Brasil
Projeto Pegasus ganha protagonismo em seminário internacional e reforça papel estratégico da Secretaria Nacional de Segurança Pública
Brasília, 21/11/2025 – Durante a abertura do Seminário Internacional AeroFire, na terça-feira (18), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) destacou o Projeto Pegasus, uma inovação brasileira que amplia a capacidade nacional de enfrentamento a emergências ambientais. A iniciativa foi criada pelo MJSP, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e é executada pela Diretoria-Geral do Fundo Nacional de Segurança Pública (DGFNSP) e pela Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), órgãos vinculados ao mesmo ministério. O projeto foi apresentado durante evento promovido pelo Ministério da Defesa, por intermédio da Escola Superior de Defesa (ESD).
O Pegasus é uma das ações mais avançadas do Brasil em compartilhamento de infraestrutura aérea, usada no combate a incêndios florestais, em operações de busca e salvamento e em outras situações críticas intensificadas pelas mudanças climáticas. O projeto surge como uma solução inédita na política de segurança pública brasileira. Pela primeira vez, helicópteros dos estados e do Distrito Federal passam a integrar um sistema nacional único de acionamento. Isso permite mobilizar de imediato aeronaves que estejam ociosas para apoiar respostas emergenciais em qualquer região do País.
A governança é conjunta entre o MJSP, por meio da Senasp, e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), pela Defesa Civil Nacional. Com essa coordenação unificada, é possível evitar trabalho dobrado e tornar as operações mais eficientes.
Atualmente, cinco unidades da Federação já formalizaram adesão ao Pegasus: Bahia (BA), Distrito Federal (DF), Mato Grosso do Sul (MS), Pará (PA) e Rio Grande do Norte (RN). Outros estados estão na fase final de ajustes técnicos e administrativos para integrar suas frotas de helicópteros de asa rotativa ao projeto, o que amplia o alcance da iniciativa.
O modelo permite convocar qualquer aeronave disponível para missões específicas, sem precisar comprar novos equipamentos. Assim, o Pegasus otimiza recursos e acelera a capacidade de resposta nacional.
Durante o painel de abertura do AeroFire, a diretora do Fundo Nacional de Segurança Pública, Camila Pintarelli, apresentou os principais pontos do Pegasus e destacou a mudança que o projeto traz para o País. Para ela, a iniciativa marca uma nova forma de organizar operações de busca e salvamento, ao adotar o compartilhamento de helicópteros entre os entes federativos. Esse modelo, já usado na Europa e nos Estados Unidos, ainda é pouco aplicado no Brasil.
Pintarelli ressaltou que o Pegasus melhora a estratégia das operações e o uso do dinheiro público. Isso porque aproveita a frota já existente, reduz a necessidade de comprar novas aeronaves e concentra investimentos em qualificação de equipes, manutenção e tecnologia. Segundo ela, o projeto otimiza o tempo de resposta ao permitir o uso compartilhado e racional dos helicópteros que estados e Distrito Federal já possuem.
O cenário atual exige soluções novas, sobretudo diante do aumento de eventos climáticos extremos e da falta crescente de profissionais qualificados na aviação de segurança pública.
“Com mudanças climáticas cada vez mais severas e a saída de pilotos e técnicos especializados do setor, o Pegasus se apresenta como uma alternativa viável e eficaz para proteger a sociedade”, finalizou a diretora do Fundo Nacional de Segurança Pública.
Ao reunir especialistas internacionais, representantes das forças de segurança, autoridades civis e pesquisadores, o AeroFire busca debater tecnologias, estratégias e formas de resposta aérea a incêndios florestais e desastres naturais. Nesse cenário, o destaque ao Projeto Pegasus reforça o papel da Senasp e do FNSP na criação de políticas públicas inovadoras, que integram capacidades, reduzem custos e ampliam a proteção à população.
Brasil
MJSP transforma Defensoria em Todos os Cantos em programa nacional e premia iniciativas de acesso à Justiça
Brasília, 20/5/2026 – No Dia do Defensor Público, celebrado na terça-feira (19), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou a entrega do prêmio Defensoria em Todos os Cantos, em solenidade no Palácio da Justiça, na capital federal.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju) e busca reconhecer, valorizar e dar visibilidade a projetos desenvolvidos por defensorias públicas que contribuam para a garantia de direitos e a redução das desigualdades, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, destacou que o edital vai além de uma premiação ao reconhecer e fortalecer experiências transformadoras desenvolvidas pelas Defensorias Públicas da União, dos estados e do Distrito Federal.
