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Caminhos da Ibiapaba: trilha de longo curso promove conservação da biodiversidade e dinamiza turismo sustentável no Nordeste

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O Nordeste brasileiro ganha uma nova rota estratégica para o turismo de natureza. Com 180 quilômetros de extensão, a trilha Caminhos da Ibiapaba conecta Piauí e Ceará, integrando três biomas (Caatinga, Mata Atlântica e Cerrado) e três unidades de conservação: o Parque Nacional de Sete Cidades, o Parque Nacional de Ubajara e a Área de Proteção Ambiental Serra da Ibiapaba.

O percurso da trilha reúne mirantes, cachoeiras, sítios arqueológicos e comunidades tradicionais, consolidando-se como nova alternativa para o turismo ambiental de base comunitária e para a geração de emprego e renda na região.

Sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além de parceria com o Ministério do Turismo, a trilha integra o conjunto de 22 percursos homologados pela Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade. Trata-se do primeiro trajeto de longo curso a cruzar a Caatinga. 

O projeto foi desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM), em articulação com governos locais, com apoio do programa GEF Terrestre, iniciativa do MMA financiada pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), com o Funbio como parceiro executor e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agência implementadora.

A iniciativa fortalece a conectividade da paisagem em áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade e impulsiona o ecoturismo e o turismo de aventura como estratégias de desenvolvimento regional. 

Segundo o diretor de Áreas Protegidas do MMA, Pedro Menezes, o percurso está 100% sinalizado e já se consolida como produto turístico estruturado, com condutores credenciados e rede de hospedagem parceira cadastrada.

“É uma travessia completa, com elementos naturais, culturais e possibilidades diversas de uso, resgatando a cultura dos tropeiros e caixeiros viajantes que ajudou a construir a história do Nordeste”, disse.

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Implantada sobre rota histórica ainda utilizada por comboieiros no comércio regional, a trilha articula conservação, memória e desenvolvimento. “Com a iniciativa, o ICMBio avança na sua missão de conservar a natureza com as pessoas, oferecendo aos visitantes a oportunidade de conhecerem e se apaixonarem pelas paisagens, monumentos geológicos, fauna e flora conservadas da Serra de Ibiapaba, além de conhecerem a cultura e hospitalidade das comunidades locais, que oferecem diversos pontos de apoio ao longo da travessia”, afirmou a coordenadora-geral de Uso Público e Serviços Ambientais do ICMBio, Carla Guaitanele.

Já para a coordenadora-geral de Produtos e Experiências Turísticas do Ministério do Turismo, Fabiana Oliveira, a trilha amplia o portfólio de destinos sustentáveis no país. 

“Trilhas de longo curso como a Caminhos da Ibiapaba fortalecem as cadeias produtivas locais, estimulam o turismo de base comunitária, valorizam o patrimônio natural e cultural e ampliam a visibilidade de destinos alinhados às boas práticas de conservação e desenvolvimento sustentável do território por meio do turismo”, afirmou.

O gerente do programa GEF Terrestre do Funbio, Rodolfo Marçal, avalia que o fomento à trilha contribui para consolidar as unidades de conservação como espaços estratégicos de integração entre as agendas ambiental e social. 

“A Caminhos da Ibiapaba é uma aposta na conservação ambiental como motor de uma economia que inclui as comunidades locais como protagonistas da transformação social. A proposta é que o programa apoie a implementação de outras rotas igualmente estratégicas, nos outros dois biomas-alvo do programa, o Pampa e o Pantanal”, reforçou.

Segundo Thiago Beraldo, coordenador técnico do projeto, a estruturação do percurso envolveu moradores e proprietários de áreas privadas, com foco na valorização do desenvolvimento sustentável. Além disso, empreendimentos de hospedagem e gastronomia foram mapeados e convidados a integrar a rede parceira, recebendo placa oficial de adesão.

