Connect with us


Brasil

MJSP sedia 3º Encontro Técnico de Alinhamento para Docentes no Uso da Força

Publicado em

Brasília, 11/03/2026 – Entre os dias 10 e 12 de março, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública (Desusp), realiza a terceira edição do Encontro Técnico de Alinhamento Pedagógico para Docentes sobre Uso da Força. O evento reúne 63 especialistas e marca um esforço nacional para fortalecer a profissionalização das instituições de segurança pública e aprimorar a atuação dos profissionais de segurança em todo o Brasil.

A iniciativa faz parte do Projeto Nacional de Qualificação do Uso da Força. O foco é aumentar a confiança e a legitimidade das instituições por meio de uma abordagem baseada em normatização, capacitação técnica e avaliação de impacto.

Na abertura do encontro, a diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), Isabel Figueiredo, explicou que o projeto busca qualificar a atuação dos profissionais que trabalham diretamente nas ocorrências.

“Nosso objetivo é permitir que os profissionais que atuam na linha de frente trabalhem de forma segura, técnica e qualificada. É o que buscamos com esse projeto. Em dois anos, já alcançamos entregas importantes: mais de R$ 120 milhões em equipamentos foram destinados aos estados e contamos com a adesão de 21 Unidades da Federação ao Projeto de Qualificação do Uso da Força.”

Leia mais:  Casos confirmados de intoxicação após consumo de bebidas alcoólicas permanecem em 59

A diretora destacou ainda que já foram capacitados 2.221 profissionais de segurança pública. Segundo ela, os números demonstram o êxito da iniciativa, especialmente entre as polícias militares.

Foco na excelência operacional

O encontro busca preparar os docentes para transmitir técnicas avançadas, com foco no uso diferenciado da força. As instruções incluem o manejo de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo (IMPO), como a Arma Eletroeletrônica de Incapacitação Neuromuscular (AINM) e o espargidor de pimenta, além do aprimoramento do processo de tomada de decisão em situações de urgência.

Entre os resultados esperados com a qualificação dos docentes, destacam-se:

• Padronização nacional: garantir que o conteúdo didático e as abordagens sejam consistentes em todo o território nacional;
• Inovação e boas práticas: criar um catálogo de práticas eficazes, adaptadas aos diferentes contextos regionais;
• Fortalecimento da rede: estabelecer canais de comunicação contínuos entre docentes e autoridades para suporte mútuo;
• Humanização da atuação: preparar profissionais para agir de forma mais técnica, legal e respeitosa, com o objetivo de reduzir incidentes.

Abrangência nacional

Leia mais:  Lançamento do Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca durante Governo do Brasil na Rua em Teresina (PI)

A reunião técnica conta com a participação de representantes das Polícias Militares (PMs) e Guardas Civis Metropolitanas (GCMs), além de equipes dos estados de Alagoas (AL), Amazonas (AM), Bahia (BA), Ceará (CE), Distrito Federal (DF), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Minas Gerais (MG), Paraíba (PB), Paraná (PR), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Rio Grande do Sul (RS), Santa Catarina (SC) e São Paulo (SP), o que reforça o caráter colaborativo e interinstitucional do projeto.

De acordo com Isabel Figueiredo, o alinhamento técnico entre os profissionais é essencial para o avanço da iniciativa. “Estamos iniciando uma nova etapa e ampliando o projeto para as Guardas Municipais. Essa é uma das principais novidades do 3º Encontro Técnico de Alinhamento Pedagógico para Docentes de Uso da Força. Neste ano, também estamos direcionando esforços ao Programa Município Mais Seguro, que busca fortalecer a atuação das Guardas Municipais”, afirmou.

A diretora comenta que é fundamental que os profissionais estejam alinhados e utilizem a mesma linguagem técnica e operacional. “A expectativa é avançar e alcançar resultados cada vez mais expressivos”, concluiu.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook

Brasil

Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

Published

on

Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Leia mais:  A caminho da COP30, Renan Filho percorre o Maranhão nesta sexta (7) e anuncia R$ 278 milhões para o estado

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Leia mais:  Conectividade entre ecologia, sociedade e cultura podem salvar o planeta

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262