Agro
Seminário Internacional do Café 2026 Destaca Inovação, Inteligência Artificial e Futuro da Cadeia Cafeeira
O Seminário Internacional do Café – Santos chega à sua 25ª edição reforçando o papel do Brasil como protagonista na inovação e competitividade global da cadeia cafeeira. Com o tema “O setor de café do Brasil está pronto para um mundo disruptivo?”, o evento amplia sua agenda estratégica, incorporando discussões sobre tecnologia, transformação digital, inteligência artificial e novos modelos de negócios aplicados ao setor.
Walter Longo é o Primeiro Palestrante Confirmado
O primeiro nome confirmado para o seminário é Walter Longo, referência nacional em inovação e transformação digital. Ele ministrará, no dia 20 de maio, a palestra “Inteligência Artificial e os Impactos nos Modelos de Negócios”, abordando como a IA vem redefinindo estratégias empresariais e comportamentos de consumo.
Publicitário e administrador com pós-graduação pela Universidade da Califórnia, Longo é empreendedor digital, palestrante internacional e sócio-diretor da Unimark Comunicação. Também integra os conselhos da MGB, da Cacau Show, da Neoway e o Comitê Digital do Hospital Albert Einstein, além de ser autor de livros e influenciador no LinkedIn. Sua presença amplia o alcance temático do seminário ao conectar o universo do café às transformações tecnológicas que afetam as cadeias produtivas em escala global.
Evento Reúne Lideranças e Amplia Discussões Estratégicas
Marcado para os dias 19 a 21 de maio de 2026, em Santos (SP), o Seminário é organizado pela Associação Comercial de Santos (ACS), em parceria com diversas entidades do setor. Reconhecido como um dos principais fóruns internacionais da cadeia do café, o evento bienal reuniu representantes de 36 países na última edição, e a expectativa para 2026 é superar a marca de mil participantes ao longo dos três dias de programação.
A agenda contará com painéis e palestras sobre mercado, sustentabilidade, logística, produção, qualidade e cenários globais da commodity, além de uma feira de negócios com exposição de equipamentos, insumos e tecnologias voltadas à produção e ao processamento de café.
“O XXV Seminário Internacional do Café consolida Santos como sede oficial do evento, dada a relevância do seu complexo portuário e a histórica ligação econômica da cidade com o produto”, destacou Mauro Sammarco, presidente da ACS.
Santos: Berço Histórico e Estratégico do Café Brasileiro
A relação entre Santos e o café remonta ao final do século XIX, quando o Porto de Santos se consolidou como a principal rota de exportação do grão brasileiro para a Europa e os Estados Unidos. O ciclo cafeeiro impulsionou a urbanização, o sistema financeiro e o desenvolvimento logístico da cidade, transformando-a em um polo estratégico para o comércio exterior.
Atualmente, o município segue como centro de referência do setor, concentrando empresas exportadoras, tradings, operadores logísticos e serviços especializados ligados à commodity. Essa relevância histórica e econômica reforça o papel de Santos como local ideal para sediar discussões sobre competitividade, mercado internacional e inovação na cadeia cafeeira.
Inovação e Sustentabilidade no Foco do Setor
O Seminário Internacional do Café 2026 reforça a necessidade de o setor se adaptar às transformações tecnológicas e às demandas de sustentabilidade e rastreabilidade que moldam o futuro do agronegócio. A inclusão de temas como inteligência artificial, digitalização e novos modelos de negócio reflete o movimento global de modernização da produção e comercialização do café brasileiro.
As inscrições para o evento estão abertas no site www.seminariocafesantos.com.br.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Congresso reúne cadeia do algodão após safra recorde de 4,14 milhões de toneladas
O Brasil chega ao 15º Congresso Brasileiro do Algodão com a maior produção de pluma de sua história e posição de liderança no comércio mundial. Entre os dias 22 e 24 de setembro, produtores, pesquisadores, consultores, exportadores e representantes da indústria estarão reunidos no Expominas, em Belo Horizonte, para discutir como transformar esse crescimento em rentabilidade, qualidade e novos mercados.
A Companhia Nacional de Abastecimento estima que a safra 2025/26 alcance 4,14 milhões de toneladas de pluma, alta de 1,5% sobre o ciclo anterior. O recorde foi obtido mesmo com redução de 3,2% na área cultivada, resultado do aumento de 4,9% na produtividade média das lavouras.
Os números mostram que a cotonicultura conseguiu produzir mais em uma área menor, mas o avanço físico não elimina os desafios econômicos. Custos elevados, preços internacionais pressionados, necessidade de controle fitossanitário, qualidade da fibra, logística e exigências de rastreabilidade continuam influenciando a margem dos produtores.
