brasil

MJSP debate responsabilidade de plataformas e segurança digital na infância

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Brasília, 26/3/2026 – A VII Conferência Ibero-Americana dos Direitos da Criança, realizada nos dias 24 e 25 de março, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), discutiu a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, com painéis sobre responsabilidade de empresas de tecnologia, riscos emergentes nas plataformas e construção de um ecossistema on-line mais seguro para a infância no Brasil. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) participou por meio de representantes da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi). 

A conferência foi promovida pelo Centro Ibero-Americano para os Direitos da Infância (Cideni), em parceria com a Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com apoio da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), do Instituto Alana, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e de outras instituições. 

No primeiro dia, o foco foi o contexto que consolidou o Brasil como referência internacional em legislação protetiva, com a entrada em vigor do ECA Digital. No segundo, as discussões trataram da implementação prática dessas medidas. 

O diretor de Segurança e Prevenção de Riscos no Ambiente Digital, Ricardo Lins Horta, participou de um painel ao lado da ministra do STJ Daniela Teixeira e de representantes do Google, da Wikimedia Chile e do NIC.br. A mesa tratou das responsabilidades das plataformas diante do novo marco regulatório e dos desafios para aplicar o ECA Digital no cotidiano das companhias que operam no País. 

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“O ECA Digital exige que as empresas projetem, desde a concepção, produtos e serviços seguros, de acordo com normas técnicas. Hoje temos mais mecanismos para reduzir riscos e proteger contra danos. Com o pretexto de liberdade de expressão, acabamos criando uma impunidade digital”, afirmou Horta. 

 O painel, moderado pela coordenadora jurídica do Instituto Alana, Ana Claudia Cifalli, reuniu representantes dos setores público, privado e acadêmico para discutir o papel das empresas na garantia dos direitos digitais de crianças e adolescentes. 

O evento também apresentou dois relatórios sobre riscos emergentes em plataformas digitais: um sobre trabalho infantil on-line, apresentado pelo juiz Eduardo Rezende Melo; e outro sobre recrutamento criminal de crianças e adolescentes via TikTok, elaborado pelo professor do Tecnológico de Monterrey (México), Rodrigo Peña. Os estudos integram um esforço ibero-americano de mapeamento de ameaças que desafiam legisladores e gestores públicos da região. 

  

Conferência magna e encerramento 

A conferência magna apresentou o ECA Digital sob uma perspectiva prática: mais que um avanço legislativo, trata-se de um compromisso do Estado brasileiro com a construção de ambientes digitais que respeitem o desenvolvimento pleno da infância. 

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No encerramento, o tema Construindo Ambientes Digitais para Crianças e Adolescentes no Brasil foi debatido pelo secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Fernandes, e pela secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Pilar Lacerda. A mesa foi moderada pelo presidente da Fundação Cideni, Miguel Cillero. 

“O decreto que regulamenta o ECA Digital, assinado pelo presidente Lula na semana passada, traz inovações importantes. Entre as quatro ferramentas de operacionalização, destaco a classificação de conteúdos, o combate ao design manipulativo, a retirada e o reporte de cibercrimes às autoridades nacionais e a proibição de publicidade dirigida a crianças e adolescentes”, afirmou Victor Fernandes. 

O encontro reuniu especialistas do Brasil e de países ibero-americanos ao longo de dois dias. Também participaram a professora da UFRGS Ana Paula Motta Costa e o ministro do STJ Benedito Gonçalves.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministério da Saúde cria fórum nacional para combater desigualdades no trabalho e na formação do SUS

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Em mais uma agenda voltada à promoção da equidade no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde lançou o Fórum Permanente dos Comitês de Equidade no âmbito da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. O lançamento ocorreu durante o Encontro Nacional realizado nos dias 13 e 14 de maio, em Brasília. O objetivo é fortalecer a articulação nacional entre os comitês estaduais, ampliar o diálogo entre os territórios e consolidar espaços de construção coletiva para promoção da equidade no trabalho e na educação em saúde no SUS. A iniciativa também busca impulsionar a participação social e compartilhar experiências exitosas desenvolvidas nos estados e municípios. 

