Agro
Milho no Brasil e no exterior: colheita avançada, preços pressionados e mercados futuros instáveis
Mercado físico brasileiro segue pressionado com colheita em avanço
No Brasil, o mercado físico de milho enfrenta ritmo lento de negociações enquanto a colheita e o plantio avançam em diferentes regiões, ampliando a oferta e mantendo consumidores e produtores cautelosos. Segundo levantamento de mercado, a liquidez continua baixa, com negociações pontuais e grande diferença entre os preços pedidos pelos vendedores e as ofertas da demanda.
No Rio Grande do Sul, o avanço da colheita aumenta a disponibilidade do cereal, mas as vendas seguem regionalizadas e com pouca fluidez, já que muitos compradores priorizam estoques próprios. As referências de preço no estado variam entre R$ 56,00 e R$ 64,00 por saca de 60 kg, refletindo custos logísticos e dinâmica local de oferta e demanda.
Em Santa Catarina, o mercado permanece travado pela diferença entre as expectativas de preço dos produtores — perto de R$ 75,00 por saca — e a intenção de compra dos compradores, situando-se em torno de R$ 65,00. Já no Paraná, pedidas e ofertas também estão desalinhadas, com preços variando conforme a região e os custos de logística.
Preços futuros no Brasil mostram volatilidade
Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos futuros de milho apresentam variações recentes, com os principais vencimentos flutuando em torno de R$ 70,00 a R$ 75,00 por saca de 60 kg. Os dados mais recentes indicam: contrato de março cotado próximo de R$ 72,50, com ganhos semanais; maio a cerca de R$ 72,73; julho em R$ 70,62 e setembro em R$ 70,60, refletindo movimentos tanto de oferta interna como influência cambial.
A oscilação na B3 reflete um mercado doméstico que segue focado na comercialização local, mas com compradores ainda reagindo com cautela, especialmente diante das incertezas sobre demanda e do impacto de fatores cambiais, como a valorização do dólar.
Mercado internacional de milho aponta leves altas e volume ativo
No mercado internacional, os futuros de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) mostram preços em torno de US$ 4,34 a US$ 4,57 por bushel para os principais contratos, com ligeiras altas em algumas posições. Esses valores representam leve valorização em relação às sessões anteriores, em um ambiente em que a liquidez segue ativa e o volume de contratos negociados permanece elevado.
No entanto, o comportamento recente do milho futuro tem sido influenciado por fatores externos que incluem expectativas de safra nos EUA, ritmo de exportações e indicadores técnicos do mercado. A cotação do milho nos EUA oscila conforme as condições de oferta e demanda globais e acompanha de perto as tendências do mercado de grãos em geral.
Fatores que moldam os preços do milho no Brasil e no exterior
A dinâmica do mercado brasileiro é afetada pelo avanço da colheita e pela maior oferta física, que tendem a pressionar os preços no curto prazo. Além disso, a relação entre compradores e vendedores ainda está marcada por desalinhamento de expectativas, o que limita a fluidez das negociações no campo.
No cenário internacional, embora os contratos futuros mostrem leves movimentos de alta em determinados vencimentos, a volatilidade persiste e os preços seguem sensíveis aos fundamentos de mercado e às expectativas dos agentes. A cotação em Chicago, por exemplo, registra negociações robustas com volumes expressivos, apontando tanto oportunidades quanto riscos para participantes do mercado global de milho.
Conclusão
O mercado de milho atravessa um momento de transição no Brasil, com colheita em ritmo acelerado, oferta ampliada e negociações ainda limitadas. Ao mesmo tempo, os preços futuros tanto no mercado doméstico quanto no internacional refletem condições mistas, com influência de fatores externos como o câmbio e as perspectivas de safra global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Governo anuncia R$ 1,3 bilhão para impulsionar agricultura familiar e recuperação econômica na Bacia do Rio Doce
O Governo Federal anunciou um pacote de investimentos de R$ 1,3 bilhão para fortalecer a recuperação econômica das áreas rurais impactadas pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG). Os recursos serão aplicados em projetos voltados à agricultura familiar, reforma agrária, povos e comunidades tradicionais e demais populações atingidas ao longo da Bacia do Rio Doce.
A iniciativa integra o eixo rural do Novo Acordo do Rio Doce, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e executado pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).
O anúncio foi realizado nesta segunda-feira (22), em Mariana (MG), pela ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, e pela presidente da Anater, Loroana Santana.
Estratégia busca reconstrução econômica e produtiva da região
Segundo o governo, os investimentos fazem parte da estratégia Rio+Doce Rural, que pretende promover a retomada produtiva dos territórios afetados por meio de ações estruturantes voltadas à geração de renda, recuperação ambiental e fortalecimento das cadeias produtivas locais.
Entre as iniciativas previstas estão a regularização fundiária e ambiental gratuita, recuperação de solos degradados, ampliação do acesso ao crédito rural, incentivo à agroindustrialização, implantação de tecnologias digitais no campo, fortalecimento da produção agroecológica e apoio técnico às comunidades atingidas.
De acordo com a ministra Fernanda Machiaveli, a proposta busca reconstruir não apenas a economia local, mas também os vínculos sociais e produtivos das comunidades impactadas.
