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Educação

Sisu 2026: manifestação de interesse na lista de espera é até hoje (2)

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Os candidatos que não foram classificados na chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) podem manifestar interesse em participar da lista de espera até esta segunda-feira, 2 de fevereiro, pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Os candidatos poderão escolher, para a lista de espera, apenas uma única opção das que indicou na inscrição do Sisu. Na página, é possível consultar a melhor classificação entre as modalidades de concorrência para cada curso concorrido. A convocação da lista segue a ordem de classificação da chamada regular, mas considera apenas os candidatos que manifestaram interesse em participar.  

A chamada dos estudantes é de responsabilidade exclusiva das instituições de ensino superior, cabendo ao estudante acompanhar a lista de espera diretamente nas instituições. Por isso, é fundamental consultar os editais de cada universidade e se atentar às especificidades.  

Aprovados – Os aprovados podem realizar a matrícula na instituição de ensino superior para a qual foram selecionados a partir de 2 de fevereiro. Os estudantes devem consultar a instituição e se informar sobre o calendário para ingresso.  

Maior edição – O Sisu de 2026 teve 271.789 candidatos aprovados, sendo 129.386 na ampla concorrência, 124.064 na modalidade de cotas e 18.339 por meio de ações afirmativas das próprias instituições de educação superior. Com isso, 99,14% das mais de 274 mil vagas ofertadas foram preenchidas na chamada regular. Esta edição é a maior da história do programa em relação ao número de instituições públicas de educação superior participantes — foram 136.  

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Mais de 17 mil candidatos foram aprovados e são elegíveis ao Pé-de-Meia Licenciaturas — iniciativa do MEC que integra o programa Mais Professores para o Brasil e garante apoio financeiro para ingresso, permanência e conclusão de estudantes que desejam se tornar docentes. Ao todo, foram mais de 72 mil candidatos aprovados em cursos de licenciatura presenciais. 

Possibilidade – Além do Sisu, é possível tentar outras formas de acesso à educação superior por meio do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). As inscrições para o Fies abrem na terça-feira, 3 de fevereiro. 

Sisu O Sistema de Seleção Unificada reúne as vagas ofertadas por instituições públicas de ensino superior de todo o Brasil que participam do processo seletivo vigente, sendo a maioria delas oferecida por instituições federais (universidades e institutos). O Sisu foi instituído pela Portaria Normativa nº 2, de 26 de janeiro de 2010, e atualmente está regulamentado pela Portaria Normativa nº 21, de 5 de novembro de 2012. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

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Fonte: Ministério da Educação

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Inep lança manual explicativo sobre o Enamed

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), lançou o manual “Enamed – Da Matriz de Referência ao Resultado do Participante”, voltado a estudantes, egressos e instituições de ensino superior responsáveis pelos cursos de medicina. A publicação reúne em um só lugar informações úteis sobre o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), compilando aspectos técnicos, pedagógicos e logísticos.

Na prática, o manual pretende responder a três perguntas centrais: o que é avaliado; como as provas são elaboradas; e como as notas são calculadas. O manual também deixa clara uma distinção importante para as instituições: a diferença entre o resultado individual do estudante e o resultado do curso.

O documento apresenta o detalhamento de todos os componentes que estruturam a Matriz de Referência Comum para a Avaliação da Formação Médica (Portaria Inep nº 478/2025). Explica também, de forma didática, como cada questão nasce do cruzamento desses elementos com situações concretas do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida garante que as diferentes edições sigam o mesmo padrão de competências com total isonomia técnica em relação aos critérios usados na elaboração das provas.

Outro trecho do manual detalha como as provas são elaboradas, desde a produção dos itens por docentes de medicina selecionados por chamada pública até a montagem final do caderno pelas comissões do Inep. Todo esse processo resulta em uma prova com 100 questões objetivas baseadas em casos clínicos e situações-problema. O documento explica ainda o modelo estatístico usado no cálculo das notas: a Teoria de Resposta ao Item (TRI), no Modelo de Rasch, e como é definido o ponto de corte que separa os participantes Proficientes dos Não Proficientes, fixado em 60 pontos na escala do exame.

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A nota do estudante e o conceito do curso são informações diferentes. Uma das explicações centrais do manual destaca que o Conceito Enade não é a média das notas da turma, mas o percentual de concluintes que alcançaram o nível Proficiente, convertido em uma escala de 1 a 5. 

Conceito Enade 

Concluintes proficientes 

 

1 

menos de 40% 

 

2 

de 40% a menos de 60% 

 

3 

de 60% a menos de 75% 

 

4 

de 75% a menos de 90% 

 

5 

90% ou mais 

 

Segundo o manual, só entram nesse cálculo os concluintes regularmente inscritos pela instituição, presentes ao exame e com resultado válido; cursos com menos de dez concluintes nessa condição ficam Sem Conceito (SC).

Enamed – O Enamed é a modalidade do Enade voltada aos cursos de graduação em medicina. Instituído pela Portaria MEC nº 330/2025 e depois incorporado à legislação pela Medida Provisória nº 1.370/2026, é realizado pelo Inep em parceria com a HU Brasil e aplicado de forma descentralizada nos municípios-sede dos cursos avaliados. Sua função vai além de medir o desempenho individual: o exame também verifica se a formação está alinhada às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e às necessidades do SUS, além de subsidiar políticas públicas e apoiar a avaliação, a regulação e a supervisão dos cursos de medicina. A partir de 2026, o Enamed passa a ter duas etapas: uma ao final do quarto ano, antes do internato, e outra ao final do sexto ano.

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep

Fonte: Ministério da Educação

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