Brasil
Brasil e Reino Unido debatem parcerias para desenvolvimento tecnológico e fortalecimento dos sistemas de saúde
Nesta quarta-feira (25), Brasil e Reino Unido se reuniram para aprofundar o diálogo bilateral sobre políticas de inovação e desenvolvimento tecnológico na área da saúde, incluindo o acesso a novos mercados e saúde digital para cadeias de suprimento resilientes ao clima. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que estava em comitiva com o presidente Lula, participou da abertura do evento Diálogo em Saúde Brasil – Reino Unido, de maneira remota, e reforçou que a cooperação internacional é estratégica para o cuidado da população.
“Nós vivemos um momento de profunda transformação do setor da saúde. A rápida evolução tecnológica, a digitalização dos sistemas, as mudanças nas cadeias globais de suprimento e os desafios impostos por crises sanitárias, bélicas e, sobretudo, climática e demográfica, exigem respostas cada vez mais coordenadas e globais. A cooperação internacional se tornou uma decisão estratégica e uma necessidade profunda de quem quer cuidar da saúde de seu povo”, destacou o ministro Padilha.
Também durante a abertura do evento, a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, mencionou as parcerias já firmadas entre Brasil e Reino Unido, como a assinatura da Carta de Intenções com o Centro de Imuno-oncologia do Departamento de Medicina da Universidade de Oxford para acelerar o desenvolvimento e o acesso equitativo a vacinas mRNA contra o câncer, e a parceria com o National Institute for Health and Care Excellence (NICE) e a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), para aprimorar os processos de avaliação de tecnologias em saúde e de ampliação do acesso a medicamentos.
“Precisamos seguir apostando no multilateralismo e na cooperação como um caminho para construir um mundo melhor. Esse evento representa a vontade de continuar essa parceria entre ambos os países, que, apesar de bastante diferentes, enfrentam muitos desafios similares relacionados à saúde de suas populações”, ressaltou a secretária.
Edital para a Instância Nacional de Ética em Pesquisa
Ao longo do evento, o Ministério da Saúde anunciou o edital de seleção pública para atuação na Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), como parte do processo de consolidação do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep), instituído pela Lei nº 14.874/2024 e regulamentado pelo Decreto nº 12.651/2025.
Ao todo, serão selecionados 15 membros titulares e 15 suplentes, considerando a promoção da diversidade regional, étnico-racial e de gênero, formação acadêmica, qualificação técnico-científica, experiência profissional em pesquisa com seres humanos e atuação em Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) para prestação de serviço público relevante, não remunerado.
“O edital foi elaborado para assegurar o equilíbrio e a transparência. Mais do que um grupo de especialistas, queremos formar uma rede de saberes, onde a participação da sociedade seja um dos alicerces da nossa governança. Estamos reunindo diferentes olhares, vozes e realidades para construir um sistema que reflita a verdadeira dimensão da pluralidade brasileira”, explicou a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (Decit) e coordenadora do Inaep, Meiruze Freitas.
As inscrições começam no dia 26 de março de 2026 e devem ser realizadas exclusivamente de forma eletrônica. Para concorrer, os candidatos precisam enviar currículo Lattes e documentação comprobatória de formação, experiência profissional, atuação em CEPs e demais comprovações exigidas no edital. A seleção será conduzida por uma comissão formada por membros já integrantes da Inaep, com apoio técnico do Decit, conforme regulamento.
Pesquisa clínica no SUS
Na oportunidade, o Ministério da Saúde apresentou outros dois acordos de cooperação para o fortalecimento da pesquisa clínica no Brasil, celebrados com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que buscam, respectivamente, aprimorar o ambiente regulatório, de modo a favorecer o desenvolvimento de pesquisas clínicas e a avaliação de novas tecnologias em saúde, e transformar hospitais universitários federais, que compõem a rede, em polos estratégicos para o desenvolvimento de pesquisas clínicas e inovação em saúde.
Ainda no evento, o ministério divulgou o investimento de mais de R$ 179 milhões para a segunda fase do Projeto Genomas SUS, no âmbito do Programa Genomas Brasil. A iniciativa marca a expansão de uma estratégia estruturante para incorporar a saúde pública de precisão ao SUS, com base no uso de dados genéticos para qualificar o cuidado em saúde, reduzindo desigualdades regionais.
