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Política Nacional

Projeto que proíbe alterações no texto da Bíblia está na pauta da CE

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A Comissão de Educação e Cultura (CE) tem reunião na terça-feira (3), às 10h, com 14 itens na pauta. Um deles é o projeto que proíbe qualquer alteração, adaptação, supressão ou adição nos textos da Bíblia (PL 4.606/2019).

Segundo o autor, deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o objetivo é “manter a inviolabilidade de seus capítulos e versículos e garantir a pregação do seu conteúdo em todo o território nacional”.

A relatora, senadora Dra. Eudócia (PL-AL), é favorável à matéria. Em seu relatório, ela destaca que “a proposição revela-se de extrema relevância, pois expressa o compromisso com a proteção da Bíblia Sagrada, considerada o fundamento da fé cristã por milhões de brasileiros”.

A senadora rejeitou uma emenda apresentada pelo senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), que previa o reconhecimento de “versões canônicas da Bíblia Sagrada oficialmente adotadas pelas diferentes confissões religiosas”. Na visão de Dra. Eudócia, essa medida poderia deixar “o texto bíblico suscetível a concepções ideológicas e doutrinárias de tradições religiosas não dedicadas à interpretação dos referenciais simbólicos cristãos”.

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A relatora, no entanto, apresentou uma emenda de redação, para deixar claro que “fica assegurada a liberdade de tradução do texto bíblico a partir de manuscritos canônicos reconhecidos pelas igrejas cristãs; a liberdade hermenêutica e a liberdade para produção, circulação ou publicação de versões comentadas, infantis, acadêmicas ou artísticas”.

Polêmica

A matéria tem despertado polêmica do meio religioso. Em duas audiências promovidas pela CE em 2025, os especialistas tiveram posições opostas sobre a validade do projeto.

Segundo os teólogos que participaram do debate do dia 30 de outubro, a proposta pode trazer problemas acadêmicos e legais. Eles apontaram que a dinâmica da interpretação e da reinterpretação dos textos bíblicos é recorrente do ponto de vista histórico.

Já na audiência do dia 16 de dezembro, os pastores presentes afirmaram que o projeto é uma forma de proteção ao texto sagrado. Eles também argumentaram que os cristãos, sejam católicos ou evangélicos, compõem a grande maioria do povo brasileiro.

Arte e cultura

Na mesma reunião, a comissão deve votar projeto que torna crime os danos causados a obras de valor artístico e histórico, com pena de 2 a 4 anos de reclusão (PL 1.755/2023). Do senador Eduardo Braga (MDB-AM), a matéria conta o apoio do relator, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que apresentou um substitutivo.

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Também consta da pauta um voto de aplauso (REQ 1/2026 – CE), de iniciativa da senadora Teresa Leitão (PT-PE), para a equipe do filme O Agente Secreto. Do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho, a obra já recebeu vários prêmios nacionais e internacionais e está indicada em quatro categorias do Oscar: melhor filme, melhor filme internacional, melhor direção de elenco e melhor ator, para Wagner Moura.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Motta defende análise de impacto fiscal sobre mudanças no faturamento de MEI

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que é preciso analisar o impacto fiscal de eventuais mudanças no faturamento dos microempreendedores individuais (MEIs). Segundo ele, o texto já aprovado pelo Senado está em análise pela comissão especial criada para debater o tema.

Os senadores aprovaram o limite de R$ 130 mil anuais e a contratação de até dois funcionários (Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/21). Atualmente, para ser enquadrado como MEI, o faturamento da empresa deve ser de até R$ 81 mil e é permitida apenas a contratação de um funcionário. Para Motta, antes de votar, é preciso avaliar se as contas públicas suportam tal mudança.

“Levei ao presidente Lula esse pleito e queremos fortalecer esse debate e a discussão nos próximos dias”, disse Motta.

“Nos números do MEI, o Senado aprovou um reajuste de R$ 50 mil. Vamos entender o impacto fiscal disso. Por isso, é fundamental o diálogo com o governo para que as contas públicas suportem essa medida. Temos que fazer o diálogo para que aquilo que for aprovado represente, na prática, uma melhora para milhões de empresas inseridas nesse modelo”, defendeu o presidente.

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Fim da escala 6×1
Motta afirmou que ainda não há um cronograma para votar o projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo com urgência constitucional que trata do detalhamento da redução da jornada de trabalho.

Ele afirmou que vai aguardar a aprovação pelo Senado da proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, aprovada nesta quarta-feira pela Câmara. Ele disse ainda que acredita que o Senado dará celeridade à proposta.

Motta também comemorou a aprovação da PEC. “A minha avaliação é positiva. Conseguimos construir, de maneira equilibrada, aquilo que era uma demanda da população brasileira. Foi uma das maiores entregas aos trabalhadores do país. A última redução ocorreu ainda na Constituinte, há quase 40 anos. Depois disso, tivemos a oportunidade de compreender que, além do ganho econômico, precisamos olhar também para a qualidade de vida das pessoas”, afirmou Motta.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

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Fonte: Câmara dos Deputados

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