Brasil
Programa Captura completa dois meses e alcança recorde de 1,2 milhão de acessos
Brasília, 26/02/2026 – O Programa Captura completa dois meses com resultados expressivos: 1,2 milhão de acessos ao site oficial e 22 prisões efetivadas em diferentes regiões do País. A iniciativa inédita do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) tem como objetivo identificar, localizar e prender criminosos estratégicos no enfrentamento ao crime organizado.
O MJSP avalia que os resultados alcançados nos primeiros dois meses indicam a consolidação do Programa como instrumento estratégico no enfrentamento ao crime organizado. A expectativa é ampliar a divulgação da lista, fortalecer parcerias institucionais e intensificar o uso de ferramentas tecnológicas para localizar e prender foragidos prioritários.
Atualmente, a lista reúne 189 foragidos de todo o Brasil, com indicações feitas pelas Unidades Federativas — em média, oito nomes por estado. Os perfis incluem condenados ou investigados por crimes graves, como homicídio, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, roubo qualificado e organização criminosa. As informações disponibilizadas passam por criteriosa validação das autoridades responsáveis, garantindo atualização constante.
O elevado número de acessos registrados demonstra o engajamento da população e reforça o papel da sociedade como parceira das forças de segurança. O site também disponibiliza canal para envio de denúncias anônimas, assegurando o sigilo das informações repassadas.
Plataforma digital amplia transparência e integração
Lançada no fim de 2025, a plataforma digital do programa divulga a Lista dos Procurados do Susp, reunindo informações sobre foragidos com mandados de prisão em aberto e histórico de atuação em organizações criminosas. A ferramenta foi criada para ampliar a transparência, estimular a participação da sociedade e facilitar a troca de informações entre os órgãos de segurança.
A ação integra os esforços das forças de segurança da União, dos estados e do Distrito Federal, fortalecendo a cooperação no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).
O diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública, José Anchieta Nery Neto, destaca um caso solucionado pelo Captura que chamou atenção pelo potencial criminoso.
“A prisão de um indivíduo de grande relevância para o crime organizado no Paraná (PR), conhecido como ‘Senhor das Armas’ e apontado como responsável pelo abastecimento de armamentos ao Primeiro Comando da Capital (PCC), é um exemplo de êxito da plataforma. Era um alvo estratégico, considerado uma das principais lideranças da organização criminosa no estado, além de já ter sido preso por assaltos a residências e bancos. Sua prisão representa um duro golpe na estrutura logística do grupo”, relembra.
Desde o lançamento, o Programa Captura contribuiu para a prisão de criminosos considerados de alta periculosidade. Dois deles estavam foragidos há mais de 20 anos e foram localizados a partir do cruzamento de informações e do compartilhamento de dados entre as forças de segurança.
Metade das capturas ocorreu fora do estado de origem do foragido, evidenciando a importância da integração interestadual e da atuação coordenada no combate ao crime organizado. O resultado reforça a efetividade do modelo cooperativo adotado pelo Susp e a relevância da participação popular por meio de denúncias.
As prisões foram realizadas por equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil dos estados envolvidos, com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que atua na articulação entre órgãos estaduais e federais.
Entre as capturas mais recentes está a que ocorreu em São Paulo (SP), onde foi preso um foragido do Paraná, Márcio Borghi Ribeiro. Ele é apontado como responsável pelo fornecimento de armas a criminosos, incluindo integrantes de facção com atuação nacional. A prisão resultou de atuação conjunta de inteligência e monitoramento, demonstrando a capacidade de resposta rápida proporcionada pelo compartilhamento de informações no programa.
Brasil
Hospitais federais no Rio de Janeiro recebem reformas e novos equipamentos
O Hospital Federal do Andaraí (HFA) e o Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), duas das maiores unidades hospitalares do estado do Rio de Janeiro, estão em fase avançada de reforma. Na quinta-feira (13) e sexta-feira (14), o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, realizou uma visita nos dois hospitais para acompanhar as obras de implantação de novas instalações e equipamentos para ampliar ambulatórios, áreas de urgência e emergência, centros cirúrgicos, unidades de terapia intensiva (UTIs) e serviços especializados, como oncologia, queimaduras e trauma ortopédico. Com as mudanças, houve aumento de 44,39% na realização de cirurgias.
As reformas fazem parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Ministério da Saúde, criado em 2024 para reorganizar a rede federal de assistência hospitalar e fortalecer sua integração ao Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho é realizado em cooperação com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (HUBRASIL), o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), universidades federais e, no Rio de Janeiro, em parceria com a prefeitura.
Para o custeio da nova estrutura do HFA, foram investidos mais de R$ 406,9 milhões por meio do Teto MAC, recurso federal destinado ao financiamento de procedimentos e serviços de média e alta complexidade do SUS. Além disso, houve um repasse de R$ 200 milhões em parcela única. Já o HFB recebeu mais de R$ 263,7 milhões do Teto MAC, além de R$ 300 milhões em parcela única.
Nova estrutura do HFA
A reforma da estrutura física inclui o novo prédio do Centro de Trauma, uma nova ala no Centro de Tratamento de Queimados, 21 novas salas de atendimento ambulatorial, a reabertura da Emergência Adulto Provisória e do Trauma Ortopédico, a abertura da Emergência definitiva, nove salas de Centro Cirúrgico, cinco leitos de UTI e oito de pós-operatório, além de 23 leitos de UTI em outra área hospitalar. A reestruturação também contempla um acelerador linear, que amplia a oferta de radioterapia para pacientes oncológicos, e um novo tomógrafo.
Para garantir a expansão do atendimento, foram contratados 3,4 mil novos trabalhadores. Entre 2024 e 2025, o número de internações aumentou 14,28%, enquanto a produção cirúrgica aumentou 44,39%.
Nova estrutura do HFB
Os prédios passaram por reforma de telhados, consultórios, pisos, forros e divisórias; modernização das instalações elétricas e hidráulicas; readequação das áreas de Nutrição e de OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais); reforma da área externa e do depósito de resíduos; e reforço da infraestrutura de segurança energética e de gases medicinais. Os prédios também receberam nova identidade visual externa e interna, facilitando a orientação de profissionais e pacientes.
O HFB reativou 100 leitos, sendo 88 de enfermaria, 10 pediátricos e 12 de UTI e Unidade de Internação (UI), como parte de um processo gradual que prevê chegar a 212 leitos reativados. Na Urgência e Emergência, foram reabertos os serviços de atendimento adulto e pediátrico, que já realizaram mais de 45 mil atendimentos desde 2025. No Centro Cirúrgico, foram reabertas salas que estavam desativadas, e atualmente 11 estão em funcionamento.
A estrutura de Recuperação Pós-Anestésica (RPA) está sendo ampliada com a construção de 17 novos leitos que, somados aos 10 existentes, elevaram a capacidade para 27 leitos. A medida permitirá reduzir a retenção de pacientes nas salas cirúrgicas e ampliar o número de procedimentos realizados por dia. A entrega está prevista para setembro.
Modernização tecnológica
O HFB recebeu um novo tomógrafo, que deve elevar a capacidade para 500 exames por mês. Também estão sendo instalados Arcos Cirúrgicos no setor de Hemodinâmica, que permitem a obtenção de imagens em tempo real durante os procedimentos e vão possibilitar a realização de mais 90 cirurgias mensais.
O HFB contratou aproximadamente 2.500 novos profissionais das áreas de saúde e administrativa. Entre 2024 e 2025, o número de internações cresceu 38,92%, enquanto a produção cirúrgica aumentou 36,30%.
Jaciara França
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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