Paraná
Cinco pessoas denunciadas pelo MPPR por duplo homicídio ocorrido em Roncador são condenadas a penas de até 35 anos pelo Tribunal do Júri de Iretama
O Tribunal do Júri de Iretama, no Centro-Ocidental do estado, condenou, nesta quinta-feira, 19 de março, cinco pessoas (uma mulher e quatro homens) denunciadas pelo Ministério Público do Paraná pela prática de dois homicídios duplamente qualificados e pela ocultação de cadáveres. As vítimas foram uma mulher, de 31 anos, e um homem, de 33 anos, mortos com emprego de violência extrema e uso de múltiplos instrumentos. O júri – o mais longo da comarca – começou na manhã de quarta-feira e terminou às 22 horas de quinta-feira.
Áudio do Promotor de Justiça Gabriel Santos Pereira Paquielli
As penas dos réus variam de acordo com o grau de participação nos crimes: um homem foi condenado a 35 anos de prisão; dois, a 29 anos, 5 meses e 15 dias de reclusão; outro, a 25 anos, 5 meses e 15 dias; e a mulher, a 20 anos, 11 meses e 20 dias de prisão. Todos já estavam presos preventivamente e permaneceram custodiados para o início do cumprimento das penas.
Poço artesiano – Conforme a denúncia, em 17 de janeiro de 2024, em Roncador, município que integra a comarca de Iretama, os réus mataram as vítimas com disparos de arma de fogo e golpes de faca. Na sequência, ocultaram os corpos, que foram encontrados dias depois, já em avançado estado de decomposição, dentro de um poço artesiano.
Apoio do Gajuri – Em razão da complexidade do caso, especialmente diante do elevado número de réus, da multiplicidade de defesas e da grande repercussão social na região, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (Gajuri) do MPPR prestaram apoio ao Promotor de Justiça responsável, garantindo organização técnica, divisão eficiente de atribuições em plenário e enfrentamento adequado das teses defensivas. O MPPR sustentou como qualificadoras o fato de os homicídios terem sido praticados por motivo torpe (vingança contra o homem, que teria agredido um dos réus dias antes), mediante dissimulação, com uso de meio cruel e com o objetivo de assegurar a impunidade (ao assassinarem a mulher para que não denunciasse a autoria do outro crime).
Defesa da vida – A condenação reafirma o compromisso do Ministério Público com a defesa da vida e o respeito à soberania dos veredictos do Tribunal do Júri, além de evidenciar a confiança da sociedade na resposta institucional diante de crimes de extrema gravidade.
O MPPR seguirá atuando de forma firme e técnica para assegurar a responsabilização penal em casos de violência letal, especialmente aqueles que geram profundo impacto social.
Processo 0000137-27.2024.8.16.0096
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Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação
Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.
O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).
A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.
“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual.
A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca.
O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina.
Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação.
GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.
ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.
Fonte: Governo PR
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