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Soja em Chicago: Mercado Registra Ganhos Moderados com Suporte do Farelo e Expectativa Comercial EUA-China

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Soja registra alta leve nesta quinta-feira em Chicago

A manhã desta quinta-feira (22) começou com preços levemente positivos para a soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Por volta das 7h10 (horário de Brasília), os contratos subiam entre 2,25 e 3 pontos, levando o vencimento março a US$ 10,67 por bushel e o maio a US$ 10,78. O movimento de alta dá continuidade à valorização observada na sessão anterior, embora os ganhos tenham sido mais modestos nos contratos mais negociados.

O mercado se apoia, principalmente, na valorização do farelo de soja, enquanto o óleo de soja recua após fortes ganhos no pregão anterior. Analistas apontam que o complexo soja ainda busca uma definição de tendência, dividido entre fundamentos agrícolas, fatores macroeconômicos e impactos geopolíticos sobre as commodities.

Geopolítica e clima influenciam negociações

A atenção dos traders permanece voltada para a aproximação entre Estados Unidos e China, que pode estimular a demanda chinesa por soja americana. Notícias sobre encontros entre autoridades dos dois países animaram o mercado: o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, reuniu-se com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng em Davos, na Suíça, e há expectativa de novos encontros antes da reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, programada para abril.

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Apesar disso, o aumento das tensões com a União Europeia permanece no radar. O Parlamento Europeu decidiu suspender o andamento do acordo comercial com os EUA, reagindo às exigências de Trump sobre a Groenlândia e ameaças de tarifas contra aliados europeus.

No cenário doméstico, chuvas em estados do Centro-Oeste e no Matopiba causam atrasos pontuais na colheita brasileira, mas sem comprometer o potencial produtivo do país.

Produção na Argentina revisada para baixo

Na Argentina, a estimativa de produção de soja para a temporada 2025/26 foi reduzida para 50,3 milhões de toneladas, segundo atualização do Safras & Mercado. A revisão se deve ao aumento da intenção de plantio de milho, que impactou diretamente a área destinada à soja.

Futuros de soja, farelo e óleo

Na quarta-feira, os contratos futuros da soja encerraram em alta. A posição março subiu 11,50 centavos de dólar, ou 1,09%, a US$ 10,64 ½ por bushel, enquanto a posição maio avançou 11,00 centavos, ou 1,03%, a US$ 10,75.

Entre os subprodutos, o farelo de soja para março fechou em leve baixa de US$ 0,20, a US$ 291,40 por tonelada, enquanto o óleo de soja subiu 1,45 centavo, chegando a 54,01 centavos de dólar por libra-peso, refletindo volatilidade e ajustes nas cotações após altas recentes.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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