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Ministro Carlos Fávaro debate apoio ao setor arrozeiro do RS e reforça combate a fraudes na qualidade do arroz

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Com foco nas medidas de apoio ao setor arrozeiro do Rio Grande do Sul, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se, por meio de videoconferência, nesta terça-feira (3), com a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e representantes do setor.

A reunião contou com a participação do secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos; do secretário-adjunto de Política Agrícola, Wilson Vaz; do diretor de Comercialização, José Maria dos Anjos; do superintendente de Agricultura e Pecuária, José Cleber; além do deputado federal Paulo Pimenta.

Uma das pautas apresentadas durante o encontro foi a possibilidade de ampliação do número de parcelas de custeio e de recursos para comercialização, com o objetivo de despressionar a relação entre oferta e demanda.

Durante a reunião, foi apresentada uma questão que preocupa o setor: a fiscalização da tipificação das embalagens de arroz. Segundo o presidente da Federarroz, Denis Nunes, burlar as embalagens do grão significa, por exemplo, apresentar índice de grãos quebrados acima do limite permitido para a classificação informada no rótulo.

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“O que posso garantir é que o Ministério da Agricultura vem sendo implacável no combate a fraudes de qualidade”, afirmou o ministro Fávaro, citando dois exemplos em que o Mapa atua para restabelecer a qualidade dos produtos ofertados ao consumidor. “O primeiro é o café. Era um produto com alto índice de impurezas, contaminações e irregularidades quanto à sua qualidade, e conseguimos reduzir praticamente a zero a fraude na qualidade do café torrado e moído brasileiro. O segundo exemplo é o azeite de oliva. Temos adotado ações firmes, com apreensões, condenações e aplicação de multas às empresas que tentaram burlar a qualidade do produto que chega à mesa do consumidor brasileiro”, detalhou.

Por fim, foram debatidas políticas públicas estratégicas, como PGPM, PEP e Pepro, instrumentos fundamentais para a definição do preço mínimo, a garantia do escoamento da produção e a geração de renda aos produtores.

O Ministério da Agricultura e Pecuária está trabalhando de forma conjunta com o Ministério da Fazenda, o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) em uma portaria com foco nas operações de apoio à comercialização, por meio dos instrumentos de PEP e Pepro.

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O que é Pepro, PEP e PGPM?

Pepro é uma subvenção econômica concedida ao produtor rural ou sua cooperativa que arrematar o prêmio equalizador em leilão eletrônico realizado pela Conab. Esse prêmio visa complementar o valor recebido pela venda de um produto para que ele atinja o valor do Preço Mínimo.

Já o PEP, o comprador, que pode ser uma usina de beneficiamento ou um comerciante de borracha, arremata o prêmio equalizador em leilão eletrônico realizado pela Conab e deve pagar o preço mínimo ao produtor rural.

A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) é uma importante ferramenta para diminuir oscilações na renda dos produtores rurais e assegurar uma remuneração mínima, atuando como balizadora da oferta, incentivando ou desestimulando a produção e garantindo a regularidade do abastecimento nacional.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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