“São iniciativas que enfrentam desigualdades estruturais, promovem justiça racial, fortalecem os direitos das mulheres, ampliam o uso da tecnologia no acesso à Justiça e atuam na proteção socioambiental, no sistema prisional, nas ouvidorias externas e em tantas outras frentes essenciais para a efetivação de direitos”, afirmou o ministro.
Durante a cerimônia, Wellington Lima assinou a portaria que institui oficialmente o Defensoria em Todos os Cantos como programa nacional.
O dispositivo de honra também contou com a presença da defensora pública-geral federal, Tarcijany Machado; da presidente do Conselho Nacional de Defensoras e Defensores Públicos-Gerais, Luziane Castro; da presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef), Luciana Grando Bregolin; e da coordenadora da Plataforma Justa e integrante da banca de avaliação do projeto, Luciana Zafallon.
“O trabalho de defensoras e defensores públicos precisa ser reconhecido e fortalecido. Enquanto houver pessoas em situação de pobreza e vulnerabilidade no Brasil, a defensoria seguirá como instituição essencial para a garantia da justiça, dos direitos e da democracia”, ressaltou a secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho.

- .
Reconhecimento nacional
Ao todo, sete projetos foram vencedores, além de uma menção honrosa em cada eixo temático, que incluiu áreas como justiça criminal e sistema prisional, justiça racial, justiça socioambiental, enfrentamento à violência e direitos das mulheres. Cada iniciativa vencedora receberá prêmio de R$ 120 mil.
Para a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, as defensorias públicas exercem papel estratégico na redução das desigualdades sociais e no fortalecimento da cidadania.
“O projeto traduz uma ideia poderosa presente na Constituição: para ser justa, a Justiça precisa alcançar todas as pessoas, realidades e territórios do Brasil, e não apenas as grandes capitais”, destacou a titular da Senajus.
As premiações foram entregues por secretários do MJSP, entre eles André Garcia (Senappen), Marta Machado (Senad), Chico Lucas (Senasp) e Ricardo Morishita (Senacon); pelo diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan; pelo deputado federal Stélio Dener; pela secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Caroline Dias; além de representantes das defensorias públicas.
Confira a lista de vencedores e menções honrosas
Justiça Criminal e Sistema Prisional
* 1º lugar: Inspeções em Dias de Visita em Unidades Prisionais (SP)
* Menção honrosa: Alerta 180 (MT)
Enfrentamento às Desigualdades Estruturais
* 1º lugar: Central de Vagas em Creches da Defensoria Pública de Rondônia (RO)
* Menção honrosa: Defensorias do Araguaia – Defensoras e Defensores Públicos pelos Povos Originários do Tocantins (TO), Mato Grosso (MT) e Goiás (GO)
Inovação e Tecnologia para Ampliação do Acesso à Justiça
* 1º lugar: Na Porta da Comunidade (CE)
* Menção honrosa: Pacifica.DEF (PR)
Justiça Socioambiental, Povos e Comunidades Tradicionais
* 1º lugar: Bem Viver: atendimento intercultural em territórios indígenas (AM)
* Menção honrosa: Justiça socioambiental e climática: proteção dos territórios tradicionais, da Defensoria Pública do Estado do Pará (PA)
Justiça Racial
* 1º lugar: Ação Cidadã Infância sem Racismo: por uma Educação Antirracista (BA)
* Menção honrosa: Turma da Mel da Defensoria Pública de Rondônia (RO)
Enfrentamento à Violência e Direitos das Mulheres
* 1º lugar: DefenDelas (SC)
* Menção honrosa: Projeto RenovAÇÃO Homens (DF)
Iniciativas das Ouvidorias Externas
* 1º lugar: Projeto Educação Escolar Indígena como Direito (RS)
* Menção honrosa: Projeto Ìmọ́lẹ: o direito à energia e à dignidade nos territórios tradicionais (MA)
-
Agro7 dias agoInteligência artificial transforma o agronegócio brasileiro e impulsiona produtividade no campo
-
Agro7 dias agoMercado de terras agrícolas em Santa Catarina dispara em 2025 com força do agronegócio
-
Paraná5 dias agoSanepar patrocina 15ª edição do Olhar de Cinema de Curitiba
-
Educação5 dias agoEvento abordará metas de equidade do Fundeb com prefeitos
-
Paraná7 dias agoMP do Paraná e de outros estados integram sistemas de nuvem privada para troca segura de dados de inteligência
-
Agro6 dias agoSafra de laranja 2026/27 pode cair 13% e aliviar pressão sobre estoques globais de suco, aponta Cepea
-
Paraná7 dias agoUnioeste abre seleção para contratação de profissionais com salários de até R$ 7,6 mil
-
Educação5 dias agoCPOP 2026: aberto período de recurso da seleção de cursinhos
