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Parceria entre MCTI e Ministério das Mulheres fortalece ações por igualdade, proteção e inclusão feminina

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Garantir igualdade de gênero, ampliar oportunidades para meninas e mulheres e enfrentar a violência são compromissos essenciais para um desenvolvimento mais justo e inclusivo. A ciência amplia o acesso ao conhecimento, à autonomia econômica e à participação feminina em áreas historicamente marcadas por desigualdades. 

Com esse foco, o ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) recebeu, na quarta-feira (21), a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, para reforçar a parceria na promoção da igualdade de gênero, no enfrentamento à violência e no incentivo à participação feminina na ciência e na tecnologia. 

A ministra do MCTI, Luciana Santos, destacou que, no ambiente da comunidade acadêmica e científica, as mulheres têm papel central e protagonizam avanços importantes. Atualmente, elas são maioria entre as pesquisadoras e concentram cerca de 74% das bolsas de iniciação científica. No entanto, esse percentual diminui significativamente no topo da carreira, com cerca de 35% das bolsas de produtividade, o que evidencia a existência de barreiras estruturais ao longo da trajetória profissional. 

Esse afunilamento, na avaliação dela, revela condicionantes históricos e culturais, como a persistência do machismo e a sobrecarga relacionada à política de cuidados, que acabam limitando a consolidação da carreira das mulheres. “Por isso, no MCTI, reforçamos a importância de garantir permanência e ascensão das mulheres na carreira científica, tecnológica e de inovação, especialmente nas áreas das engenharias e das ciências exatas, onde essas desigualdades são históricas”, afirmou. 

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As mulheres já são maioria entre as bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada ao MCTI. Os destaques são modalidades como iniciação científica (59%) e mestrado (55%), além de representarem 53% no doutorado, com crescimento da presença de mulheres negras. 

As ações de popularização da ciência também refletem esse avanço. Em feiras e mostras científicas apoiadas pelo ministério, 167 dos 315 projetos aprovados são liderados por mulheres. Nas Olimpíadas Científicas, metade dos projetos selecionados tem coordenação feminina. Já na 22ª Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, 148 dos 261 projetos apoiados eram liderados por mulheres. 

Outro destaque é o Programa Bolsa Futuro Digital, do Programa Conecta e Capacita do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que prevê a oferta de 10 mil vagas em 2025 e 2026, com 50% delas destinadas ao público feminino. Com investimento de R$ 55 milhões, a iniciativa busca ampliar o acesso de jovens mulheres às áreas de tecnologia da informação e comunicação. 

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Ações para enfrentar desigualdades

A ministra Márcia Lopes ressaltou que a atuação integrada entre os ministérios é fundamental para que a pauta das mulheres avance de forma concreta em todo o País. “As mulheres estão em todas as políticas públicas. Só com articulação entre os ministérios conseguimos enfrentar o machismo estrutural, ampliar a autonomia econômica e garantir proteção. O diálogo com o MCTI é essencial para levar essa agenda adiante”, afirmou. 

Participaram representantes das secretarias do Ministério das Mulheres, entre elas Rosane Silva, Estela Bezerra e Sandra Kennedy, além da assessora especial Lygia Pupatto e da assessora Solange Fiuza. Pelo MCTI, estavam presentes a secretária de Políticas e Programas Estratégicos (Seppe), Andrea Latgé; a chefe da Assessoria de Comunicação, Ana Cristina Santos; e a assessora de Participação Social e Diversidade, Elisangela Lisardo. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Ministério da Saúde debate o futuro do envelhecimento no Brasil

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O Brasil conquistou o direito de viver mais, mas como estamos cuidando desses anos extras? Diante de uma transformação demográfica sem precedentes, o Ministério da Saúde promove nesta quinta-feira (24/09), em Brasília, mais uma edição do projeto Café com Ideias. O evento é aberto ao público, com transmissão canal oficial do DataSUS no YouTube.

Os números mostram que o futuro já chegou. O Brasil alcança a marca de 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais em 2026. Em apenas duas décadas, esse contingente deve saltar para 61,5 milhões. O impacto dessa mudança no sistema público é imediato, já que 81,4% dos idosos brasileiros utilizam exclusivamente o Sistema Único de Saúde (SUS).

Mais do que tratar doenças, o desafio atual é estrutural. Trata-se de adaptar hospitais, postos de saúde e o atendimento preventivo para garantir um envelhecimento ativo.

“O desafio que se coloca agora é garantir que esses anos a mais sejam vividos com saúde, autonomia, participação social e dignidade. Nosso compromisso é fortalecer, cada dia mais, um SUS capaz de responder a essas diferentes necessidades ao longo do processo de envelhecimento”, pontua Olivia Lucena de Medeiros, diretora de Gestão do Cuidado Integral do Ministério da Saúde.

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Diálogo

Coordenado pelo Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP) do Ministério da Saúde, o Café com Ideias quebra a rigidez institucional ao reunir a comunidade acadêmica, gestores e profissionais de saúde em um ambiente de construção coletiva.

A mesa deste encontro contará com:

  • Kenio Costa de Lima (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania – MDHC)
  • Olivia Lucena de Medeiros (Ministério da Saúde – MS)
  • Carlos Eduardo Gabas (Consórcio Nordeste)
  • Marília Cristina Prado Louvison (Médica sanitarista e professora da USP)

Como acompanhar

O evento acontece de forma híbrida. Quem não estiver na capital federal poderá interagir e acompanhar as discussões em tempo real. Toda a programação será transmitida ao vivo pelo canal oficial do DataSUS no YouTube.

Serviço

Data: Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Horário: 17h
Local: Biblioteca do Ministério da Saúde (Bloco G – Esplanada dos Ministérios), Brasília (DF)
Transmissão: Canal do DataSUS no YouTube 

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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