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Governo Federal lança política de Estado para transformação da conectividade aérea brasileira

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O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) lançaram, nesta terça-feira (24), a Agenda Conectar. Essa é a maior política de Estado voltada a expandir a conectividade aérea no país e tornar esse modal de transporte mais acessível.

A iniciativa reúne um conjunto articulado de medidas para ampliar o acesso ao transporte aéreo, reduzir custos e aumentar a oferta de serviços aos passageiros. Na prática, busca criar um ambiente de negócios mais dinâmico e seguro, capaz de atrair novos operadores e estimular investimentos em toda a cadeia do setor.

O documento conta com o apoio de órgãos públicos, setor acadêmico, além de cerca de 40 empresas dos setores de serviços, infraestrutura, transportes, turismo e indústria aeronáutica, o que reforça o alinhamento setorial da proposta.

O ministro Silvo Costa Filho destacou o papel econômico e social do programa. “O Conectar vai nos permitir aproximar a aviação do povo brasileiro e conectar o Brasil com o mercado internacional, gerando emprego e renda, fortalecendo a nossa economia. Um Brasil mais justo, mais humano, mais solidário. Efetivamente, um Brasil dos brasileiros”, afirmou.

O chefe de Gabinete do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da vice-presidência da república, Pedro Guerra, salientou a importância da iniciativa. “Nós sabemos que embora haja uma série de instrumentos para fortalecer o ecossistema produtivo, é preciso ter também uma agenda de competitividade, de combate às ineficiências”, declarou. Ainda segundo ele, o programa deixa um legado para as próximas administrações integrando os objetivos do Estado. “Integração, interiorização do desenvolvimento, redução dos custos modais, e cumprimento da função humanitária da aviação”, finalizou.

Objetivos da Agenda

A Agenda Conectar busca fortalecer a concorrência, reduzir custos operacionais e promover estabilidade regulatória com segurança jurídica, de forma alinhada para enfrentar desafios históricos da aviação brasileira.

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Mais do que modernizar o setor, a proposta tem potencial de gerar impactos amplos na economia. Ao reduzir o chamado “Custo Brasil”, aumentar a eficiência e simplificar processos, a política contribui para melhorar o ambiente de negócios e impulsionar diferentes segmentos produtivos.

Costa Filho também ressaltou a importância da Agenda Conectar para tornar a aviação civil brasileira ainda mais acessível. “Estamos construindo uma política de Estado para a aviação, em diálogo com o setor produtivo, infraestrutura, indústria, comércio, serviços, academia e turismo. Queremos tornar o transporte aéreo mais acessível, ampliar a conectividade e criar um ambiente competitivo, capaz de atrair investimentos e gerar oportunidades”, afirmou.

O secretário de Aviação Civil, Daniel Longo, ressaltou que a Agenda foi concebida para enfrentar desafios que podem se intensificar nos próximos anos. “Ao atuar de forma coordenada sobre concorrência, custos e segurança regulatória, criamos as bases para um crescimento sustentável da aviação no Brasil nos próximos 30 anos”, ressaltou.

Com caráter intergovernamental, a política integra esforços públicos e privados para impulsionar o setor nas próximas décadas. Em 2025, o Brasil registrou quase 130 milhões de passageiros, mas ainda há amplo espaço para crescer. “Temos um potencial enorme. Para avançar, precisamos estruturar melhor o setor, reduzir custos e ampliar nossa capilaridade”, completou Longo.

Ronei Glanzmann, CEO da MoveInfra, acredita que o projeto vai trazer aportes importantes para o modal aeroportuário do país. “Essa agenda é muito alinhada com a atração de investimentos, por isso é uma agenda de estado que busca atrair investidor brasileiros e internacionais para um setor tão desafiados como o da aviação civil. Estamos conectado a uma agenda com compromisso socioambiental e ela tem uma interligação muito grande com o que a gente faz.

Sobre as parcerias entre instituições públicas e privadas firmadas no âmbito do programa, o CEO da Aeroportos do Brasil, Fábio Rogério Carvalho, afirmou: “conjugar interesses do setor público com o privado parece impossível, mas a indústria da aviação é exatamente assim, afinal fazemos um avião voar. Este programa é isto: o Conectar é a prova de que, juntos, o que parecia impossível, se torna realidade”, ressalta Fábio Rogério.

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Eixos de atuação

No primeiro eixo, o foco é abrir o mercado e estimular a entrada de novos operadores. Entre as medidas previstas estão ampliar a integração aérea com países da América do Sul, facilitar o acesso ao mercado, incentivar novos modelos de negócio, como companhias aéreas do tipo “ultra low cost”, e fortalecer a aviação regional. Também estão previstas ações para viabilizar investimentos em aeroportos, tanto públicos quanto privados. A expectativa é clara: mais rotas, mais voos e mais cidades conectadas.

O segundo eixo enfrenta um dos principais gargalos do setor: os custos. A Agenda propõe revisar medidas tributárias, ampliar o acesso a crédito, modernizar a gestão do tráfego aéreo, além de avanços na cadeia de suprimento do querosene de aviação. A redução desses custos tende a se refletir diretamente em passagens mais acessíveis, fretes mais competitivos e maior dinamismo no mercado.

Já o terceiro eixo busca garantir previsibilidade e confiança. A proposta é fortalecer a segurança jurídica, reduzir a judicialização e harmonizar regras, ao mesmo tempo em que amplia a proteção ao passageiro, promove acessibilidade e incentiva práticas sustentáveis. A eficiência logística, especialmente no transporte de cargas, também está entre as prioridades.

A Agenda Conectar também prevê mecanismos de governança e monitoramento, com participação de diferentes atores e uso intensivo de dados para acompanhar os resultados. A expectativa é consolidar a aviação civil como um dos principais vetores de desenvolvimento econômico e integração nacional.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Chamada pública seleciona pesquisas avaliativas de políticas de saúde

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O Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) informam que estão abertas as inscrições para a chamada pública que financiará pesquisas avaliativas que apoiem a qualificação de políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS). As propostas devem ser encaminhadas na página da iniciativa, onde também consta o edital completo, até o dia 29 de julho de 2026.

Com o investimento de R$ 1,7 milhão da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), a chamada tem o objetivo de subsidiar pesquisas capazes de produzir evidências, gerar informações técnico-científicas e apresentar estratégias de tradução do conhecimento para que os resultados possam orientar decisões de gestores do SUS.

Podem submeter propostas pesquisadores que possuam doutorado, vínculo formal com uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) e currículo na Plataforma Lattes. Pesquisadores aposentados também podem participar, mediante anuência formal da instituição executora para condução de projeto em suas dependências.

Serão aceitas pesquisas que contemplam uma das 11 linhas temáticas, que incluem vigilância em saúde; saúde do trabalhador; inovação em equipamentos e materiais de uso em saúde; morbimortalidade por acidentes e violências; saúde da mulher, dos homens e das crianças; transplantes de órgãos e tecidos; atenção domiciliar; imunização, entre outras. Os projetos selecionados terão prazo de 12 meses para execução.

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Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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