Os Comitês de Equidade no âmbito do Trabalho e Educação no SUS são uma estratégia criada para fomentar, articular e acompanhar ações do Programa Nacional de Equidade nas esferas estadual, municipal e distrital. O foco está na promoção da equidade de gênero, raça e etnia, além do enfrentamento das violências, preconceitos e discriminações no ambiente de trabalho e na formação em saúde. Atualmente, os 21 comitês já instituídos atuam de forma integrada com as áreas de gestão do trabalho e da educação para fortalecer a valorização das trabalhadoras e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Em parceria com estados, municípios e Distrito Federal, o Fórum atuará no fortalecimento e na consolidação dos comitês regionais, incentivando a autonomia e a sustentabilidade das ações nos territórios. A proposta também é subsidiar a tomada de decisão do Ministério da Saúde e de outras instâncias governamentais, além de dar visibilidade às experiências construídas localmente. 

“A criação do Fórum vai permitir que a gente conecte as experiências dos estados e municípios, fortalecendo uma rede nacional de troca e aprendizado. Existem experiências muito potentes acontecendo nos territórios e queremos que elas inspirem outros caminhos e novas soluções. A ideia é justamente fortalecer essa articulação nacional e ampliar o diálogo entre os comitês”, destacou a coordenadora-geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde, Erika de Almeida. 

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Valorização das trabalhadoras do SUS 

Com orçamento superior a R$ 41 milhões, o Programa Nacional de Equidade tem como foco enfrentar desigualdades estruturais vividas pelas trabalhadoras e trabalhadores do SUS, promovendo melhores condições de trabalho e valorização profissional. Desenvolvido pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), em parceria com o Hospital Sírio-Libanês e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o programa vem fortalecendo ações para construção de ambientes mais inclusivos, respeitosos e livres de discriminação, com iniciativas voltadas à equidade de gênero e étnico-racial em todas as regiões do país. 

O secretário-adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Jérzey Timóteo, ressaltou que colocar a equidade no centro das políticas públicas é também enfrentar desigualdades históricas que impactam diretamente a saúde da população. 

“Trazer a equidade para o centro da gestão do SUS é reconhecer que a desigualdade também adoece. A pandemia evidenciou isso de forma muito forte, especialmente para segmentos historicamente invisibilizados e para trabalhadoras negras, que muitas vezes ocupam posições mais precarizadas dentro do sistema de saúde. O programa surge justamente para enfrentar essas desigualdades e construir relações de trabalho mais justas e humanas”, afirmou. 

Para o secretário Timóteo, o fortalecimento dos comitês e dos espaços de diálogo também amplia a capacidade de construção coletiva dentro do SUS. “Quanto mais equitativo for o sistema, mais capacidade teremos de produzir cuidado de qualidade para brasileiros e brasileiras. Essa é uma agenda transversal e estratégica para todas as ações do Ministério da Saúde”, completou. 

Impacto para o povo brasileiro 

Com a criação do Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras do SUS, o Governo do Brasil passou a reconhecer de forma estruturada a diversidade que compõe o SUS e a colocar a equidade como um eixo central da gestão do trabalho e da educação na saúde. 

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Historicamente, a ausência de diretrizes coordenadas limitou o enfrentamento das desigualdades, muitas vezes tratadas como temas periféricos nas políticas públicas. O programa busca mudar essa lógica ao investir na formação, qualificação e valorização da força de trabalho do SUS, refletindo diretamente na qualidade do atendimento prestado à população. 

A proposta é fortalecer uma abordagem mais humanizada, sensível às diversidades e capaz de ampliar o acesso, qualificar o cuidado e aumentar a capacidade do sistema público de saúde de responder às diferentes realidades da população brasileira. 

Atualmente, os Comitês de Equidade já estão presentes em 21 estados: Acre, Amazonas, Amapá, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Piauí, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Pará, Tocantins, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. 

Desde sua criação, o programa também realizou 11 oficinas regionais e duas oficinas nacionais, reunindo 1.612 participantes de todas as regiões do país. Além disso, foi criada a Especialização e Aprimoramento em Equidade, que formou 558 pessoas na primeira turma e conta atualmente com 1.025 participantes na segunda edição. 

Em parceria com a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), também foram desenvolvidos cursos autoinstrucionais sobre o Programa Nacional de Equidade e Interculturalidade Indígena. Já em 2025, uma das iniciativas lançadas foi a coletânea Cadernos de Equidade, ampliando a produção e disseminação de conhecimento sobre o tema. 

Conheça o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras no SUS

Nádia Conceição
Ministério da Saúde  

Fonte: Ministério da Saúde

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