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Brasil

CNH do Brasil registra cerca de 25 mil condutores habilitados pela plataforma; número quase triplicou em duas semanas

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Em duas semanas, o número de novos motoristas habilitados que iniciaram o processo pelo aplicativo CNH do Brasil mais que dobrou. A plataforma do Ministério dos Transportes já registra mais de 24,7 mil condutores que concluíram o processo para obter a primeira habilitação pelo modelo digital, desde o lançamento, em 9 de dezembro de 2025. Em 24 de fevereiro, o aplicativo oficial contabilizava 10,2 mil condutores.

O crescimento acompanha a ampliação do uso da plataforma. O aplicativo da CNH do Brasil já ultrapassa 54 milhões de usuários cadastrados. Entre eles, mais de 4 milhões de brasileiros iniciaram o processo para obter a primeira habilitação e mais de 1,5 milhão já concluíram o curso teórico de formação de condutores.

A ferramenta organiza em um único ambiente as etapas necessárias para a obtenção da carteira de motorista. Pelo aplicativo, o candidato acompanha o andamento do processo e realiza as fases exigidas para a formação de condutores.

No total, desde o lançamento do programa, 560.590 pessoas já tiveram a carteira de motorista emitida. Entre esses condutores, estão incluídos candidatos que haviam iniciado o processo antes da implementação da CNH do Brasil e concluíram as etapas após a implantação da plataforma.

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Modernização da CNH

A CNH do Brasil faz parte das iniciativas de modernização dos serviços de trânsito, com a proposta de simplificar procedimentos, ampliar o acesso da população à primeira habilitação e reduzir custos para o cidadão. Pelo novo modelo, a obtenção da CNH nas categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio) pode ficar até 80% mais barata.

Entre as mudanças está a padronização de critérios para avaliação no exame prático de direção veicular. O Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, elaborado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), estabelece parâmetros para o percurso e a condução das provas práticas em todo o país.

Outra medida é a ampliação da atuação de instrutores de trânsito autônomos. Desde o lançamento do programa, cerca de 90 mil cursos práticos de direção veicular já foram ministrados por esses profissionais para candidatos à primeira habilitação em todo o país.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Brasil

Ministério da Saúde reforça cuidado em saúde mental com habilitação de cerca de 800 novos serviços em três anos

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O Marco da Reforma Psiquiátrica brasileira, a Lei nº 10.216/2001, completa 25 anos em 2026. Responsável por redirecionar o modelo assistencial em saúde mental no país, a legislação consolidou a proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais. O novo modelo substituiu de forma progressiva os antigos hospitais psiquiátricos e as internações de longa permanência por uma rede de cuidado territorial e comunitária.

Dentro dessa estratégia, o Ministério da Saúde habilitou, desde 2023, 798 novos dispositivos assistenciais de saúde mental em todo o Brasil, entre eles leitos especializados, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades de Acolhimento. Além disso, de forma inédita, a rede pública passou a ofertar teleatendimento com psicólogos e psiquiatras.

A ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) reforça o compromisso do Governo do Brasil com o cuidado em saúde mental, orientado pelos princípios da cidadania, dos direitos humanos e do cuidado em liberdade, com foco no acompanhamento contínuo e na reinserção social das pessoas atendidas.

Em 2026, já foram viabilizados 159 novos serviços previstos em portarias, que representam, juntos, um investimento federal mensal de cerca de R$ 2,3 milhões. Entre eles, destacam-se:

  • 55 leitos de saúde mental em hospitais gerais, aumentando a capacidade de resposta da atenção hospitalar no SUS;
  • 45 Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), fundamentais para a reinserção social de pessoas egressas de longas internações psiquiátricas;
  • 42 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferecem acolhimento para pessoas com sofrimento psíquico grave e persistente;
  • 12 Equipes de Atenção Psicossocial voltadas à desinstitucionalização (EAP-Desinst), com atuação no cuidado contínuo e na articulação intersetorial;
  • 5 Unidades de Acolhimento Adulto (UAA), destinadas à oferta de suporte residencial transitório e cuidado em liberdade.
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“Essas habilitações representam um avanço concreto na consolidação da política de saúde mental no Brasil. Estamos fortalecendo a capacidade dos territórios de responder, de forma qualificada, articulada e humanizada, às demandas das pessoas com transtornos mentais, reafirmando o compromisso com o cuidado em liberdade e com a superação de práticas manicomiais”, afirma o diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati Dias.

Teleatendimento reforça rede de assistência

Para expandir ainda mais o acesso ao cuidado, o SUS passou a ofertar, pela primeira vez, o serviço de teleatendimento em saúde mental voltado ao atendimento de casos relacionados a jogos e apostas. A iniciativa, realizada em parceria com o Hospital Sírio-Libanês integra as ações do Governo do Brasil para o enfrentamento desse problema de saúde pública.

Outra iniciativa voltada à proteção da saúde mental é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, lançada pelo Governo do Brasil em dezembro de 2025. Até o momento, mais de 574 mil pessoas já recorreram à ferramenta, desenvolvida pelo Ministério da Fazenda, que permite o bloqueio voluntário e simultâneo de todas as casas de apostas autorizadas no Brasil por meio de uma única solicitação vinculada ao CPF.

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Do total de usuários cadastrados, 207 mil (41%) apontaram a perda de controle sobre o jogo e os impactos na saúde mental como principal motivo para a autoexclusão. Para direcionar a busca por assistência no SUS, a plataforma reúne orientações e links com informações de onde encontrar atendimento especializado.

Mais estrutura e investimento para a saúde mental

A capacidade de atendimento em saúde mental no SUS alcançou 52 mil usuários em 2025, um crescimento de 6% em relação aos 49 mil pacientes registrados em 2022. Como resultado da expansão da rede, os investimentos também aumentaram. O orçamento passou de R$ 1,7 milhão, em 2022, para R$ 2,9 milhões em 2025, o que representa 70% a mais de em recursos.

Durante esta gestão, o avanço também contempla as equipes especializadas que atuam na rede pública de saúde mental. Entre 2024 e 2025, o número de profissionais passou de 11,8 mil para 12,4 mil, incluindo psicólogos e psiquiatras. Com reforço da equipe, o SUS garante mais capacidade de acolhimento, acompanhamento contínuo e atendimento multiprofissional para os pacientes.

 Julianna Valença
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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