Brasil
MME divulga resultados do Estudo das Linhas d’Água do Rio Parnaíba para fortalecer gestão de riscos hidrológicos e segurança hídrica
O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nessa quinta-feira (29/1), do Seminário de Apresentação dos Resultados do Estudo das Linhas d’Água do Rio Parnaíba, em Teresina (PI). Durante o evento, representantes do MME apresentaram o mapeamento hidrológico estratégico para o planejamento urbano, a preservação ambiental e a operação da Usina Hidrelétrica (UHE) Boa Esperança.
O estudo apresenta um detalhamento das áreas ribeirinhas e da dinâmica fluvial do Rio Parnaíba, utilizando técnicas de geoprocessamento, levantamentos batimétricos e topográficos, além de modelos hidrológicos. A iniciativa busca fortalecer a gestão dos riscos hidrológicos, a mitigação dos impactos de inundações, além de promover a preservação ambiental e impulsionar o desenvolvimento sustentável na região do reservatório da UHE Boa Esperança até a foz dos rios Poti e Parnaíba, na divisa entre Maranhão e Piauí.
O objetivo do mapeamento foi compreender as elevações sazonais de vazão que causam os extravasamentos na planície de inundação. Além disso, para o MME, os resultados são fundamentais para delimitar zonas de risco, apoiar o planejamento urbano e territorial, orientar diretrizes de ocupação sustentável e reforçar a preservação ambiental, a proteção da biodiversidade e o fortalecimento da segurança hídrica. O trabalho também fornece bases técnicas para uma operação mais segura da UHE Boa Esperança.
Segurança energética
O mapeamento integra o Plano de Recuperação dos Reservatórios de Regularização do País (PRR) e é executada com recursos do Programa de Revitalização de Recursos Hídricos nas bacias do São Francisco e Parnaíba, contratada pela Axia Energia, com investimentos estimados em R$ 2,85 milhões. O estudo compõe o conjunto de iniciativas estruturantes voltadas ao aumento da resiliência hídrica de bacias estratégicas para o Sistema Interligado Nacional (SIN).
A iniciativa está alinhada às diretrizes de atuação do PRR voltadas à geração de recarga das vazões afluentes, à ampliação da flexibilidade operativa dos reservatórios, sem prejuízo aos usos múltiplos da água, e à implementação de ações estruturantes para a recuperação dos reservatórios do País. Ao integrar conhecimento técnico, planejamento territorial e governança hídrica, o Estudo das Linhas d’Água do Rio Parnaíba reforça o compromisso do MME com a segurança energética, a sustentabilidade socioambiental e o uso racional dos recursos hídricos.
O evento também contou com a participação de representantes de órgãos municipais, estaduais e federais, além de instituições do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC), do setor privado e da sociedade civil, diretamente afetados por eventos hidrológicos extremos. O encontro buscou, ainda, fomentar a articulação interinstitucional e apresentar estratégias de gestão de riscos passíveis de incorporação às políticas locais de prevenção e resposta a enchentes e inundações.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Guias reúnem orientações para uso e gestão de equipamentos nas unidades básicas de saúde
Equipamentos como ultrassons portáteis, balanças digitais, desfibriladores externos automáticos (DEA) e aparelhos de raios X portátil ajudam no diagnóstico e acompanhamento dos usuários nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para que esses recursos sejam utilizados de forma segura dois novos guias técnicos reúnem orientações direcionadas tanto aos profissionais que utilizam esses equipamentos quanto aos gestores responsáveis pela organização dos serviços.
As publicações foram organizadas em duas versões complementares. A primeira, o Guia Prático: equipamentos clínicos e gerais – versão profissional é destinada aos profissionais da atenção primária e apresenta instruções detalhadas sobre indicação clínica, formas de utilização, cuidados de conservação e registro das informações no Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC e-SUS APS). A segunda, o Guia Prático : equipamentos clínicos e gerais – versão gestão, reúne orientações para administradores municipais e coordenadores de unidades de saúde sobre recebimento, instalação, manutenção, cadastro e monitoramento dos equipamentos ao longo de sua vida útil.
A proposta dos materiais é apoiar a organização do trabalho nas equipes e contribuir para que as tecnologias disponíveis nas unidades sejam incorporadas à rotina assistencial.
Foram previstos 170 mil equipamentos, organizados em 10 mil combos destinados a 10 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS). A composição dos equipamentos considera informações do Censo Nacional das UBS, realizado em 2024, que mapeou a capacidade instalada, os serviços ofertados e as condições de funcionamento das unidades.
Orientações para quem está na assistência
O guia voltado aos profissionais reúne recomendações para equipamentos utilizados no cotidiano da APS. Cada capítulo apresenta a finalidade do equipamento, as situações em que seu uso é indicado, orientações para posicionamento do paciente, medidas de segurança, formas corretas de registro no prontuário eletrônico e procedimentos de limpeza e conservação.
Um exemplo é o aparelho de raios X portátil, indicado especialmente para atendimentos domiciliares, instituições de longa permanência e localidades remotas ou de difícil acesso. O documento orienta que sua utilização seja restrita a profissionais habilitados, observando medidas de proteção radiológica e registrando todas as solicitações e exames realizados no prontuário eletrônico.
Gestão vai além da entrega dos equipamentos
A publicação destinada aos gestores dá recomendações para que as equipes verifiquem previamente as condições da infraestrutura física da unidade para recebimento dos equipamentos. Também orienta a definição de responsáveis pelo patrimônio, pela manutenção, pela infraestrutura tecnológica e pelo uso clínico dos aparelhos.
Outro aspecto abordado é a necessidade de incorporação patrimonial, cadastramento dos equipamentos nos sistemas oficiais, como o Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, elaboração de protocolos locais de utilização, planejamento da manutenção preventiva e realização de treinamentos periódicos para as equipes. Segundo o guia, essas medidas ajudam a reduzir os períodos de ociosidade dos equipamentos, evitar interrupções nos atendimentos e prolongar a vida útil das tecnologias incorporadas às UBS.
Tenha acesso aos materiais:
Thaís Rodrigues
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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