Brasil
Ministro Silvio Costa Filho destaca potencial do Nordeste para atração de investimentos
Durante a abertura do Fórum Pernambuco Export, nesta quinta-feira (5), no Recife (PE), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou o cenário positivo para os setores portuário, aeroportuário e hidroviário no estado. Segundo o ministro, são investimentos de mais de R$ 3,6 bilhões nos últimos três anos. “Prova de que seguimos acreditando na capacidade produtiva do estado e na força do turismo nordestino, que é fundamental para o desenvolvimento do Brasil”, afirmou.
O ministro também ressaltou que indicadores econômicos apontam uma boa oportunidade para atração de investimentos por todo o país. “Estamos no melhor momento do setor portuário, batendo recordes na movimentação ao alcançarmos um crescimento médio de 5% ao ano e apostando numa atração de investimentos de forma regionalizada, sem concentração em polos já consolidados”, declarou.
O evento é promovido pelo Grupo Brasil Export e reúne autoridades, associações, gestores públicos e empresários do setor logístico até esta sexta-feira (6), para debater ações e programas voltados ao desenvolvimento com foco em projetos de infraestrutura.
Portos e aeroportos
No Porto de Suape, localizado no litoral sul de Pernambuco, o Ministério de Portos e Aeroportos realizou a dragagem do canal interno e recuperação do estrutural dos molhes 2, 3 e 4, estruturas fundamentais para a proteção e abrigo da bacia portuária contra ondas e marés.
No total, foram aproximadamente R$ 300 milhões aplicados. O Porto do Recife também recebe R$ 115 milhões para dragagem, readequação de infraestrutura aquaviária e modernização de defensas (que garantem a segurança das embarcações no momento da atracação).
Costa Filho também analisou os aportes feitos em aeroportos no estado, fundamentais para a economia do turismo. “Só no terminal internacional do Recife investimos mais de R$ 500 milhões e temos aproximadamente mais R$ 600 milhões garantidos.
Os aeroportos de Garanhuns, Serra Talhada e Araripina se preparam para receber, juntos, mais R$ 100 milhões que vão permitir a criação de novas rotas e a prestação de um serviço aéreo de qualidade ao povo pernambucano, do litoral ao sertão”, concluiu.
O Fórum Pernambuco Export abordou, entre outros temas, sustentabilidade, multimodalidade na matriz de transportes, presença da mulher e oportunidades no setor de energia.
A secretária executiva adjunta do Ministério de Portos e Aeroportos, Thairyne Oliveira, destacou o papel da mulher na área portuária. “Precisamos cada vez mais ocupar espaços de liderança para que nós, mulheres, possamos mudar o setor de dentro para fora, com sensibilidade, liderança e foco no desenvolvimento sustentável”, cravou.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Brasil apresenta sua nova meta climática alinhada à Missão 1,5ºC
A nova meta climática do Brasil no Acordo de Paris será entregue à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, chefe da delegação brasileira na COP29, conferência do clima da ONU que acontece em Baku, no Azerbaijão, de 11 a 22 de novembro.
A segunda Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira estabelece o compromisso do país em reduzir suas emissões líquidas de gases de efeito estufa de 59% a 67% em 2035, na comparação aos níveis de 2005. Isso equivale, em termos absolutos, a uma redução de emissões para alcançar entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente em 2035.
A nova NDC abrange todos os setores da economia e está alinhada ao objetivo do Acordo de Paris de limitar o aquecimento médio do planeta a 1,5ºC em relação ao período pré-industrial, conforme Balanço Global acordado na COP28, em Dubai, em 2023. Esse compromisso permitirá ao Brasil avançar rumo à neutralidade climática até 2050, objetivo de longo prazo do compromisso climático.
A nova meta representa etapa-chave para promoção de um novo modelo de desenvolvimento, por meio da implementação de iniciativas como Plano Clima, Plano de Transformação Ecológica, Pacto entre os Três Poderes pela Transformação Ecológica, entre outras.
