Paraná
Parceria entre Portos do Paraná e Olha o Peixe vai impulsionar a pesca artesanal no Litoral
Para fortalecer a pesca artesanal no litoral paranaense e incentivar o consumo consciente do pescado, a Portos do Paraná iniciou uma parceria com o projeto “Olha o Peixe”. O novo programa vai auxiliar comunidades na comercialização de pescados sem a necessidade de intermediários. A proposta também inclui a capacitação e o apoio técnico aos pescadores, com o propósito de melhorar a cadeia produtiva das comunidades. O contrato, firmado em fevereiro, terá duração de dois anos. “Os pescadores artesanais são o principal público-alvo das ações da Portos do Paraná e do Olha o Peixe, que hoje é uma referência nacional na comercialização e valorização do pescado artesanal”, disse o coordenador de Comunicação, Educação e Sustentabilidade da Portos do Paraná, Pedro Pisacco Cordeiro.
Os primeiros seis meses serão de imersão em 14 comunidades do Litoral para conhecer a realidade dos pescadores e entender as dificuldades, as expectativas, as necessidades e os interesses de cada grupo.
A partir disso, serão elaboradas e aplicadas capacitações e orientações técnicas. Após os estudos, o projeto será implantado em três comunidades. O objetivo é proporcionar a regularização dos produtos, utilizando boas práticas e manejo sanitário para a comercialização dos pescados, por meio de estratégias de vendas que serão repassadas nos treinamentos, em três comunidades previamente selecionadas. A última etapa será o acompanhamento dos resultados.
“A gente sempre brinca que no Paraná é mais fácil termos acesso a um salmão, que vem de outro país, do que ao peixe daqui do nosso litoral. Temos pescadinha, bagre, tainha, linguado, robalo, camarões, ostra e siri. São muitas espécies”, afirmou o diretor-executivo e idealizador do Olha o Peixe, Bryan Renan Müller.
A lógica do projeto é pescar melhor, vendendo a um preço justo, e não pescar em grande quantidade por um valor extremamente baixo. “O objetivo é valorizar a produção local sem aquela relação de exploração, na qual o pescador entrega o peixe ao atravessador por um preço muito menor do que o oferecido no mercado”, declarou Pisacco. “Se valorizamos a cultura tradicional aumentando a remuneração do pescador, incentivamos as futuras gerações a continuarem na pesca artesanal, mantendo essa cultura viva”.
COMO FUNCIONA – Cada peixe entregue ao mercado por meio do projeto traz um rótulo de identificação informando o local de origem, a identificação do pescador e a embarcação utilizada durante a captura. Também são informadas as características da carne, como sabor (suave ou intenso) e a possibilidade de haver espinhas, por exemplo. “A gente trabalha com mais de 30 espécies do litoral do Paraná, muitas delas pouco conhecidas aqui. Buscamos a popularização desse leque de sabores oferecendo muita qualidade”, explicou Müller.
O projeto possui o selo de autorização sanitária estadual, o Susaf (Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte), e o selo de inspeção municipal, o SIM (Serviço de Inspeção Municipal).
Uma das grandes vantagens de se consumir o pescado artesanal é o frescor do produto. “É um peixe que chega com gostinho de mar, vindo direto da canoa do pescador. É diferente de um produto que está congelado e que não tem a mesma qualidade”, disse Müller.
ÁREAS DE ATUAÇÃO – As atividades iniciais de análise serão feitas em Antonina, nas comunidades pesqueiras de Ponta da Pita, Praia dos Polacos e Portinho. Em Paranaguá, o projeto vai focar nas ilhas do Teixeira, Piaçaguera, Amparo, Eufrasina, Europinha, São Miguel, Ponta do Ubá, Vila Guarani, Valadares e Ilha do Mel (nas comunidades de Ponta Oeste, Encantadas e Brasília). Em Pontal do Paraná, as ações serão na Vila Maciel.
O programa segue cinco Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU):
02 – Fome zero e agricultura sustentável
10 – Redução das desigualdades
11 – Cidades e comunidades sustentáveis
12 – Consumo e produção responsáveis
14 – Vida na água
As imersões nas comunidades estão previstas para começar em abril de 2026.
OFICINAS DE PESCA – Outro projeto desenvolvido pela Portos do Paraná com as comunidades pesqueiras é o Curso de Turismo de Pesca, que chegou à terceira edição no ano passado. A capacitação gratuita integra o Programa de Educação Ambiental da Portos do Paraná e atende ao licenciamento do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). O conteúdo orienta os participantes sobre como receber turistas, preparar embarcações, garantir a segurança no transporte e prestar atendimento de qualidade ao público em geral.
