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Ministério do Trabalho e Emprego afasta 78 adolescentes de piores formas de trabalho infantil em Santa Catarina

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) afastou 78 adolescentes de situações de trabalho infantil consideradas perigosas durante uma operação realizada entre os dias 2 e 6 de março em Criciúma e cidades da região, em Santa Catarina. A ação foi conduzida pelo Grupo Especial Móvel de Fiscalização do Trabalho Infantil (GMTI).

Durante as inspeções, os auditores-fiscais do Trabalho encontraram adolescentes trabalhando em 23 empresas, principalmente nos setores têxtil e de frigoríficos. Os jovens, com idades entre 14 e 17 anos, realizavam atividades proibidas para menores de 18 anos, previstas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil.

Entre as situações encontradas estavam trabalho em contato com sangue, ossos e pele de animais, transporte manual de caixas e matérias-primas com peso de até 30 quilos, operação de máquinas industriais, trabalho em câmaras frias e exposição a ruídos acima do permitido por lei. Os adolescentes também eram submetidos a esforço físico intenso e permaneciam em pé durante toda a jornada.

Segundo a auditora-fiscal do Trabalho Paula Neves, coordenadora do grupo de fiscalização do MTE, os adolescentes estavam expostos a atividades que colocavam em risco sua saúde e integridade física. “Eles trabalhavam em ambientes insalubres e em condições inadequadas para a idade e para a fase de desenvolvimento”, afirmou.

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Em um dos frigoríficos fiscalizados, os auditores-fiscais do Trabalho encontraram uma adolescente trabalhando em uma plataforma suspensa no setor de produção, retirando vísceras de um suíno abatido. A atividade era realizada em altura, em meio a sangue e resíduos do abate, com risco de queda e contato direto com material biológico.

A operação foi coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Inspeção do Trabalho, e contou com a participação de cinco auditores-fiscais, um procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) e seis agentes da Polícia Federal (PF).

Autuações

Todos os adolescentes encontrados em situação irregular foram retirados das atividades de risco. Nos casos de jovens com 16 ou 17 anos, as empresas foram notificadas a transferi-los imediatamente para funções permitidas pela legislação.

Quando essa mudança não for possível, os empregadores deverão rescindir o contrato de trabalho e pagar todos os direitos trabalhistas devidos. As empresas onde foi constatado trabalho infantil também serão autuadas pela fiscalização.

Orientação às empresas

Diante do número de casos encontrados nos setores têxtil e de frigoríficos da região, a Auditoria Fiscal do Trabalho enviará orientações às empresas desses setores que ainda não foram fiscalizadas. O objetivo é informar quais atividades são proibidas para menores de 18 anos e prevenir novas ocorrências de trabalho infantil.

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O que diz a lei

No Brasil, o trabalho é permitido a partir dos 16 anos, desde que não seja em atividades noturnas, perigosas ou insalubres e que não prejudique a saúde, a segurança, os estudos ou o desenvolvimento do adolescente.

Antes dos 16 anos, o trabalho é permitido apenas na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos, seguindo as regras da legislação de aprendizagem profissional.

Canal de Denúncia de Trabalho Infantil

O Ministério do Trabalho e Emprego disponibiliza um canal exclusivo para denúncias de trabalho infantil, o Sistema Ipê Trabalho Infantil, que pode ser acessado pelo link:  https://ipetrabalhoinfantil.trabalho.gov.br  

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Ministério da Saúde disponibiliza formação para uso de combo de equipamentos para UBS

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O Ministério da Saúde disponibiliza, nesta quarta-feira (30/9), uma estratégia formativa para apoiar o uso do combo de equipamentos distribuído pela pasta Unidades Básicas de Saúde (UBS) do país. O combo reúne conjuntos de 17 ou 18 equipamentos voltados ao cuidado de condições de maior prevalência nos territórios.

A formação é desenvolvida pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), em parceria com a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS).

Na plataforma UNA-SUS, a estratégia formativa reunirá cursos autoinstrucionais gratuitos e materiais orientativos voltados a profissionais e gestores do SUS. Os conteúdos abordarão o uso dos equipamentos e sua integração aos processos de trabalho, em articulação com a Telessaúde e a Rede de Atenção à Saúde (RAS).

Para o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, a estratégia fortalece tanto a qualificação dos trabalhadores quanto o acesso da população a serviços de saúde mais resolutivos: “A estratégia é resultado de uma ampla articulação entre o Ministério da Saúde e instituições de ensino de todo o país. Com profissionais preparados e apoio da Telessaúde, ampliamos a oferta de exames, fortalecemos a Atenção Primária e garantimos um cuidado mais resolutivo e próximo da população”, afirma.

Eixos da formação

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A formação está organizada em dois eixos: o primeiro reúne cursos voltados a equipamentos que exigem maior complexidade de manuseio e interpretação clínica, como dermatoscópio, doppler vascular, eletrocardiógrafo, espirômetro, retinógrafo entre outros. O segundo disponibiliza materiais orientativos para os equipamentos que compõem o Combo APS, incluindo guias práticos, procedimentos operacionais padrão e manuais técnicos.

Os materiais serão disponibilizados progressivamente na plataforma

Nesta primeira oferta, estão disponíveis cinco cursos, de 10 horas cada, sobre “Qualificação do Cuidado e Incorporação de Tecnologia Biofotônica no Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde”. Os cursos, desenvolvidos pela Universidade Nove de Julho (Uninove), são destinados a fisioterapeutas, médicos, fonoaudiólogos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas.

A secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, destaca que a iniciativa fortalece a educação permanente e amplia as possibilidades de cuidado nas unidades de saúde: “Os cursos oferecem às equipes oportunidades de educação permanente para incorporar os novos equipamentos à rotina das unidades básicas de saúde e ampliar as possibilidades de cuidado oferecidas à população. Com profissionais mais preparados e tecnologias integradas ao processo de trabalho, fortalecemos a capacidade de resposta da APS e garantimos um atendimento mais resolutivo e próximo das necessidades das comunidades”.

Profissionais e gestores da Atenção Primária à Saúde já podem acessar gratuitamente os cursos e materiais orientativos na plataforma UNA-SUS.

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Conheça a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS)

Pree Leonel
Caroline Fogaça
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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