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“Para além da importância ambiental, é essencial que iniciativas como essas gerem também valor social e econômico para os proprietários das áreas privadas localizadas no roteiro e para as comunidades encontradas no percurso”, disse. 

Com apoio dos gestores das unidades de conservação, os roteiros foram revisados para ampliar acessibilidade, segurança e atratividade. A sinalização segue as diretrizes da Rede Nacional de Trilhas e houve redesenho de trechos para priorizar áreas sombreadas e mirantes naturais. Quase 40 quilômetros foram reconfigurados no interior do Parque Nacional de Ubajara, substituindo trechos antes traçados por estradas e áreas urbanizadas.

A trilha pode ser percorrida a pé ou de bicicleta, de forma integral ou parcial, individualmente, em grupo ou com guias locais capacitados. A sinalização garante orientação e segurança aos visitantes. O trajeto oferece vistas da Serra da Ibiapaba a partir do Parque Nacional de Ubajara e das formações geológicas com pinturas rupestres no Parque Nacional de Sete Cidades.

Os 13 trechos atravessam municípios como Tianguá, Ubajara e Ibiapina, no Ceará, e São João da Fronteira, Brasileira e Piracuruca, no Piauí, passando por comunidades que preservam casarios do século XVII, açudes e reservatórios históricos. 

Em São João da Fronteira, a mobilização local originou a Trilha de São João da Fronteira, percurso complementar entre carnaúbas e sítios com pinturas rupestres, ampliando o alcance territorial do projeto.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA
 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Governo do Brasil inaugura Casa do Trabalhador em Belém e amplia acesso a serviços de emprego

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) entregou, nesta quinta-feira (18), a 12ª Casa do Trabalhador do país, localizada em Belém (PA). Situada na Travessa Padre Eutíquio, nº 1308, a unidade faz parte do processo de modernização e padronização das agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine), iniciativa iniciada pelo Governo Federal em 2023.

Durante a cerimônia de inauguração, o secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, destacou que a nova estrutura reúne diversos serviços essenciais em um só lugar e anunciou que mais unidades serão entregues em todo o território nacional até o final do ano.

“O que nós queremos não é apenas o trabalhador empregado, mas que ele tenha perspectivas reais de ascensão econômica e social”, afirmou Macena.

Com a modernização das agências, o MTE busca resgatar o papel central das políticas de trabalho e estabelecer um novo padrão na prestação de serviços públicos, garantindo que o cidadão encontre, em um único ambiente, uma oferta integrada e simplificada de serviços, facilitando a rotina de quem mais necessita do apoio do Estado.

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Estrutura moderna e acessível

A Casa do Trabalhador de Belém possui 450 m² de área construída. O espaço conta com uma recepção com capacidade para 40 pessoas sentadas, balcão de triagem, 12 guichês de atendimento presencial e cinco postos de autoatendimento.

A estrutura dispõe ainda de salas exclusivas para convocação e captação de vagas, atendimento psicológico, pré-seleção e salas de treinamento. O espaço é totalmente adaptado para pessoas com deficiência (PcD), além de contar com bicicletário e estacionamento próprio.

Nova carta de serviços

No local, a população terá acesso a serviços como intermediação de mão de obra, habilitação para o seguro-desemprego, orientações trabalhistas, emissão da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e atendimento voltado à imigração.

O espaço também disponibiliza ações de qualificação social e profissional, além de iniciativas de incentivo ao empreendedorismo e à economia solidária.

Além disso, a unidade conta com um Laboratório de Informática para a realização de cursos a distância e uma área de Autoatendimento Orientado, onde a equipe do Sine auxiliará os cidadãos no acesso aos serviços disponíveis em ambientes virtuais.

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A unidade oferece ainda atendimento especializado de assistentes sociais e psicólogos, ampliando o suporte oferecido aos trabalhadores e à população em busca de oportunidades, orientação e acesso às políticas públicas de emprego e renda.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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