“A retomada econômica da região passa pela geração de renda, produção de alimentos, recuperação ambiental e fortalecimento das famílias rurais que tiveram suas vidas profundamente afetadas pela tragédia”, destacou.
Programa de Transferência Rural já repassou mais de R$ 418 milhões
Durante o primeiro ano de implementação do Novo Acordo do Rio Doce, o Governo Federal concentrou esforços em ações de reparação individual.
Por meio do Programa de Transferência de Renda Rural (PTR-Rural), já foram transferidos R$ 418,7 milhões para 14.667 agricultores familiares dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.
Além disso, mais de 100 mil pessoas atingidas receberam apoio por meio de 20 Assessorias Técnicas Independentes (ATIs) contratadas pela Anater.
O PTR-Rural prevê repasses mensais equivalentes a 1,5 salário mínimo durante três anos, além de um salário mínimo no último ano de vigência do programa. Ao final do período, a expectativa é que sejam destinados aproximadamente R$ 1,7 bilhão às famílias cadastradas.
Principais projetos anunciados para a Bacia do Rio Doce
Regularização fundiária e ambiental receberá R$ 316 milhões
O projeto Rio Doce Sustentável contará com investimentos de R$ 316,1 milhões ao longo de dez anos para promover a regularização fundiária e ambiental de cerca de 40 mil famílias rurais.
A iniciativa prevê a atualização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), georreferenciamento de aproximadamente 1,8 milhão de hectares e ampliação do acesso ao crédito para cerca de 20 mil famílias.
Recuperação de solos terá aporte de R$ 125 milhões
O projeto ProDoce, desenvolvido em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), receberá R$ 125,4 milhões para restaurar áreas produtivas afetadas e fortalecer sistemas agroecológicos.
A expectativa é atender quase 17 mil agricultores em 40 municípios ao longo de quatro anos.
Assentamentos da reforma agrária terão investimento de R$ 49,9 milhões
Os 52 assentamentos localizados na Bacia do Rio Doce serão contemplados com R$ 49,9 milhões destinados à retomada agroecológica da produção.
A ação beneficiará aproximadamente 4 mil famílias assentadas em 24 municípios.
Projeto Florestas Produtivas com Barraginhas investirá R$ 100,8 milhões
Com foco na conservação ambiental e na geração de renda, o projeto prevê a implantação de sistemas agroflorestais, recuperação de nascentes e construção de mais de 4 mil barraginhas para retenção de água.
O investimento total será de R$ 100,8 milhões em cinco anos, atendendo cerca de 4,5 mil propriedades rurais.
Tecnologia digital chegará a 14 mil produtores
Em parceria com a Embrapa, o projeto Semear Digital receberá R$ 30 milhões para levar conectividade e soluções tecnológicas às cadeias produtivas de café, cacau, pecuária e hortifrutigranjeiros.
Serão instalados quatro centros digitais para atendimento de aproximadamente 14 mil produtores rurais.
Cooperativas e agroindústrias receberão R$ 186,7 milhões
Outra frente de atuação será o fortalecimento da agroindustrialização regional.
O projeto Agroindústrias e Mercados Cooperativos contará com R$ 186,7 milhões para apoiar 18 associações e cooperativas da agricultura familiar.
O objetivo é ampliar a agregação de valor à produção local, fortalecendo o beneficiamento, a comercialização e o acesso a mercados institucionais e privados.
Mulheres rurais serão beneficiadas com quintais produtivos
As mulheres também estão entre os públicos prioritários das ações de reparação.
O projeto Quintais Produtivos para Mulheres Atingidas receberá R$ 57,9 milhões para implantação de dois mil quintais agroecológicos destinados a agricultoras familiares, assentadas, campesinas e produtoras periurbanas.
Além da estrutura física, o programa prevê assistência técnica, acesso à água, equipamentos e apoio à comercialização da produção.
Comunidades tradicionais ampliam participação na reparação
O governo também destacou o avanço das consultas junto aos povos tradicionais da região.
Após quase um ano de diálogo e investimento de R$ 4,5 milhões em processos participativos, os Garimpeiros Tradicionais e os Faiscadores aceitaram integrar o Novo Acordo do Rio Doce, passando a ter acesso aos recursos previstos para a reparação coletiva.
Além disso, foram assinados novos contratos de Assessorias Técnicas Independentes, elevando para R$ 492,5 milhões o total destinado a esse tipo de apoio às comunidades atingidas.
Plano projeta desenvolvimento sustentável para os próximos 10 anos
O pacote de investimentos inclui ainda a elaboração do Plano de Desenvolvimento Integrado da Bacia do Rio Doce, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Com investimento de R$ 2,2 milhões, o estudo irá definir estratégias de curto, médio e longo prazo para promover o desenvolvimento sustentável, reduzir desigualdades e aumentar a resiliência econômica e social das comunidades rurais da região.
Com o novo conjunto de investimentos, o Governo Federal busca consolidar uma das maiores iniciativas de recuperação econômica rural já implementadas no país, transformando a Bacia do Rio Doce em referência nacional de reconstrução produtiva, inclusão social e sustentabilidade no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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