Paraná
Semana deve ser de muito calor no Paraná com chuva no início do Carnaval
Um sistema meteorológico atuante no Sudeste do Brasil manterá o tempo um pouco mais seco no Paraná até quarta-feira (11). Com menor cobertura de nuvens e predomínio de sol, as temperaturas sobem bastante, chegando aos 35°C no Interior do Paraná. Entretanto, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), uma frente fria chega no fim da semana trazendo muita chuva para os primeiros dias de Carnaval.
Um sistema meteorológico atuante no Sudeste do Brasil manterá o tempo um pouco mais seco no Paraná até quarta-feira (11). Com menor cobertura de nuvens e predomínio de sol, as temperaturas sobem bastante, chegando aos 35°C no Interior do Paraná. Entretanto, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), uma frente fria chega no fim da semana trazendo muita chuva para os primeiros dias de Carnaval.
A trégua na chuva vem depois de um fim de semana de tempestades no Paraná. O avanço de um cavado meteorológico, que provoca queda de pressão em superfície, ocasionou grandes volumes de chuva em várias regiões do estado no sábado (07). Os maiores foram em Antonina (72 mm), Morretes (INMET) (52,8 mm), e Campina da Lagoa (INMET) (50,4 mm).
No sábado, a Defesa Civil emitiu pela primeira vez um alerta para Curitiba por cell broadcast. Esse sistema alerta para situações de tempestades mais extremas, que exigem uma ação imediata das pessoas em buscar um local seguro. Por isso essa mensagem, que não exige cadastro prévio na Defesa Civil, se sobrepõe às informações no celular para garantir que a informação chegue à população.
O alerta para Curitiba abrangeu ainda a região de São José dos Pinhais, que também foi impactada pelas condições. Na Capital, os ventos chegaram a 78,9 km/h na estação meteorológica da prefeitura, no bairro Pinheirinho. Os maiores acumulados de chuva foram na região norte da cidade, em curto espaço de tempo: as estações da prefeitura registraram 18,6 mm no Boa Vista, 17,4 mm no Bairro Alto, 12,5 mm no Atuba, 11,2 mm no Cajuru, e a estação meteorológica do Simepar no Jardim das Américas registrou 15,2 mm.
Em São José dos Pinhais, a estação pluviométrica do Cemaden no bairro São Marcos registrou 20,9 mm em curto espaço de tempo.
ZCAS – No Paraná, a chuva já começou a diminuir. No domingo (08), os maiores acumulados foram em Cambará (40 mm) e Antonina (34,8 mm). A situação é diferente no Sudeste do Brasil onde, entre esta segunda-feira (09) e a próxima quarta (11), um sistema semi estacionário atua. A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) ocasionará muita chuva entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
“Esse sistema acaba contribuindo para que toda a umidade da Amazônia avance em direção a essas regiões. Dessa forma, aqui no Paraná, nós ficamos com pouca disponibilidade de umidade na atmosfera, o que resulta em pouca chuva. Até quarta-feira o tempo ficará um pouco mais seco, com possibilidade de pancadas de chuva de forma muito pontual”, explica Samuel Braun, meteorologista do Simepar.
Com predomínio de sol, no Noroeste, Oeste e Sudoeste do Paraná, o calor será intenso, podendo alcançar os 35°C em algumas cidades. Já no Norte, Campo Gerais e Leste do Paraná, a umidade do oceano ainda mantém uma maior variação de nuvens, e segue a possibilidade de chuva irregular, especialmente no período da tarde. Até terça, as temperaturas não passam de 28°C nestas regiões, mas vão subindo gradativamente a partir de quarta-feira (11).
“Na quinta-feira retornamos a uma condição mais típica de verão em praticamente todo o Paraná, com muito calor, temperaturas acima dos 30°C em praticamente todos os municípios, e com aquela chuva rápida e localizada, especialmente no período de maior aquecimento”, ressalta Samuel.
O cenário muda na sexta-feira de Carnaval (12), com o avanço de uma frente fria que deve contribuir para o aumento nos índices de instabilidade. Há risco de tempestades em todos os setores do Paraná. A aproximação da frente fria segue sob monitoramento do Simepar e novos boletins serão emitidos ao longo da semana.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ponte de Guaratuba aposenta ferry boat após mais de 60 anos de travessias
A liberação definitiva do tráfego de veículos pela Ponte de Guaratuba, na manhã deste domingo (3), significou também a aposentadoria do ferry boat que fazia a travessia da Baía de Guaratuba há mais de 60 anos. O serviço iniciou a operação na década de 1960 como uma alternativa para ligar as duas margens da baía, já que o acesso a Guaratuba só era possível por Santa Catarina ou utilizando embarcações menores apenas para pedestres.
