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Etanol encerra janeiro com variações opostas: leve alta no hidratado e queda no anidro, aponta Cepea/Esalq

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Mercado de etanol apresenta comportamento misto no fim de janeiro

O mercado de etanol no Brasil encerrou a última semana de janeiro com resultados divergentes entre os dois principais tipos do biocombustível. De acordo com dados do Indicador Cepea/Esalq, da USP, o etanol hidratado registrou leve alta, enquanto o etanol anidro apresentou queda nas cotações.

Entre os dias 26 e 30 de janeiro, o etanol hidratado — utilizado em veículos flex, híbridos ou movidos exclusivamente a álcool — foi negociado pelas usinas a R$ 3,0885 por litro, ligeiro aumento de 0,05% em relação à semana anterior, quando o preço médio era de R$ 3,0871.

Já o etanol anidro, que é misturado à gasolina, encerrou o período em recuo de 1,85%, com o litro negociado a R$ 3,4722, frente aos R$ 3,5377 praticados na semana de 19 a 23 de janeiro.

Indicador Diário Paulínia confirma alta pontual no hidratado

O Indicador Diário Paulínia também apontou leve avanço nas cotações do etanol hidratado na sexta-feira, 30 de janeiro. O biocombustível foi comercializado a R$ 3.157,50 por metro cúbico, representando uma valorização de 0,05% em relação ao dia anterior.

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Contexto de estabilidade e ajustes de mercado

O desempenho misto reflete um cenário de estabilidade no setor sucroenergético, em meio à redução no ritmo de negociações e à adaptação da oferta no mercado interno. O leve ganho no hidratado indica um movimento pontual de recomposição de preços, enquanto o anidro segue pressionado pela menor demanda para mistura na gasolina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

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O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

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O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

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Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

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