Agro
Balança Comercial do Brasil atinge US$ 72,6 bilhões entre janeiro e segunda semana de fevereiro de 2026
A balança comercial do Brasil registrou superávit de US$ 5,136 bilhões entre janeiro e a segunda semana de fevereiro de 2026, com corrente de comércio totalizando US$ 72,625 bilhões. Os dados preliminares foram divulgados nesta quinta-feira (19/02) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Superávit e corrente de comércio do início de 2026
No período, o país exportou US$ 38,88 bilhões e importou US$ 33,744 bilhões, garantindo saldo positivo para o comércio exterior.
Na segunda semana de fevereiro, o resultado semanal apresentou:
- Superávit: US$ 1,501 bilhão
- Exportações: US$ 6,952 bilhões
- Importações: US$ 5,451 bilhões
- Corrente de comércio da semana: US$ 12,403 bilhões
No acumulado do mês até a segunda semana:
- Exportações: US$ 13,727 bilhões
- Importações: US$ 12,934 bilhões
- Saldo positivo: US$ 793 milhões
- Corrente de comércio: US$ 26,661 bilhões
Crescimento das médias diárias de exportação e importação
Comparando com fevereiro de 2025, houve crescimento expressivo nas médias diárias:
- Exportações: média diária de US$ 1,30 bilhão (+20,7% em relação a 2025)
- Importações: média diária de US$ 1,29 bilhão (+11,4% frente a 2025)
O desempenho reforça a recuperação do comércio exterior brasileiro e o fortalecimento da presença do país nos mercados internacionais.
Desempenho por setores da economia
- Exportações
- Indústria Extrativa: +57,2%
- Indústria de Transformação: +15,9%
- Agropecuária: +1,4%
- Importações
- Indústria Extrativa: +20,0%
- Indústria de Transformação: +11,8%
- Agropecuária: -13,4%
O crescimento das exportações de produtos industrializados e da indústria extrativa contribui para o aumento do superávit, enquanto o recuo nas importações do setor agropecuário indica ajuste nos fluxos de insumos.
Contexto econômico e projeções do Banco Central
Segundo o Banco Central do Brasil, o superávit comercial de 2025 foi de US$ 60 bilhões, uma queda de 8,9% em relação ao ano anterior, devido ao aumento das importações. Para 2026, as projeções indicam manutenção do saldo positivo, com exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões e importações entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.
O desempenho reforça a relevância do comércio exterior para a economia brasileira, especialmente para o setor agroindustrial, que mantém participação expressiva nas exportações.
Balança Comercial 2ª Semana de fevereiro/2026
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Ruptura em supermercados recua para 11,7% em março, mas itens essenciais seguem pressionando abastecimento no Brasil
O Índice de Ruptura da Neogrid, que mede a falta de produtos nas prateleiras dos supermercados brasileiros, recuou para 11,7% em março de 2026. O resultado representa queda de 1,5 ponto percentual em relação a fevereiro (13,2%), indicando uma leve recuperação no abastecimento do varejo alimentar.
Apesar do avanço, categorias essenciais da cesta básica continuam pressionando o indicador, com destaque para leite, arroz, feijão e azeite, que ainda apresentam níveis elevados de indisponibilidade.
Varejo melhora abastecimento, mas consumo segue irregular
Segundo análise da Neogrid, o movimento de redução na ruptura reflete uma recomposição gradual dos estoques por parte dos supermercados, que vêm se preparando para uma possível retomada do consumo após um início de ano mais fraco.
No entanto, o cenário ainda exige cautela. A demanda irregular e o ambiente econômico instável mantêm o setor em alerta, já que a ruptura impacta diretamente as vendas e a experiência do consumidor.
Categorias essenciais seguem pressionadas
Entre os produtos monitorados, alguns itens apresentaram aumento na indisponibilidade em março, reforçando a pressão sobre o abastecimento de alimentos básicos:
- Leite: 13,9% → 19,1% (+5,2 p.p.)
- Azeite: 13,6% → 14,1% (+0,5 p.p.)
- Arroz: 11,5% → 11,7% (+0,2 p.p.)
- Feijão: 10% → 10,8% (+0,8 p.p.)
Já algumas categorias apresentaram melhora:
- Ovos: 27,2% → 27% (-0,2 p.p.)
- Açúcar: 10,2% → 8,4% (-1,8 p.p.)
- Café: 8% → 7,5% (-0,5 p.p.)
Ovos seguem como principal ponto crítico do abastecimento
Mesmo com leve recuo em março, os ovos continuam sendo a categoria com maior nível de ruptura no país, com índice de 27%.
A trajetória recente mostra forte volatilidade: o indicador havia caído para 22% em janeiro, mas voltou a subir em fevereiro e se manteve em patamar elevado em março.
Nos preços, a categoria também registrou alta na maior parte das embalagens, com exceção da meia dúzia de ovos. A caixa com 12 unidades subiu de R$ 11,63 para R$ 12,07, enquanto a de 20 unidades passou de R$ 16,00 para R$ 17,32.
Leite UHT tem maior avanço na ruptura
O leite UHT foi o destaque negativo do período, com a ruptura saltando de 13,9% em fevereiro para 19,1% em março — o maior avanço entre todas as categorias analisadas.
O movimento indica deterioração contínua ao longo do trimestre, já que em janeiro o índice era de 8,8%.
No mercado, os preços também avançaram. O leite integral e o semidesnatado subiram, enquanto apenas o desnatado apresentou recuo.
Arroz e feijão seguem trajetória de alta na ruptura
Itens fundamentais da cesta básica, arroz e feijão continuam com tendência de aumento na indisponibilidade.
O arroz passou de 6,8% no fim de 2025 para 11,7% em março de 2026, enquanto o feijão avançou de 8,2% em janeiro para 10,8% no último levantamento.
Apesar disso, os preços dos produtos apresentaram comportamento de queda ou estabilidade, indicando pressão simultânea entre oferta e consumo.
Açúcar e café apresentam alívio no abastecimento
Duas categorias importantes apresentaram melhora no índice de ruptura:
- Açúcar: queda de 10,2% para 8,4%
- Café: redução de 8% para 7,5%
Ambos os produtos também registraram recuo nos preços, indicando recomposição de oferta no varejo.
Cenário ainda exige atenção da cadeia de alimentos
Apesar da melhora geral no índice de ruptura, o levantamento da Neogrid aponta que o abastecimento de itens essenciais ainda enfrenta instabilidade no Brasil.
A combinação de demanda irregular, custos logísticos e variações de produção mantém parte da cesta básica sob pressão, especialmente em proteínas e grãos estratégicos para o consumo doméstico.
O setor supermercadista segue monitorando o comportamento do consumo e a reposição de estoques, buscando equilíbrio entre disponibilidade de produtos e eficiência operacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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