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Mais da metade dos turistas estrangeiros chegaram ao Brasil por avião em janeiro

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Mais da metade dos turistas estrangeiros que chegaram ao Brasil em janeiro deste ano optaram pela via aérea. De acordo com dados da Polícia Federal e do Ministério do Turismo, consolidados pela Embratur, 742.846 visitantes internacionais desembarcaram em aeroportos brasileiros no período, 53% de todas as entradas registradas no mês. O volume representa crescimento de 22,15% em relação a janeiro de 2025, quando 608.163 visitantes chegaram ao país pelo mesmo modal.

Ao todo, 1.401.476 estrangeiros entraram no Brasil em janeiro, considerando todos os meios de acesso: aéreo, terrestre, marítimo e fluvial. Mesmo com a leve retração de 5,54% no total de visitantes, o transporte aéreo manteve a trajetória de crescimento e reforçou sua posição como principal porta de entrada do turismo internacional no país.

O levantamento considera apenas visitantes que residem fora do Brasil, sejam estrangeiros ou brasileiros que vivem no exterior. As informações são registradas pela Polícia Federal no momento da entrada no país, o que permite identificar a origem e o meio de acesso dos viajantes.

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Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho da via aérea demonstra a importância da infraestrutura aeroportuária para a atração de visitantes estrangeiros. “O crescimento das chegadas por avião mostra que o Brasil segue ampliando sua conectividade internacional e oferecendo aeroportos modernos e preparados para receber turistas de todas as partes do mundo. Investir em infraestrutura aeroportuária é fundamental para fortalecer o turismo, gerar empregos e movimentar a economia nas diversas regiões do país”, afirmou.

“O crescimento das chegadas por avião mostra que o Brasil segue ampliando sua conectividade internacional e oferecendo aeroportos modernos e preparados para receber turistas de todas as partes do mundo” Silvio Costa Filho

Origem dos visitantes

A América do Sul permanece como a principal região a enviar turistas para o Brasil. Em janeiro, 491.036 visitantes vindos do continente chegaram ao país por via aérea, o equivalente a 66,1% do total. A Europa aparece na sequência, com 144.190 visitantes (19,4%), seguida pela América do Norte, que registrou 66.934 entradas (9%).

Outras regiões também contribuíram para o fluxo internacional de turistas. A Ásia respondeu por 24.190 visitantes (3,3%), enquanto Oceania registrou 6.495 entradas (0,9%). Já América Central e Caribe somaram 5.704 visitantes (0,8%), e a África, 4.295 turistas (0,6%).

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Entre os países, a Argentina lidera com folga, com 310.798 visitantes (41,84% do total), seguida por Chile (109.676), Estados Unidos (50.630), Portugal (28.455) e Uruguai (21.322), reforçando o peso da conectividade regional e transatlântica na chegada de turistas ao Brasil.

Principais portas de entrada

O Rio de Janeiro foi a principal porta de entrada dos turistas internacionais no período, com 274.412 visitantes, o equivalente a 36,9% das chegadas por via aérea. Na sequência aparecem São Paulo, com 229.728 visitantes (30,9%), e Santa Catarina, com 136.992 entradas (18,4%).

Outros estados que também registraram fluxo relevante foram Bahia, com 30.163 visitantes, e Pernambuco, com 16.076.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Ministério da Saúde reforça cuidado em saúde mental com habilitação de cerca de 800 novos serviços em três anos

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O Marco da Reforma Psiquiátrica brasileira, a Lei nº 10.216/2001, completa 25 anos em 2026. Responsável por redirecionar o modelo assistencial em saúde mental no país, a legislação consolidou a proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais. O novo modelo substituiu de forma progressiva os antigos hospitais psiquiátricos e as internações de longa permanência por uma rede de cuidado territorial e comunitária.

Dentro dessa estratégia, o Ministério da Saúde habilitou, desde 2023, 798 novos dispositivos assistenciais de saúde mental em todo o Brasil, entre eles leitos especializados, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades de Acolhimento. Além disso, de forma inédita, a rede pública passou a ofertar teleatendimento com psicólogos e psiquiatras.

A ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) reforça o compromisso do Governo do Brasil com o cuidado em saúde mental, orientado pelos princípios da cidadania, dos direitos humanos e do cuidado em liberdade, com foco no acompanhamento contínuo e na reinserção social das pessoas atendidas.

Em 2026, já foram viabilizados 159 novos serviços previstos em portarias, que representam, juntos, um investimento federal mensal de cerca de R$ 2,3 milhões. Entre eles, destacam-se:

  • 55 leitos de saúde mental em hospitais gerais, aumentando a capacidade de resposta da atenção hospitalar no SUS;
  • 45 Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), fundamentais para a reinserção social de pessoas egressas de longas internações psiquiátricas;
  • 42 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferecem acolhimento para pessoas com sofrimento psíquico grave e persistente;
  • 12 Equipes de Atenção Psicossocial voltadas à desinstitucionalização (EAP-Desinst), com atuação no cuidado contínuo e na articulação intersetorial;
  • 5 Unidades de Acolhimento Adulto (UAA), destinadas à oferta de suporte residencial transitório e cuidado em liberdade.
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“Essas habilitações representam um avanço concreto na consolidação da política de saúde mental no Brasil. Estamos fortalecendo a capacidade dos territórios de responder, de forma qualificada, articulada e humanizada, às demandas das pessoas com transtornos mentais, reafirmando o compromisso com o cuidado em liberdade e com a superação de práticas manicomiais”, afirma o diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati Dias.

Teleatendimento reforça rede de assistência

Para expandir ainda mais o acesso ao cuidado, o SUS passou a ofertar, pela primeira vez, o serviço de teleatendimento em saúde mental voltado ao atendimento de casos relacionados a jogos e apostas. A iniciativa, realizada em parceria com o Hospital Sírio-Libanês integra as ações do Governo do Brasil para o enfrentamento desse problema de saúde pública.

Outra iniciativa voltada à proteção da saúde mental é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, lançada pelo Governo do Brasil em dezembro de 2025. Até o momento, mais de 574 mil pessoas já recorreram à ferramenta, desenvolvida pelo Ministério da Fazenda, que permite o bloqueio voluntário e simultâneo de todas as casas de apostas autorizadas no Brasil por meio de uma única solicitação vinculada ao CPF.

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Do total de usuários cadastrados, 207 mil (41%) apontaram a perda de controle sobre o jogo e os impactos na saúde mental como principal motivo para a autoexclusão. Para direcionar a busca por assistência no SUS, a plataforma reúne orientações e links com informações de onde encontrar atendimento especializado.

Mais estrutura e investimento para a saúde mental

A capacidade de atendimento em saúde mental no SUS alcançou 52 mil usuários em 2025, um crescimento de 6% em relação aos 49 mil pacientes registrados em 2022. Como resultado da expansão da rede, os investimentos também aumentaram. O orçamento passou de R$ 1,7 milhão, em 2022, para R$ 2,9 milhões em 2025, o que representa 70% a mais de em recursos.

Durante esta gestão, o avanço também contempla as equipes especializadas que atuam na rede pública de saúde mental. Entre 2024 e 2025, o número de profissionais passou de 11,8 mil para 12,4 mil, incluindo psicólogos e psiquiatras. Com reforço da equipe, o SUS garante mais capacidade de acolhimento, acompanhamento contínuo e atendimento multiprofissional para os pacientes.

 Julianna Valença
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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