A NDC é o resultado de um extenso processo de análise dos cenários de emissões do país. Ela reconhece a urgência do combate à crise climática, assume a necessidade de construir resiliência e traça um roteiro para um futuro de baixo carbono para a sociedade, a economia e os ecossistemas brasileiros.
Também amplia a meta de corte de emissões apresentada na primeira NDC, consolidando uma trajetória de aumento de ambição, como determina o Acordo de Paris, de 2015. Em comparação ao objetivo já estabelecido para o ano de 2030, há incremento de 13% a 29% em ambição em termos de redução de emissões absolutas.
A nova NDC apresenta uma meta em banda, que considera as variáveis na projeção de cenários futuros, reconhecendo que a implementação do compromisso será influenciada por fatores nacionais e globais até 2035. A NDC também reafirma o compromisso do país em aumentar sua capacidade de adaptação, fortalecer a resiliência e reduzir a vulnerabilidade às mudanças climáticas.
O caminho para a implementação da NDC é traçado pelo Plano Clima, que guiará as ações de enfrentamento à mudança do clima no Brasil até 2035. O plano terá eixos voltados à redução de emissões de gases de efeito estufa (mitigação) e à adaptação aos impactos da mudança do clima, com planos setoriais para cada um deles — serão sete para mitigação e 16 para adaptação.
Para viabilizar essa nova visão de desenvolvimento, serão empregados instrumentos econômicos como o Fundo Clima, Títulos Soberanos Sustentáveis, Eco Invest Brasil, Taxonomia Sustentável Brasileira e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre.
O governo federal trabalha em diversas frentes para cumprir suas metas de redução de emissões. A mais importante delas é o combate ao desmatamento.
Na última quarta-feira (6/11), foi anunciada a taxa oficial de desmatamento na Amazônia, que foi de 6.288 km² no período de agosto de 2023 a julho de 2024, segundo estimativa do sistema Prodes, do Inpe. Esse resultado representa uma redução de 30,63% em relação ao período anterior, sendo a maior queda percentual em 15 anos.
No Cerrado, a taxa oficial de desmatamento entre agosto de 2023 e julho de 2024 foi de 8.174 km², a menor registrada desde 2019. Esse dado representa uma queda de 25,7% em relação ao período anterior (agosto de 2022 a julho de 2023) e marca a primeira redução nas taxas de desmatamento do bioma em cinco anos.
Somadas as reduções de desmatamento — a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa do Brasil — nos dois primeiros anos do atual governo, evitou-se a emissão de 400,8 milhões de toneladas de CO₂ equivalente nesses dois biomas.
Muitas outras ações estão em andamento, tais como Plano ABC+, Plano Combustível do Futuro, Programa de Recuperação de Pastagem Degradada, Plano de Transição Energética, Programa Nova Indústria Brasil, Planaveg, Programa Florestas Produtivas, Planos de Prevenção e Controle do Desmatamento de todos os biomas, entre outros.
Errata: A nota que anuncia a nova Contribuição Nacionalmente Determinada do Brasil foi atualizada com a correção do volume de redução das emissões. O valor correto é de 850 milhões a 1,05 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente, e não de 1.050 a 850 gigatoneladas de gás carbônico equivalente em 2035.
Assessoria de Comunicação do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
-
Agro7 dias agoPlano Safra 2026/27 será lançado terça e deve ficar entre R$ 570 e R$ 652 bi
-
Agro7 dias agoGoverno Federal lança Plano Safra 26/27 nesta terça-feira (30)
-
Brasil7 dias agoMinistério da Saúde inaugura primeira UTI inteligente do SUS no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ)
-
Agro5 dias agoMonitoramento via satélite passa a ser exigência para exportações do agronegócio brasileiro
-
Brasil6 dias agoMinistério dos Transportes inicia nova etapa das obras do Arco Metropolitano de Maceió
-
Paraná7 dias agoConstrução de complexo religioso em Piraquara reforça turismo da fé no Paraná
-
Paraná7 dias agoParaná é o primeiro estado da força-tarefa brasileira a entrar em operação na Venezuela
-
Brasil6 dias agoSaúde amplia acesso a cuidados especializados com inclusão da infectologia no programa Agora Tem Especialistas
