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Tribunal do Júri de Maringá julgará na próxima quarta-feira, 16 de setembro, pai e avó denunciados pela morte de criança em Rolândia em abril de 2019

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Está previsto para ocorrer na próxima quarta-feira, 16 de setembro, em Maringá, o julgamento dos réus denunciados pelo Ministério Público do Paraná pela morte de uma menina de 11 anos de idade ocorrida em 2019 em Rolândia, no Norte Central do estado. Serão julgados pelo Tribunal do Júri o pai e a avó paterna da vítima, acusados dos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.

A sessão do júri ocorrerá em Maringá após uma decisão de desaforamento do caso. O desaforamento é a transferência excepcional de um julgamento do Tribunal do Júri para outra cidade para garantir que ele seja imparcial e seguro, aplicado quando a comoção local impede a formação de um júri neutro, quando há riscos à segurança do réu ou à ordem pública ou quando há excesso de demora no fórum original.

Os crimes – De acordo com as apurações do caso, o pai matou a filha no dia 24 de abril de 2019 por asfixia mecânica (esganadura) e enterrou o corpo da criança na garagem de uma casa pertencente à família. Após a prática criminosa, pai e avó da vítima agiram em conjunto na tentativa de esconder o crime e dificultar as investigações sobre os fatos. Eles procuraram a autoridade policial para relatar o suposto desaparecimento da criança, forneceram informações inverídicas e conflituosas aos investigadores e mantiveram desligadas e formataram as câmeras de segurança que havia no local e que poderiam auxiliar na elucidação dos fatos.

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Na denúncia, o Ministério Público sustenta que a avó, que tinha a guarda judicial da criança, contribuiu para a morte da neta, uma vez que a expôs a risco conhecido, permitindo que ficasse sob os cuidados do denunciado. No curso das apurações, ficou demonstrado que o pai mantinha pela filha sentimento de rejeição, desde que a criança havia sido concebida, e não respondia sequer por seus cuidados básicos.

Foram apontadas como qualificadoras do crime de homicídio o uso de meio cruel (asfixia) e de recurso que dificultou a defesa da vítima e o feminicídio (na época, o feminicídio ainda não era tipificado como um crime autônomo).

Atuarão no Júri, pelo Ministério Público do Paraná, a Promotoria de Justiça de Maringá e integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (Gajuri).

Processo 0003684-89.2019.8.16.0148

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Paraná

MP em Movimento chega a Francisco Beltrão com foco na proteção de crianças e adolescentes

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Na próxima semana, entre os dias 14 e 16 de setembro, acontece mais uma edição do MP em Movimento, desta vez em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná.

Criado para aproximar a Administração Superior das Promotorias de Justiça do interior e fortalecer a atuação integrada da instituição, o MP em Movimento terá um foco específico: a proteção de crianças e adolescentes. 

Ao longo dos três dias, a programação dará atenção especial às unidades de acolhimento da região, com o objetivo de conhecer de perto a realidade desses serviços, identificar oportunidades de aperfeiçoamento e compartilhar experiências bem-sucedidas que possam servir de referência para outras localidades do estado.

Outros temas também serão abordados, como unidades prisionais, questões ambientais, saúde mental e políticas públicas sobre drogas, assuntos que fazem parte da atuação cotidiana do Ministério Público e impactam diretamente a qualidade de vida da população.

Diálogo

O MP em Movimento integra a proposta da atual gestão de promover uma atuação cada vez mais próxima das realidades locais, fortalecendo o diálogo entre a Procuradoria-Geral de Justiça e os membros que atuam nas diferentes regiões do Paraná. A iniciativa busca estimular a troca de experiências, o compartilhamento de boas práticas e a construção conjunta de soluções para os desafios enfrentados pelas Promotorias de Justiça.

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Em 2025, o MP em Movimento passou por sete comarcas – Londrina, Maringá, Paranaguá, União da Vitória, Guarapuava, Foz do Iguaçu e Toledo –, promovendo reuniões de trabalho, visitas técnicas e debates sobre as principais demandas de cada região. A iniciativa gerou resultados concretos em diferentes áreas da atuação institucional, reforçando a importância da aproximação entre a administração superior e os membros que atuam no interior do estado.

Fonte: Ministério Público PR

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