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Política Nacional

Senado fará sessão de debates no Plenário sobre feminicídio

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O Senado aprovou nesta quarta-feira (25) uma série de requerimentos do senador Paulo Paim (PT-RS) para a promoção de sessões especiais e de debates temáticos ao longo de 2026. Entre os pedidos aprovados, está o Requerimento 74/2026, que prevê uma sessão temática no Plenário para debater o feminicídio no Brasil.

Na justificativa, o senador afirma que a discussão se torna ainda mais urgente diante do crescimento dos casos. Segundo dados citados no requerimento, o Brasil registrou em 2025 cerca de 1.470 feminicídios, número considerado recorde histórico. Apenas no Rio Grande do Sul, estado representado pelo parlamentar, foram contabilizados 11 casos em janeiro de 2026.

O texto também menciona a pesquisa Quem são as mulheres que o Brasil não protege?, que aponta que, nos últimos dez anos — desde a tipificação do feminicídio —, 68% das vítimas eram mulheres negras.

Para a sessão, Paim propõe a presença de representantes do Ministério das Mulheres, do Ministério Público, da Defensoria Pública da União, do Conselho Nacional de Justiça, do Ministério da Justiça, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, do Instituto da Mulher Negra Geledés e da Fundação Friedrich Ebert no Brasil. As datas serão agendadas.

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Apesar da existência de instrumentos legais como a Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006) e da criminalização do feminicídio no Código Penal, o senador argumenta que a redução dos casos depende de maior articulação entre os órgãos públicos nas três esferas de Poder.

Segundo Paim, discutir o feminicídio é também “um esforço educativo para reforçar que o respeito à vida das mulheres deve ser prioridade diante de um dos maiores problemas sociais do país”.

Sessões especiais

Além do debate sobre feminicídio, os senadores aprovaram outros requerimentos de autoria de Paim.

O Requerimento  49/2026 prevê sessão especial em homenagem ao Dia do Trabalhador e das Trabalhadoras, celebrado em 1º de maio. A data, além de rememorar conquistas históricas da classe trabalhadora, marca também o aniversário da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), instituída em 1943.

Também foram aprovados o Requerimento 50/2026, para sessão especial em alusão ao Dia Nacional da Pessoa Idosa, e o Requerimento 53/2026, que prevê sessão especial pelo Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

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As datas das sessões ainda serão agendadas pela Mesa do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

CDH aprova indicação para que CCJ crie grupo de reforma do Judiciário

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A Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH) aprovou nesta terça-feira (15) uma indicação para que a Comissão de Constituição e Justiça da Casa (CCJ) crie um grupo de trabalho para apresentar uma proposta de reforma do Judiciário no prazo de 60 dias.

A decisão ocorreu durante reunião da CDH em que foram discutidos os desdobramentos institucionais da sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) que também aconteceu hoje.

A indicação é um tipo de proposição legislativa pela qual se sugere a adoção de providência, a realização de um ato administrativo ou a sugestão de que determinado assunto seja tratado por outra comissão, por exemplo.

A proposta de indicação feita à CCJ foi apresentada pela presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), no início da noite e foi aprovada em seguida pelos parlamentares presentes.

— A indicação é para que a Comissão de Constituição e Justiça do Senado crie imediatamente um grupo de trabalho que busque todas as propostas de emenda à Constituição e todos os projetos de lei em tramitação [no Congresso Nacional] de reforma do Poder Judiciário e apresente, em no máximo 60 dias, uma única proposta de reforma do Poder Judiciário, especialmente pelo espetáculo grotesco que eles [os ministros do STF] apresentaram para o Brasil hoje — disse a senadora.  

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Sessão

A sessão do STF tinha a finalidade de decidir se haveria ou não investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes por supostas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, liquidado após a constatação de fraudes.

a reunião da CDH havia sido iniciada de manhã e depois suspensa até que acabasse a sessão do STF — o que ocorreu no início da noite, quando o ministro Flávio Dino apresentou um pedido de vista após uma discussão no Plenário da Corte que envolveu vários ministros.

— Só a ministra Cármen Lúcia, uma mulher, teve a decência de pedir desculpas aos brasileiros. Porque o que nós vimos foi um espetáculo triste: pelo menos três ministros atuando de forma agressiva, destemperada, equivocada, atacando a autoridade do presidente do Supremo, nomeadamente ministros Alexandre [de Moraes], Gilmar [Mendes] e Flávio Dino — declarou o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) durante a reunião da CDH.

Alessandro anunciou ter impetrado um mandado de segurança para que o Supremo Tribunal Federal determine que o Congresso Nacional instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) específica para apurar a relação dos ministros do STF com Daniel Vorcaro. De acordo com o senador, apesar de haver um pedido de instalação dessa CPI com 40 assinaturas, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não a instalou.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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