O contrato de concessão do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) com a empresa responsável pelo serviço permanece por mais 90 dias. Com o encerramento da travessia, as áreas de entorno, que eram utilizadas para a atracagem, serão fechadas para finalização da obra. “Agora é a aposentadoria do ferry boat. Depois de mais de 60 anos ele está em condições de se aposentar porque as pessoas vão passar por cima da ponte”, disse o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti.
O primeiro ferry boat a fazer a travessia na Baía de Guaratuba é de 1960, criado pelo governador Moisés Lupion. A embarcação, de madeira, media 27 metros de comprimento por 10 metros de largura e contava com dois motores GM de 130 cavalos. A balsa transportava 12 veículos e cerca de 100 pessoas e não comportava ônibus.
Com a construção da ponte, que tem 1.240 metros de extensão e recebeu investimento de R$ 400 milhões do Governo do Estado, as estruturas que abrigam hoje o ferry boat terão nova função. O governo planeja uma revitalização completa do local e construir um complexo náutico para fomentar o turismo no Litoral.
HISTÓRICO – Antes da implantação do ferry boat, o acesso dos moradores de Guaratuba a Caiobá, às demais praias do Estado e também a Curitiba era muito precário. Era preciso dar a volta por Garuva, em Santa Catarina, usando uma estradinha de terra que ficava praticamente intransitável quando chovia. O asfalto só chegou em 1966. Outra opção, mais rápida, era fazer a travessia por barcos, serviço que era operado por pequenas lanchas da Empresa Balneária, ou tomar ônibus em Caiobá e Matinhos.
De acordo com o DER/PR, a primeira embarcação para o transporte de veículos foi construída pelo imigrante português João Lopes Rodrigues, com motor e material doado pelo Estado, e era semelhante às antigas caravelas portuguesas. Ela foi batizada com o nome de Ayrton Cornelsen, em homenagem ao então diretor do DER/PR.
O serviço foi aprimorado ao longo dos anos, com a modernização e ampliação no número de embarcações e melhorias também nos atracadouros. Atualmente, a travessia era feita por seis embarcações: os ferry boats Piquiri, Guaraguaçu, Nhundiaquara e os conjugados Balsa Vitória/ Rebocador Inter XV, Balsa Grega II / Rebocador Granfino e Balsa Equip400/Rebocador Sol de Verão.
COMPLEXO NÁUTICO – A previsão é de que as obras do Complexo Náutico de Guaratuba iniciem em 2027 por meio de um contrato de concessão do terreno à iniciativa privada. O prazo de execução é de até cinco anos, mas ele poderá ser antecipado pela futura concessionária a ser contratada.
O projeto vem sendo trabalhado pela Secretaria do Estado do Planejamento (Sepl) desde o ano passado. Ele prevê a construção de um complexo com cerca de 12 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de mais de 30 mil metros quadrados – que inclui o atual canteiro de obras da ponte –, com a maior parte destinada ao uso público.
A marina, principal estrutura do empreendimento, contará com 303 vagas molhadas (para embarcações atracadas na baía) e 400 vagas secas (para embarcações alocadas internamente). Também está previsto estacionamento para 208 veículos, espaços de convivência, lazer e serviços, incluindo restaurantes, lojas e estrutura para eventos.
O investimento será de aproximadamente R$ 100 milhões, por meio da cessão do terreno para a instalação do futuro complexo. As obras deverão ser custeadas pela concessionária do espaço, a ser definida via processo licitatório. Também caberá à empresa vencedora a manutenção do local pelo período do contrato, com duração de 30 anos.
A licitação será feita na modalidade de concorrência pública, o que deve gerar uma economia de R$ 20 milhões para o Estado ao longo das três décadas, segundo os estudos da Sepl, além de garantir maior competitividade entre os interessados. Após a conclusão do projeto, o processo de concessão e a fiscalização do contrato serão conduzidos pela Secretaria da Infraestrutura e Logística (Seil), já que as áreas do ferry boat pertencem ao Estado e são administradas pelo DER/PR.
Fonte: Governo PR
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