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Agro

Trigo ganha força no Brasil com escassez de qualidade, enquanto cotações recuam em Chicago

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O mercado de trigo apresenta movimentos distintos entre o Brasil e o cenário internacional nesta quarta-feira. Enquanto os preços seguem em alta no Sul do país, impulsionados pela escassez de produto de qualidade, as cotações futuras recuam na Chicago Board of Trade (CBOT), pressionadas por fatores climáticos e técnicos.

Escassez de qualidade sustenta alta no mercado brasileiro

No Brasil, o mercado de trigo mostra sinais de recuperação, com maior firmeza nas negociações, especialmente diante da restrição de lotes de melhor qualidade.

No Rio Grande do Sul, os moinhos voltaram a pagar entre R$ 1.250 e R$ 1.300 por tonelada CIF, conforme o prazo de entrega. Negócios para maio já indicam valores mais elevados, refletindo a menor disponibilidade de trigo de qualidade, agravada por problemas na safra da Argentina.

Os preços ao produtor também avançaram, chegando a cerca de R$ 57,00 por saca em algumas regiões. A expectativa do mercado é de que os níveis mais baixos dificilmente voltem a ser registrados no curto prazo.

Santa Catarina e Paraná acompanham movimento, com ajustes regionais

Em Santa Catarina, o mercado segue influenciado pela oferta de trigo gaúcho. As negociações giram em torno de R$ 1.120 por tonelada, acrescidas de frete médio de R$ 196, resultando em valores próximos de R$ 1.315 CIF.

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Também há ofertas locais ao redor de R$ 1.300 CIF. O aumento dos custos logísticos levou a reajustes médios de 3% nos preços das farinhas, movimento que vem sendo absorvido pelo mercado. A disponibilidade de trigo branqueador permanece limitada, com prêmios adicionais, enquanto parte dos lotes apresenta qualidade inferior para panificação. Os preços ao produtor variam entre R$ 59,00 e R$ 65,00 por saca.

No Paraná, o mercado segue firme, porém com ritmo mais lento de negociações. No norte do estado, as ofertas variam entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada, com negócios entre R$ 1.370 e R$ 1.380 CIF. Já nos Campos Gerais, os preços giram em torno de R$ 1.300 CIF.

A menor movimentação está relacionada ao avanço da colheita de soja e milho, que reduz a participação dos produtores no mercado de trigo. No segmento importado, a busca por qualidade mantém o mercado aquecido, com trigo argentino acima de 12% de proteína ao redor de US$ 295 por tonelada e o produto paraguaio próximo de US$ 260 CIF.

Trigo recua em Chicago com pressão climática nos EUA

No cenário internacional, os contratos futuros de trigo iniciaram o dia em queda na Chicago Board of Trade.

O contrato maio/2026 era negociado a US$ 5,86 por bushel, com recuo de 32 pontos (-0,55%) nas primeiras movimentações. Outros vencimentos também apresentavam perdas:

  • Julho/2026: US$ 5,98/bu, queda de 40 pontos
  • Setembro/2026: US$ 6,11/bu, baixa de 44 pontos
  • O movimento ocorre após altas registradas na sessão anterior, indicando ajuste técnico por parte dos investidores.
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Clima nos EUA e exportações globais seguem no radar

O mercado acompanha previsões de clima mais seco em partes das Planícies dos Estados Unidos, condição considerada desfavorável ao desenvolvimento das lavouras de trigo de inverno.

Por outro lado, áreas do cinturão produtor de trigo soft red winter podem registrar maior umidade, o que adiciona incertezas ao cenário produtivo.

Além do clima, os agentes monitoram o ritmo das exportações globais e a evolução da demanda internacional, fatores que seguem influenciando diretamente a formação de preços.

Volatilidade deve marcar o curto prazo

Para o produtor rural, o cenário indica continuidade da volatilidade no curto prazo. No Brasil, a tendência é de sustentação dos preços diante da oferta restrita de trigo de qualidade.

Já no mercado internacional, as cotações devem seguir reagindo principalmente às condições climáticas nos Estados Unidos e à dinâmica da oferta global, mantendo o ambiente de incerteza para o cereal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do etanol reage e encerra semana em alta, mesmo com avanço da safra no Centro-Sul

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O mercado brasileiro de etanol encerrou a semana com sinais de recuperação nos preços, após um início de junho marcado por pressão baixista decorrente do avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do país. Dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) mostram valorização tanto para o etanol hidratado quanto para o anidro no período entre 8 e 12 de junho.

Apesar da melhora observada nos indicadores, o setor segue acompanhando o impacto da maior oferta de biocombustível gerada pelo aumento da moagem nas usinas, fator que continua limitando movimentos mais fortes de alta.

Etanol hidratado volta a subir após sequência de quedas

Segundo o indicador semanal do Cepea/Esalq, o etanol hidratado combustível foi comercializado, em média, a R$ 2,2247 por litro entre os dias 8 e 12 de junho, registrando valorização de 0,37% em comparação com a semana anterior.

A recuperação interrompe a trajetória de queda observada no início do mês e reflete uma reação do mercado diante do ajuste entre oferta e demanda.

Mesmo com o avanço da colheita de cana-de-açúcar e o aumento da disponibilidade do produto, a demanda permaneceu ativa em algumas regiões produtoras, contribuindo para a sustentação dos preços.

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Etanol anidro também apresenta valorização

O etanol anidro, utilizado na mistura obrigatória à gasolina, acompanhou o movimento positivo do mercado.

O indicador semanal fechou em R$ 2,5284 por litro, registrando alta de 0,70% frente à semana anterior. O desempenho reforça a melhora pontual observada no segmento de combustíveis renováveis e demonstra maior equilíbrio entre oferta e consumo.

O resultado também ocorre em um momento de atenção do setor às oscilações dos preços da gasolina e às condições de competitividade do biocombustível nos principais mercados consumidores do país.

Paulínia registra alta diária no fechamento da semana

No mercado spot de São Paulo, referência nacional para o setor, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado negociado a R$ 2.344,50 por metro cúbico na sexta-feira (12), com avanço de 0,67% em relação ao dia anterior.

Apesar da recuperação registrada no encerramento da semana, o indicador ainda acumula retração de 0,30% ao longo de junho, evidenciando que o mercado continua sob influência do aumento da oferta proveniente da safra 2026/27.

Avanço da moagem continua pressionando o mercado

Analistas destacam que o ritmo acelerado da moagem de cana no Centro-Sul segue como o principal fator de pressão sobre os preços do etanol. A maior produção de açúcar e biocombustíveis amplia a disponibilidade do produto e reduz a intensidade das altas.

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Por outro lado, a recuperação observada nos últimos dias demonstra que o mercado busca um novo ponto de equilíbrio, sustentado pela demanda e pela competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis.

Perspectivas para o setor

Para as próximas semanas, os agentes do mercado continuarão monitorando o avanço da safra, os níveis de consumo interno e o comportamento dos preços da gasolina, fatores que influenciam diretamente a competitividade do etanol nas bombas.

Embora o cenário ainda seja de oferta elevada, a reação dos indicadores ao longo da última semana sinaliza uma possível estabilização dos preços, trazendo maior previsibilidade para produtores, usinas e distribuidores.

Com a safra avançando em ritmo intenso, o comportamento da demanda será decisivo para definir os próximos movimentos do mercado de etanol no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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