Fonte: Governo PR
Paraná
Fim da espera: tráfego de veículos é liberado na Ponte de Guaratuba
Um comboio formado por viaturas novas e históricas das forças de segurança e outros automóveis atravessou pela primeira vez os 1.244 metros da Ponte de Guaratuba, no Litoral do Estado. A bordo de um jipe do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), o governador Carlos Massa Ratinho Junior liberou, perto do meio-dia deste sábado (2), o tráfego entre as cidades de Guaratuba e Matinhos.
A estrutura foi entregue oficialmente na sexta-feira (1°) à população, e desde a madrugada deste sábado está aberta para ciclistas e pedestres. Para os carros, a abertura será em partes, por causa da realização da Maratona Internacional do Paraná neste sábado e domingo (3).
Com a liberação, que é acompanhada pelo Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), agentes de trânsito do DER/PR e organizadores da maratona, os veículos poderão passar pela ponte até as 5h de domingo, quando a estrutura será fechada novamente para a realização do segundo dia de provas. O tráfego definitivo será liberado às 10h de domingo, após a desmobilização da corrida.
Toda a travessia do comboio liderado por Ratinho Junior, junto com outras autoridades, foi acompanhada por populares que esperavam nas laterais, nos espaços destinados a pedestres. O clima foi de festa também nos carros que vinham de Matinhos em direção a Guaratuba, que passavam pela estrutura com muitas buzinas.
“Ontem foi um dia de festa e emoção compartilhada com os paranaenses. Foi uma vitória importante do nosso Estado e um dia emblemático para todos”, afirmou o governador. “E depois dessa Maratona Internacional, que deixa uma foto histórica com milhares de pessoas correndo pela ponte, agora abrimos para que os carros possam passar por aqui. Vamos fechar novamente às 5h para a prova, mas depois abrimos para não mais fechar e unir definitivamente Guaratuba e Matinhos”, completou Ratinho Junior.
Jéssica Amanda veio de Apucarana, no Vale do Ivaí, para a prova de 21 quilômetros da maratona. Depois da corrida, ela e a família estavam entre os primeiros veículos a cruzarem a ponte. “A obra ficou maravilhosa, de verdade. A gente veio outras vezes para Guaratuba e perdia muito tempo esperando no ferry boat para atravessar. Os paranaenses mereciam uma obra como esta”.
O comandante da BPRv, tenente-coronel Gustavo Dalledone Zancan, explicou como será a operação de trânsito na ponte. “A estrutura faz parte de uma rodovia estadual, a PR-412, então nosso batalhão segue fazendo a fiscalização. Houve o reforço de efetivo durante o feriado, com policiais de todo o Estado acompanhando a inauguração e a maratona”, disse. “A partir de domingo, nossas bases permanecem funcionando em Alexandra, Coroados e Pontal do Paraná”.
“Temos restrições de tráfego na ponte para veículos pesados. Só podem passar caminhões com até 20 toneladas, até quatro eixos e comprimento máximo de 18,6 metros, acima disso não pode”, ressaltou.
PONTE — O Governo do Estado investiu cerca de R$ 400 milhões no projeto, tocado pelo DER/PR e executado pelo Consórcio Nova Ponte. Esperada há cerca de 40 anos, a obra dá mais agilidade na travessia sobre a Baía de Guaratuba, dando lugar à operação do ferry boat, iniciada na década de 1960.
“Depois de 60 anos, estamos aposentando o ferry boat. O contrato com a empresa tem mais 90 dias de duração, mas domingo, após a abertura definitiva, não será mais necessária a operação das balsas e a travessia será integralmente pela ponte”, afirmou o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti. “Depois de muita luta e batalhas judiciais, construímos essa ponte em tempo recorde. A obra de três anos foi entregue em dois”.
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A ponte é considerada uma das maiores obras de infraestrutura já realizadas no Paraná. São quatro faixas de tráfego, ciclovia e áreas para pedestres, além de acessos que totalizam mais de três quilômetros de extensão.
O prefeito de Matinhos, Eduardo Dalmora, afirmou que a obra vai incentivar ainda mais o turismo no Litoral. “Não devemos mais ter uma baixa temporada. Estamos esperando que as pessoas venham mais para a praia nos meses de maio a agosto, para além do verão. É de fato uma Ponte da Vitória”, disse.
“Guaratuba completou 255 anos no dia 29 de abril e o maior presente que poderia ter ganho era essa ponte”, ressaltou o prefeito de Guaratuba, Maurício Lense. “É um marco muito grande para a cidade, que representa o nosso desenvolvimento, com o crescimento do comércio e da construção civil, que já está ocorrendo”.
Fonte: Governo PR
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