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Uva brasileira será a primeira fruta com tarifa zero a estrear na Europa

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Após quase três décadas de negociações, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia começa a sair do papel e já terá efeitos concretos sobre as exportações brasileiras. A partir de 1º de maio, entra em vigor, de forma provisória, a redução de tarifas para uma série de produtos — com impacto direto sobre a uva, um dos principais itens da fruticultura nacional.

A implementação ocorre após a formalização do tratado junto ao Paraguai, responsável pelos atos legais do Mercosul, e marca um avanço relevante em um processo que se arrasta desde os anos 1990, entre entraves políticos, ambientais e comerciais.

No caso da uva, o efeito será imediato. A fruta, que hoje paga tarifa de até 11% para entrar no mercado europeu, passará a ter alíquota zerada já no início da vigência do acordo. Em 2025, o Brasil exportou 62,2 mil toneladas do produto, com receita de aproximadamente R$ 841 milhões — sendo que cerca de dois terços tiveram como destino o mercado europeu.

Outras frutas também serão beneficiadas, mas com cronograma mais longo. O melão, por exemplo — segunda fruta mais exportada pelo Brasil — teve embarques de 283,3 mil toneladas em 2025, com receita de cerca de R$ 1,23 bilhão. Atualmente taxado em 9%, o produto terá redução gradual da tarifa até zerar em sete anos.

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A melancia segue o mesmo modelo. As exportações somaram 185,5 mil toneladas no ano passado, com faturamento de aproximadamente R$ 613 milhões, também sujeitas a uma alíquota de 9% que será eliminada de forma escalonada.

Hoje, as tarifas aplicadas pela União Europeia às frutas brasileiras variam entre 4% e 14%, dependendo do produto. A redução dessas barreiras tende a ampliar a competitividade do Brasil em um mercado que já absorve parcela relevante das exportações do setor.

Os números recentes indicam um setor em expansão. Dados do Ministério da Agricultura, compilados pela Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados, mostram que o Brasil exportou cerca de R$ 7,4 bilhões em frutas em 2025, alta de 12% em relação ao ano anterior. O volume embarcado chegou a 1,3 milhão de toneladas, com crescimento de 19,6%.

Para os exportadores, o acordo tende a consolidar um movimento já em curso, ampliando o acesso ao mercado europeu e abrindo espaço para ganhos de participação, especialmente em produtos de maior valor agregado, como a uva.

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A entrada em vigor coincide com a realização da Fruit Attraction no Brasil, feira internacional do setor que projeta movimentar até R$ 1,5 bilhão nesta edição, refletindo o momento de expansão da fruticultura nacional.

Com a redução tarifária, a disputa tende a migrar do custo para a eficiência. Questões como logística, regularidade de oferta e atendimento a padrões fitossanitários devem ganhar ainda mais peso na competitividade brasileira no mercado europeu.

Fonte: Pensar Agro

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Bioestimulantes ganham espaço nos pomares e ajudam frutas a resistirem ao estresse climático

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Estresse climático desafia produção de frutas no Brasil

A fruticultura brasileira enfrenta desafios crescentes diante das oscilações climáticas e das mudanças nas condições ambientais. Culturas como citros, uva, maçã e manga estão entre as mais sensíveis aos chamados estresses abióticos, provocados por fatores como escassez hídrica, altas temperaturas e salinidade do solo.

Essas condições afetam diretamente o desenvolvimento das plantas, comprometendo tanto a produtividade quanto a qualidade final dos frutos. Diante desse cenário, produtores vêm ampliando o uso de tecnologias naturais voltadas à proteção fisiológica dos pomares, com destaque para os bioestimulantes agrícolas.

Extratos de algas fortalecem resistência das plantas

Entre as soluções mais utilizadas no manejo de estresse vegetal estão os extratos da alga Ascophyllum nodosum, reconhecida por sua elevada capacidade de adaptação a ambientes extremos.

A espécie é encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, especialmente nas regiões costeiras do Canadá, Irlanda e Noruega, onde enfrenta condições severas de salinidade, variações de maré e oscilações intensas de temperatura.

Segundo Bruno Carloto, gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e Paraguai, essas características naturais da alga são transferidas às plantas por meio dos extratos utilizados no campo.

“As condições extremas favoreceram o desenvolvimento de mecanismos naturais de resistência. Quando aplicados nas culturas agrícolas, esses compostos ajudam a aumentar a tolerância das plantas aos diferentes tipos de estresse”, explica.

Plantas mantêm desenvolvimento mesmo sob pressão ambiental

Pesquisas e aplicações práticas no campo mostram que os bioestimulantes atuam fortalecendo processos fisiológicos internos das plantas.

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Em períodos de seca, calor intenso ou outras condições adversas, culturas tratadas tendem a apresentar maior estabilidade no desenvolvimento vegetativo e reprodutivo, reduzindo perdas produtivas.

De acordo com especialistas, esse suporte fisiológico é decisivo para preservar etapas fundamentais do ciclo produtivo, como formação, enchimento e qualidade dos frutos.

Qualidade da fruta se torna fator estratégico

Na fruticultura, manter o equilíbrio entre produtividade e qualidade é essencial para atender tanto o mercado interno quanto as exigências da exportação.

Segundo Bruno Carloto, compreender a resposta das plantas ao ambiente se tornou um diferencial estratégico para o manejo moderno dos pomares.

“Quando ajudamos a planta a lidar melhor com o estresse, ela mantém o desenvolvimento e isso se reflete diretamente na produtividade e na qualidade dos frutos”, destaca.

Bioestimulantes avançam no manejo sustentável dos pomares

O avanço dos bioestimulantes acompanha a busca do setor por soluções mais sustentáveis e eficientes diante das mudanças climáticas.

Com maior resiliência das plantas, produtores conseguem reduzir impactos ambientais sobre a produção e ampliar a segurança produtiva em culturas altamente dependentes de condições climáticas equilibradas.

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A tendência é de crescimento no uso dessas tecnologias nos próximos anos, especialmente em regiões sujeitas a extremos climáticos e maior pressão sobre os recursos hídricos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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