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Agro

Preços da alface sobem na Ceagesp com aquecimento da demanda e melhora do clima

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A comercialização de alface ganhou ritmo na última semana na Ceagesp, impulsionada pela melhora nas condições climáticas e pelo aumento da demanda. Segundo levantamentos do Cepea, o cenário favoreceu a elevação dos preços das folhosas no atacado paulista.

Demanda aquecida impulsiona vendas na Ceagesp

O início da semana, tradicionalmente marcado por maior movimentação no entreposto, apresentou recuperação nas vendas. Atacadistas consultados pelo Hortifrúti/Cepea indicaram expectativa de manutenção desse ritmo firme no curto prazo, sustentado por melhores condições de consumo e logística.

Preços da alface registram alta

Com o aquecimento da demanda, os preços das principais variedades de alface apresentaram valorização:

  • Alface crespa: média de R$ 28,75 por caixa com 24 unidades, alta de 4,5%
  • Alface americana: média de R$ 33,75 por caixa com 18 unidades, avanço de 4,3%

O movimento de alta reflete tanto o aumento da procura quanto a menor oferta disponível no período.

Oferta reduzida e cautela dos compradores

Apesar da melhora nas vendas, a entrada de mercadorias foi mais limitada. Compradores adotaram postura cautelosa diante da proximidade do final do mês, período em que o consumo tende a desacelerar, o que impacta diretamente o volume negociado.

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Clima e qualidade do produto preocupam

Pesquisadores do Cepea destacam um ponto de atenção relevante: o fim das chuvas aliado às altas temperaturas tem acelerado a deterioração das folhosas nos pontos de venda.

Esse fator pode influenciar tanto a qualidade do produto quanto a dinâmica de preços nas próximas semanas, exigindo maior atenção dos agentes do setor hortifrúti.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Suinocultura em crise em Minas Gerais: preço do suíno vivo cai para R$ 5,30 e fica abaixo do custo de produção

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A suinocultura de Minas Gerais enfrenta um cenário de forte pressão econômica, com o preço do suíno vivo recuando para R$ 5,30/kg, enquanto o custo de produção chega a R$ 6,20/kg. A diferença negativa tem gerado prejuízos recorrentes aos produtores, segundo a Asemg.

O quadro representa uma inversão significativa em relação ao ano anterior, quando o setor operava com preços cerca de 20% acima dos custos médios de produção.

Queda de preços reflete oferta maior e consumo mais fraco

De acordo com a Asemg, a retração do mercado é resultado principalmente do aumento da produção de carne suína e da redução no ritmo de consumo interno.

Entre janeiro e meados de abril, o preço do suíno vivo acumulou queda de 36%, segundo dados da entidade, pressionando ainda mais a rentabilidade do setor.

“O cenário atual é resultado direto do aumento da oferta e da desaceleração da demanda”, afirmou o presidente da Asemg, Donizete Ferreira Couto.

Consumo sofre impacto do orçamento das famílias

Mesmo com Minas Gerais liderando o consumo per capita de carne suína no país, com cerca de 32 kg por habitante ao ano, o endividamento das famílias e o aumento do custo de vida têm reduzido o poder de compra.

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Itens como energia elétrica, combustíveis e alimentação têm pressionado o orçamento doméstico, o que impacta diretamente a demanda por proteína animal.

Segundo o setor, o consumidor final continua sendo o principal determinante do ritmo de mercado.

Produção cresce mesmo com menos matrizes

Apesar da redução no número de matrizes, a suinocultura mineira aumentou sua produção por meio de ganhos de produtividade. Em 2025, o estado produziu cerca de 620 mil toneladas de carne suína.

Esse aumento, no entanto, elevou a oferta no mercado interno, contribuindo para a queda de preços.

Exportações ajudam, mas não compensam excedente

As exportações de carne suína de Minas Gerais cresceram no primeiro trimestre, mas ainda representam uma parcela limitada da produção estadual.

Segundo dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foram embarcadas 11,02 mil toneladas entre janeiro e março, com receita de US$ 22,4 milhões — alta de 31,1% em volume e 24,7% em valor.

Mesmo com o avanço, o estado não possui forte vocação exportadora no setor, o que amplia a pressão do excedente no mercado interno.

Prejuízo limita investimentos e expande preocupação no setor

Com o suíno vivo sendo comercializado abaixo do custo de produção, os produtores enfrentam dificuldade para investir e ampliar a atividade.

“Em vez de crescimento, o momento é de contenção e reequilíbrio financeiro”, destacou a Asemg, ao apontar que parte dos resultados positivos anteriores foi utilizada para quitar dívidas acumuladas.

Setor aposta em ações para estimular consumo

Diante do cenário desafiador, entidades do setor têm intensificado campanhas de estímulo ao consumo. Entre elas, a ação “Bom de Preço, Bom de Prato”, desenvolvida em parceria com a ABCS, busca reforçar a competitividade da carne suína frente a outras proteínas.

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A estratégia destaca o melhor custo-benefício do produto ao consumidor final, especialmente em comparação com carnes bovina e de frango.

Além disso, a Asemg realiza levantamentos técnicos por meio do Censo da Suinocultura, com o objetivo de orientar decisões de produção e planejamento do setor.

Perspectiva

Apesar da crise de rentabilidade, o setor acredita em uma possível reação gradual da demanda com a queda de preços no varejo. A expectativa é que a carne suína mais acessível ajude a estimular o consumo nos próximos meses, contribuindo para o reequilíbrio do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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