Brasil
Ministério da Saúde se reúne com Banco dos BRICS para avançar implantação da rede nacional de hospitais inteligentes
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpriu nesta quinta-feira (19) agendas voltadas à articulação de parcerias e financiamento para a transformação digital do Sistema Único de Saúde (SUS). Em Xangai, a delegação brasileira visitou o Hospital Longhua, referência em inovação e vinculado à Universidade de Medicina Tradicional Chinesa. Padilha também se reuniu com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o Banco dos Brics, presidido por Dilma Rousseff. Os encontros reforçam o papel da cooperação internacional para o avanço tecnológico do SUS, especialmente em áreas como inteligência artificial, saúde digital e novos modelos assistenciais.
Na reunião com o banco, foram discutidos os próximos passos do financiamento em curso para a construção do primeiro hospital inteligente do Brasil, além da ampliação de parcerias com empresas chinesas especializadas em soluções tecnológicas para a saúde. Em janeiro deste ano, o Governo Federal e o Banco do BRICS assinam contrato de R$ 1,7 bilhão para construção do primeiro hospital inteligente público do Brasil.
Dilma Rousseff destacou a relevância da integração entre diferentes atores para impulsionar sistemas de saúde e ampliar o acesso da população. “Estamos falando de um esforço que integra diferentes setores e instituições, fundamentais para o funcionamento do sistema como um todo. Essa articulação em rede fortalece o atendimento, especialmente em casos mais complexos, e mostra que não se trata apenas de hospitalização, mas de um modelo mais amplo de cuidado, centrado na população”, afirmou a presidente do NDB.
O ministro Padilha ressaltou que a iniciativa vai além da construção de uma unidade hospitalar e representa um novo ciclo de transformação no sistema de saúde brasileiro. “Estamos construindo não apenas um hospital, mas uma rede de serviços de saúde inteligentes que vai integrar tecnologia, inovação e novos modelos de cuidado. Essa parceria com o Banco dos BRICS e com empresas internacionais fortalece a capacidade do Brasil de acelerar a transformação digital do SUS e ampliar o acesso da população a um atendimento mais qualificado”, declarou o ministro.
O titular da Saúde também destacou que a missão internacional já percorreu diferentes cidades chinesas e possibilitou a identificação de soluções inovadoras com potencial de aplicação no Brasil. Segundo ele, a experiência internacional tem orientado decisões estratégicas, como o fortalecimento do Comitê de Inovação da Anvisa para avaliação de tecnologias emergentes e a criação de programas de formação profissional voltados à atuação em hospitais inteligentes.
Edjalma Borges
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Mais de 2,5 milhões de brasileiros buscaram tratamento para parar de fumar no SUS em 2025
Mais brasileiros estão procurando o Sistema Único de Saúde (SUS) para parar de fumar. Em 2025, 2,5 milhões de pessoas buscaram, de forma voluntária, atendimentos relacionados ao tabagismo na Atenção Primária à Saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O número representa um aumento de 95% em relação a 2022, quando foram registrados 1,2 milhão de atendimentos. O crescimento ocorre em meio à ampliação das ações de prevenção e tratamento do tabagismo na rede pública e ao alerta para o avanço do uso de cigarros eletrônicos entre os jovens.
Também houve crescimento nas atividades coletivas voltadas a usuários de tabaco nas UBS, que incluem rodas de conversa, ações educativas e encontros conduzidos por profissionais de saúde para orientar sobre os riscos de consumir a substância. Entre 2022 e 2025, o número de ações registradas passou de 61,9 mil para 157,1 mil, enquanto o total de participantes subiu de 1 milhão para 2,1 milhões. Os dados mostram a expansão das estratégias de prevenção, orientação e apoio à cessação do tabagismo na rede pública de saúde.
“Ampliar o acesso ao tratamento do tabagismo é salvar vidas. Os dados mostram que mais brasileiros estão procurando ajuda e que o SUS está preparado para acolher essa demanda, com equipes capacitadas, acompanhamento contínuo e medicamentos gratuitos. Nosso compromisso é garantir que qualquer pessoa que queira parar de fumar encontre apoio perto de casa”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O reforço na Atenção Primária ajuda a explicar esse crescimento. Em dezembro de 2022, o país contava com 82,5 mil equipes e serviços com cofinanciamento federal. Atualmente, são 104,3 em todo o país. Esse avanço inclui novas equipes de Saúde da Família, além da criação das Equipes Multiprofissionais (eMulti), e do Serviço de Especialidades em Saúde Bucal (SESB). Ao todo, 21,8 mil novas equipes e serviços passaram a integrar a rede, ampliando a capacidade de cuidado nos territórios.
Aumento do uso de cigarros eletrônicos entre jovens
O Ministério da Saúde alerta para o aumento do consumo de Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF) e de outros produtos com nicotina sintética, especialmente entre jovens. Com aparência tecnológica, sabores variados e design atrativo, esses dispositivos têm alcançado principalmente o público mais jovem e podem criar uma falsa percepção de menor risco.
Apesar de serem divulgados como alternativas ao cigarro convencional, esses produtos também são nocivos à saúde. Estudos apontam que os DEFs podem causar dependência, doenças respiratórias, queimaduras, convulsões e lesões pulmonares graves, além de sintomas como tosse, tontura, náusea e dores de cabeça. Também há efeitos imediatos no sistema cardiovascular, como aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e da rigidez arterial.
Dados do Vigitel 2024 mostram crescimento do consumo desses produtos no país. A frequência de adultos que fumam ou utilizam dispositivos eletrônicos passou de 11,3%, em 2019, para 13,1%, em 2024. Entre jovens de 18 a 24 anos, o uso atual chegou a 10,1%, maior índice da série histórica para essa faixa etária.
Grupos de Cessação do Tabagismo
O SUS oferece atendimento gratuito para quem deseja parar de fumar nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para ter acesso ao tratamento, basta procurar a unidade mais próxima da residência. O acompanhamento é feito por profissionais capacitados e pode incluir atendimento individual ou em grupo, com metodologias padronizadas baseadas na abordagem cognitivo-comportamental.
O tratamento também pode ser associado ao uso de medicamentos disponibilizados gratuitamente, como adesivos, gomas ou pastilhas de nicotina, além de bupropiona. As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde também podem ser utilizadas como abordagens auxiliares no cuidado. A combinação entre acompanhamento terapêutico e medicação aumenta a efetividade da cessação do tabagismo e ajuda na manutenção da abstinência.
Campanha antitabagismo 2026
Neste ano, o tema da campanha do Dia Mundial sem Tabaco, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é “Desmascarando o apelo – combatendo a dependência de nicotina e tabaco”. A iniciativa chama atenção para o uso de sabores, design atrativo e aparência tecnológica como formas de atrair novos consumidores, especialmente crianças, adolescentes e jovens.
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) coordena as ações da campanha em parceria com secretarias estaduais e municipais de saúde e educação dos 26 estados e do Distrito Federal, além de áreas do Ministério da Saúde e outros órgãos do governo federal.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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