Agro
36ª Reunião Anual do CBNA reúne especialistas em nutrição animal em São Paulo
Data e local da reunião
O Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) realiza entre os dias 12 e 14 de maio de 2026 a sua 36ª Reunião Anual, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O encontro é considerado um dos mais tradicionais do país na área de nutrição animal, reunindo pesquisadores, nutricionistas, profissionais da agroindústria e empresas do setor.
Com o tema “Nutrição além da nutrição”, o evento terá mais de 20 palestras, organizadas em cinco painéis, abordando tendências, tecnologias e inovações aplicadas à alimentação de aves, suínos e bovinos.
Programação científica e temas em debate
A programação científica começa no dia 12, às 14h, com o painel “Impacto da pesquisa brasileira na produção animal”, seguido de painéis temáticos nos dias seguintes:
- Dia 13: Retorno do investimento na nutrição e Nutrição de bovinos;
- Dia 14: Soluções além da nutrição e Inteligência Artificial aplicada à produção animal.
O presidente do CBNA, Godofredo Miltenburg, destaca que a edição abordará temas que têm despertado atenção dos nutricionistas e profissionais do setor, reforçando a relevância do evento para atualização técnica e estratégica.
Palestrantes e especialistas confirmados
Entre os destaques estão pesquisadores renomados das principais universidades brasileiras:
- Horacio Rostagno – Universidade Federal de Viçosa (UFV)
- José Henrique Stringhini – Universidade Federal de Goiás (UFG)
- Everton Krabbe – Embrapa Suínos e Aves
- Marcelo Miele – Centro de Inteligência em Avicultura e Suinocultura da Embrapa
- Cesar Garbossa – Universidade de São Paulo (USP)
Participação de líderes da indústria agropecuária
A reunião também contará com profissionais de destaque da agroindústria, representando grandes empresas do setor:
- Bruno Reis de Carvalho – JBS
- Keysuke Muramatsu – BRF
- Leopoldo Malcorra de Almeida – Seara
- Pedro Veiga – Cargill
- Marco Aurélio Porcinato – Trouw Nutrition
- Luiz Victor Carvalho – Alltech
- Aaron Cowieson – dsm-firmenich
- Luiz Romero – Biofractal (Portugal)
- Vitor Hugo Moita – ADM
- Pedro Terêncio – Tecnobeef
Esses representantes reforçam o caráter multissetorial do evento, que combina ciência, tecnologia e negócios.
Relevância do CBNA para a nutrição animal
O encontro oferece uma plataforma de atualização técnica e troca de experiências, abordando desde pesquisa aplicada até inovações em manejo e formulação de rações. É também uma oportunidade para fortalecer parcerias entre universidades, centros de pesquisa e empresas do setor, promovendo a competitividade da produção de aves, suínos e bovinos no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado
Dólar cai com redução das tensões geopolíticas
O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.
Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.
Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.
Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda
Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.
Os dados indicam que:
- O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
- O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas
Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.
Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana
O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.
De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.
Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.
Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar
Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.
O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.
Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.
Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção
Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.
O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.
A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.
Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança
Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.
Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:
- Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
- Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
- Turbulências políticas internas nos EUA
- Níveis elevados de déficit público
Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.
Mercado global segue sensível a dados e geopolítica
O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.
Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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