É nesse ambiente que o congresso deverá concentrar as discussões. A programação inclui manejo de pragas e doenças, biotecnologia, melhoramento genético, fertilidade do solo, agricultura de precisão, inteligência artificial, colheita, beneficiamento, qualidade da pluma e destruição da soqueira.
Também serão debatidos cenários de mercado, sustentabilidade, demanda da indústria têxtil e estratégias para ampliar a presença brasileira no exterior. A programação foi organizada em plenárias técnicas, painéis estratégicos, núcleos temáticos, minicursos e atividades práticas.
O evento ocorre em um momento no qual o Brasil precisa preservar a competitividade conquistada. O país ampliou a produção, profissionalizou a classificação da fibra e avançou na rastreabilidade, fatores que ajudaram o algodão brasileiro a ganhar espaço entre compradores internacionais.
O desempenho das exportações também aumentou a responsabilidade do setor. O produto precisa chegar ao mercado externo com regularidade, qualidade homogênea e documentação capaz de comprovar sua origem e as práticas empregadas na produção.
Para o produtor, isso significa que produtividade já não é o único indicador relevante. Comprimento, resistência, uniformidade, índice de fibras curtas, contaminação e condições de beneficiamento podem interferir no preço obtido e na aceitação dos lotes pela indústria.
O manejo fitossanitário será outro ponto importante. O algodão possui ciclo longo e exige acompanhamento constante contra pragas como o bicudo-do-algodoeiro, a mosca-branca, lagartas e percevejos. Falhas no controle dentro de uma propriedade podem elevar a pressão sobre áreas vizinhas e aumentar o custo de toda a região produtora.
A destruição correta da soqueira e das plantas voluntárias reduz a disponibilidade de alimento e abrigo para o bicudo durante a entressafra. O cumprimento do vazio sanitário, associado ao monitoramento das lavouras e ao uso racional de defensivos, é considerado essencial para evitar o crescimento das populações resistentes.
Os debates sobre nematoides, doenças e plantas daninhas também ganham importância diante da sucessão entre soja, milho e algodão. Sem diagnóstico adequado, o produtor pode repetir culturas hospedeiras, aumentar a população de organismos presentes no solo e enfrentar perdas nas safras seguintes.
Na área de tecnologia, o congresso deverá apresentar aplicações de sensores, imagens, máquinas conectadas, inteligência artificial e sistemas de agricultura de precisão. Essas ferramentas podem melhorar a distribuição de sementes e fertilizantes, orientar aplicações localizadas e identificar falhas antes que elas comprometam parcelas maiores da lavoura.
O desafio é fazer com que a inovação produza retorno econômico. Em períodos de margem apertada, a adoção de uma tecnologia precisa considerar o custo por hectare, a capacidade da equipe, a compatibilidade entre equipamentos e o ganho efetivo de produtividade ou eficiência.
A programação científica contempla pesquisas em produção vegetal, nutrição, fisiologia, agricultura digital, controle de pragas, fitopatologia, nematologia, melhoramento genético, biotecnologia, colheita, beneficiamento e qualidade da fibra. Os trabalhos serão apresentados em formato digital, com espaço para reconhecimento de pesquisas desenvolvidas por estudantes, professores e profissionais do setor.
O encontro também aproxima o campo da indústria têxtil. Essa integração permite que o produtor compreenda quais características são valorizadas na fabricação de fios e tecidos e ajuda a indústria a acompanhar as condições enfrentadas nas lavouras.
O tema desta edição será “Algodão brasileiro: fibra natural. Uma jornada com propósito, qualidade e transparência”. A proposta está relacionada à necessidade de diferenciar o produto brasileiro em um mercado no qual fibras naturais disputam espaço com materiais sintéticos e compradores cobram informações sobre origem, impactos ambientais e condições de produção.
Realizado a cada dois anos pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, o congresso tornou-se o principal encontro técnico e comercial da cotonicultura nacional. A edição anterior, realizada em Fortaleza, reuniu mais de 4,2 mil participantes de 20 países, 114 palestrantes, 62 patrocinadores e 288 trabalhos científicos.
Ao reunir pesquisa, produção, beneficiamento, exportação e indústria, o encontro em Belo Horizonte deverá mostrar que o próximo avanço da cotonicultura dependerá menos da simples expansão da área e mais da capacidade de produzir com eficiência, controlar custos, preservar a qualidade e atender às exigências dos compradores.
O 15º Congresso Brasileiro do Algodão será realizado de 22 a 24 de setembro, no Expominas, localizado na Avenida Amazonas, 6.200, no bairro Gameleira, em Belo Horizonte. A programação completa e as inscrições estão disponíveis no site oficial do evento.
Fonte: Pensar Agro
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