Inscreva-se e garanta sua participação pelo sistema eletrônico
Ana Freitas
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Fertilizantes verdes, beneficiamento de minerais críticos e IA: Eco Invest Brasil lança nova rodada para transformar inovação em competitividade
O Governo do Brasil, por meio dos Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e da Fazenda lançou nesta segunda-feira (25/5), o 5º Leilão do Eco Invest Brasil, nova etapa do programa voltada ao fortalecimento da inovação tecnológica e ao desenvolvimento de cadeias estratégicas para a competitividade brasileira. A rodada cria três mecanismos financeiros complementares para aproximar empresas, universidades, centros de pesquisa, startups e investidores, com foco em acelerar tecnologias ligadas à transformação ecológica e ao desenvolvimento industrial do país.
A iniciativa representa uma nova frente do Eco Invest Brasil, que passará a apoiar toda a jornada tecnológica, desde a pesquisa inicial nas universidades, até o escalonamento intermediário e a expansão de empresas inovadoras. Com isso, o Programa busca cobrir etapas em que tecnologias promissoras encontram gargalos de financiamento e acesso ao mercado, dando condições para que tecnologias desenvolvidas no Brasil avancem em escala produtiva e ganhem competitividade internacional.
O leilão prevê a criação de seis Fundos de Inovação Eco Invest, uma linha de crédito corporativo e recursos não reembolsáveis para pesquisa aplicada e empreendedorismo de base tecnológica. Os instrumentos serão direcionados a cadeias consideradas estratégicas para a nova economia global, como fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, automação e inteligência artificial aplicada à indústria, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e veículos elétricos, química verde, biomateriais e circularidade de resíduos minerais e industriais.
Nesta rodada, o Tesouro Nacional aportará até R$ 2,5 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão para cada fundo de inovação – que, a partir de uma alavancagem mínima de 2 vezes, poderá chegar a até R$ 4,5 bilhões – e até R$ 1 bilhão para a linha de crédito corporativo, considerando a exigência de ao menos o dobro de recursos privados em relação ao capital público. Esse incentivo representa uma mudança capaz de permitir que empresas brasileiras liderem a agenda de inovação global. O capital do Tesouro mitiga o risco do investidor.
“O Eco Invest se consolidou, nos últimos anos, como um dos principais instrumentos para financiar a transformação ecológica no país. O quinto leilão tem como foco a mobilização de capital privado com o objetivo de impulsionar tecnologias necessárias para posicionar o Brasil como liderança da nova economia global de baixo carbono. Fortalece ainda nossa soberania ao fomentar setores estratégicos como o de combustíveis verdes avançados e o de beneficiamento de minerais críticos, que estimulam o crescimento da indústria nacional e aumentam nosso grau de autonomia”, pontua o ministro João Paulo Capobianco. “O sucesso do Eco Invest, comprovado pelo lançamento deste novo leilão, demonstra o engajamento do setor privado com iniciativas que promovem o desenvolvimento em bases sustentáveis, movimento semelhante ao que ocorre com o Fundo Clima, que desde 2023 alavancou R$ 52,4 bilhões por meio de investimentos do Governo do Brasil e de empresas”.
“Não existe competitividade sem inovação, e não existe inovação em escala sem conexão entre ciência, capital e setor produtivo. O que estamos estruturando é um modelo capaz de transformar demanda industrial em tecnologia, em produto real. Hoje, por exemplo, o Brasil importa 80% dos fertilizantes que consome. Com esses instrumentos, vamos desenvolver uma tecnologia nacional avançada, com montantes que elevam o patamar de investimento nesses setores. O Brasil passa a não apenas consumir, mas criar, exportar e liderar”, afirma o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Cada instituição financeira disputará uma das cadeias estratégicas do leilão com base na capacidade de mobilização de capital privado. As vencedoras serão responsáveis pela estruturação dos Fundos de Inovação Eco Invest e demais mecanismos financeiros. Quem aportar no fundo, poderá usar a estratégia de dívida conversível, mecanismo que combina retorno financeiro com participação no potencial de crescimento das empresas investidas.
