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Governo do Brasil e entidades renovam pacto para fortalecer a cafeicultura no Espírito Santo

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou nesta quarta-feira (11), no Espírito Santo, da cerimônia de renovação dos compromissos do Pacto em Defesa do Trabalho Decente nas Lavouras de Café do estado. O acordo, assinado em 2023, reúne representantes de empregadores, trabalhadores e do governo local para promover o trabalho decente e melhorar as relações e condições de trabalho nas lavouras de café.

Durante a cerimônia, também foi lançada a Campanha Conjunta em Promoção do Trabalho Decente na Cafeicultura, iniciativa que busca fortalecer práticas de trabalho mais justas e sustentáveis no setor.

Para o ministro, o pacto contribui para aprimorar as relações de trabalho e combater o trabalho análogo à escravidão na cadeia produtiva do café. “Houve avanços desde a assinatura do pacto, mas precisamos avançar mais. A mácula do trabalho escravo mancha a imagem da empresa aqui e, principalmente, no exterior”, afirmou. Segundo ele, foram registrados 86 resgates por trabalho escravo no estado em 2024, número que caiu para 35 em 2025. “Mas queremos que não haja nenhum resgate”, acrescentou.

Luiz Marinho ressaltou que o enfrentamento desse problema exige a participação de toda a sociedade. “É preciso a participação da sociedade, das empresas, das entidades trabalhistas, de todos e todas. Para isso criamos o Pacto da Cafeicultura e queremos ampliar esse entendimento para outras atividades econômicas do país”, disse.

O evento ocorreu na sede do governo do estado. O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, destacou que o estado é o segundo maior produtor de café do país e que a cafeicultura é uma das principais atividades agrícolas locais. “Temos uma cultura de boa qualidade, e esse pacto vem para garantir o respeito à legislação trabalhista, eliminar o uso de mão de obra escrava e consolidar uma cultura de trabalho decente nessa atividade”, afirmou.

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O procurador-geral do Trabalho, Glaucio Oliveira, ressaltou que o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atuam não apenas na fiscalização, mas também na promoção do diálogo. “Queremos dialogar com a sociedade para enfrentar essas situações de exploração de trabalhadores. O pacto é uma dessas iniciativas para promover o trabalho digno”, afirmou.

Silas Brasileiro, do Conselho Nacional do Café, destacou que houve avanços desde a criação do pacto. “Observamos uma evolução e uma visão diferenciada entre os envolvidos, com o governo trabalhando lado a lado com empregadores e trabalhadores para promover o trabalho decente na cafeicultura”, disse.

O diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Vinícius Pinheiro, avaliou que houve progressos importantes, mas que ainda é necessário ampliar a promoção da justiça social na cadeia produtiva do café. “O Espírito Santo ocupa um lugar central nesse debate, e nada melhor que o início da colheita para reafirmarmos o compromisso de construir uma agenda comum e, por meio do diálogo social, encontrar soluções sustentáveis”, afirmou.

Bolsa Família

Ao comentar a concessão do Bolsa Família, o ministro explicou que o programa não impede que beneficiários aceitem trabalho formal durante o período da safra. Segundo ele, quem for contratado pode retornar ao benefício após o término do contrato de trabalho.

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“Quem recebe o Bolsa Família e for contratado no período da safra pode retornar normalmente ao benefício após o término do contrato. Durante o período de formalização, o benefício fica apenas bloqueado e volta a ser pago após o fim do vínculo, desde que atendidos os requisitos estabelecidos pela Medida Provisória nº 1.164”, explicou.

Encontro com servidores e entidades sindicais

Durante a agenda no estado, o ministro também se reuniu com servidores da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Espírito Santo (SRTE/ES) e visitou o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias dos estados do Espírito Santo e Minas Gerais (SINDFER), que representa cerca de 10 mil trabalhadores e trabalhadoras.

Na SRTE/ES, acompanhado do superintendente Alcimar Candeias da Silva, Luiz Marinho ouviu os servidores sobre as dificuldades no atendimento às demandas dos usuários. O ministro lembrou que o MTE foi extinto no governo anterior e que muitas políticas ainda estão em processo de reconstrução.

“Tenho o compromisso de reconstruir as políticas do Ministério, mas isso exige diálogo com outras áreas do governo, especialmente com a área de planejamento. Conseguimos a realização de concurso para auditores-fiscais do trabalho e vamos buscar outros avanços”, afirmou.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

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Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

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Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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