As linhas de crédito seguirão o modelo padrão dos leilões anteriores, em que os bancos concedem financiamento direto às empresas prontas para escalar produção. Como contrapartida, as investidas deverão contratar projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I) conectados às demandas das cadeias elegíveis, podendo acionar tanto universidades e ICTs nacionais quanto internacionais, e até mesmo adquirir empresas de base tecnológica no exterior para internalizar conhecimento e acelerar o desenvolvimento dessas tecnologias no Brasil.
“O Eco Invest Brasil demonstra, na prática, como ambição climática pode ser transformada em oportunidades econômicas concretas. O Brasil está se consolidando como um líder na mobilização de capital para a transição verde, e o Reino Unido tem orgulho de apoiar esse modelo inovador por meio da nossa parceria estratégica. Também vemos grande potencial de colaboração entre instituições britânicas e brasileiras de pesquisa e inovação, contribuindo com conhecimento e tecnologia para acelerar a agenda de finanças verdes no país”, afirma Amy Barklam, Comissária de Comércio da Sua Majestade Real para a América Latina e Caribe
Outro diferencial do modelo é a destinação não reembolsável de parte dos recursos mobilizados para pesquisa aplicada e empreendedorismo de base tecnológica. O instrumento foca nas fases iniciais da inovação em que o risco é mais alto e o mercado privado raramente financia sozinho, e busca integrar pesquisas universitárias às necessidades concretas da indústria.
O Eco Invest Brasil conta com apoio técnico e financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A iniciativa inclui um empréstimo de US$ 1 bilhão, mecanismos para gestão de risco cambial, instrumentos de blended finance e apoio à preparação de projetos para ampliar a mobilização de capital privado em setores estratégicos.
“O Eco Invest mostra como instrumentos financeiros inovadores podem mobilizar capital privado em escala para apoiar a inovação e a competitividade. O BID apoia essa iniciativa desde sua concepção e vê nesta experiência um modelo relevante para outros países da região e do mundo”, afirma Ilan Goldfajn, presidente do BID.
Resultado do 4º Leilão
Além do anúncio do novo Leilão, o Governo também apresentou os resultados do 4º Leilão do Eco Invest Brasil, voltado à bioeconomia, ao turismo sustentável e à infraestrutura habilitante na Amazônia Legal. A rodada recebeu propostas de oito instituições financeiras e registrou demanda superior a R$ 7 bilhões em recursos catalíticos, com potencial para mobilizar mais de R$ 29 bilhões em investimentos.
Do total, foram homologados R$ 3,1 bilhões em capital catalítico na linha principal, a partir dos lances do ABC Brasil, Banco do Brasil, Bradesco e BTG Pactual. O montante deverá viabilizar cerca de R$ 13,2 bilhões em investimentos totais, incluindo R$ 7,2 bilhões com captação internacional.
O eixo de infraestrutura concentrou o maior volume de recursos, com mais de R$ 7,8 bilhões destinados à Amazônia Legal. Já a bioeconomia mobilizou R$ 4,4 bilhões em investimentos ligados à bioindustrialização, sociobioeconomia e restauração produtiva. O turismo sustentável deverá receber cerca de R$ 900 milhões para iniciativas ligadas ao turismo ecológico, unidades de conservação e turismo de base comunitária.
Programa Eco Invest Brasil
O Eco Invest Brasil integra o Novo Brasil – Plano de Transformação Ecológica, e tem como objetivo mobilizar capital privado nacional e internacional para projetos com impacto econômico, social e ambiental. O Programa combina instrumentos financeiros inovadores, redução de riscos e atração de investimentos de longo prazo para impulsionar a transição ecológica brasileira.
Com os quatro leilões já realizados, o Eco Invest Brasil já alcançou mais de R$ 140 bilhões mobilizados e reúne 13 instituições financeiras credenciadas, consolidando-se como uma das principais plataformas de financiamento climático e desenvolvimento sustentável do país.
Próximos Passos
Os documentos e informações relativas ao 5º leilão serão publicados oportunamente no site do Programa Eco Invest.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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