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MJSP destaca ações orientadas pela justiça étnico-racial na política sobre drogas em debate da ONU

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Brasília, 27/01/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), participou, na segunda-feira (26), de debate internacional do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR) sobre os impactos raciais e interseccionais das políticas de drogas em pessoas de ascendência africana.

Realizado em formato híbrido, o encontro reuniu especialistas de órgãos internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU) com mandato antirracista, representantes de Estados, da sociedade civil e da academia. O objetivo foi analisar os efeitos desproporcionais das políticas de drogas historicamente punitivas sobre populações negras e racializadas e identificar formas de implementar recomendações de organismos internacionais de direitos humanos.

Políticas de drogas e justiça étnico-racial

A secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, participou do segundo painel, dedicado às desigualdades raciais no acesso à prevenção, ao tratamento, à redução de danos e à reabilitação. Ela ressaltou que as políticas de drogas não podem ser analisadas separadamente do racismo estrutural.

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“As políticas de drogas nunca foram racialmente neutras. Elas se cruzam com o racismo estrutural, a exclusão territorial e o acesso desigual aos direitos, causando danos desproporcionais a pessoas de ascendência africana, povos indígenas e outros grupos racializados. Abordar a política de drogas sem enfrentar essas desigualdades é ineficaz e incompatível com as obrigações internacionais dos Estados em matéria de direitos humanos”, afirmou Marta.

A secretária apresentou as iniciativas do Brasil para promover uma política de drogas orientada pela justiça étnico-racial, prevenção e garantia de direitos. Segundo ela, a atual política tem como eixo o Desenvolvimento Alternativo Sustentável, que combina segurança pública baseada em evidências, políticas sociais e fortalecimento comunitário.

Ela destacou também a criação de instrumentos institucionais no âmbito da Senad, como a Estratégia Nacional para a População Negra e Periférica, a Estratégia Nacional para os Povos Indígenas na política sobre drogas e a Coordenação-Geral de Justiça Étnico-Racial. Entre as ações concretas, destacam-se o Pronasci Juventude, voltado para adolescentes e jovens de 15 a 24 anos em territórios impactados pela violência, e a rede de Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social na Política sobre Drogas (Cais), que atua com equipes multidisciplinares para garantir prevenção, atendimento e acesso a direitos a populações vulneráveis.

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O evento faz parte das iniciativas do sistema ONU para marcar os dez anos do Documento Final da Sessão Especial da Assembleia Geral da ONU sobre Drogas (UNGASS 2016), que reafirmou o compromisso dos Estados com políticas de drogas alinhadas à promoção dos direitos humanos, à dignidade e à não discriminação.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Corrida na Esplanada reúne milhares de pessoas e reforça importância da atividade física para qualidade de vida

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Com a estratégia Viva Mais Brasil, o Ministério da Saúde promove e incentiva hábitos mais saudáveis para a população. Entre suas ações, a pasta realizou, neste sábado (30), em Brasília, o Bora Correr: Corrida pela Vida. O evento reuniu cerca de 5 mil participantes na Esplanada dos Ministérios para caminhada, corrida e atividades de convivência.

A atividade teve início às 17h30 e contou com caminhada de 3 km e provas de corrida de 5 km e 10 km. Do total de inscritos, 65% eram mulheres e 35% homens. A média de idade foi de 37 anos, com maior concentração de público entre 35 e 44 anos.

Para a secretária adjunta da Secretaria de Informação e Saúde Digital do MS, Maria Aparecida Cina da Silva, a iniciativa reforça o compromisso da pasta com políticas públicas voltadas à promoção da saúde, à prevenção de doenças crônicas e ao incentivo a modos de vida saudáveis.

“Cuidar da saúde também passa por movimento, convivência e qualidade de vida. A atividade física melhora o corpo, a saúde mental e até a disposição para o dia a dia. Com a estratégia Viva Mais Brasil, o Ministério da Saúde quer incentivar cada vez mais brasileiros e brasileiras a encontrarem espaços e oportunidades para se movimentarem, se alimentarem melhor e viverem com mais saúde”, destacou.

Para a relações públicas Cristiane Godoy, de 43 anos, a corrida também representa um espaço de cuidado emocional. Ela conta que começou a correr em um momento difícil da vida e encontrou na atividade física uma forma de apoio para a saúde mental.

“Eu estava procurando uma atividade ao ar livre e passava por um momento difícil da vida quando me encontrei na corrida. Por isso, participar da Corrida pela Vida tem um significado muito especial para mim, porque o nome fala muito sobre a minha própria história. A corrida é o meu momento: consigo pensar, ouvir as músicas de que gosto e admirar a paisagem. Foi também na atividade física que encontrei apoio para cuidar da minha saúde mental. Hoje, sou muito feliz e grata por essa oportunidade. Espero que o Ministério da Saúde promova mais eventos como este, que incentivam as pessoas a se movimentarem e cuidarem da própria saúde”, contou.

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O agente vigilante Fábio Silva, de 46 anos, também vê na prática uma oportunidade de incentivar outras pessoas a saírem do sedentarismo e adotarem hábitos mais saudáveis.

“Participar da Corrida Pela Vida é muito especial para mim, porque acredito que cuidar da saúde vai muito além da estética. É também qualidade de vida, bem-estar e equilíbrio emocional. A corrida traz esse incentivo para sair do sedentarismo e buscar uma vida

mais saudável no dia a dia. Quando a gente vê outras pessoas participando, se cuidando e compartilhando essa energia positiva, isso inspira quem talvez ainda não tenha começado. A corrida une a comunidade”, afirmou.

A corrida dialoga com a estratégia Viva Mais Brasil, lançada pelo Governo Federal para fortalecer ações de promoção da saúde e prevenção de doenças crônicas no país. A iniciativa prevê investimento de R$ 340 milhões para ampliar políticas públicas voltadas à atividade física, alimentação adequada e saudável e fortalecimento da atenção primária à saúde.

A mobilização busca enfrentar o crescimento de doenças como diabetes, obesidade e hipertensão, incentivando hábitos mais saudáveis e ampliando o acesso da população a ações de prevenção e cuidado integral. Além disso, o evento reforçou o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) na promoção da saúde preventiva e no desenvolvimento de políticas públicas voltadas à qualidade de vida da população.

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Guias orientam escolhas mais saudáveis no dia a dia

Além das ações nos territórios, o Ministério da Saúde também disponibiliza materiais de orientação para apoiar a população na adoção de hábitos mais saudáveis. Entre eles está o Guia Alimentar para a População Brasileira, referência nacional sobre alimentação adequada e saudável, com recomendações que valorizam alimentos in natura ou minimamente processados, a cultura alimentar brasileira e o preparo das refeições em casa.

Outra publicação é o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, que reúne orientações para incentivar a população a se movimentar mais no dia a dia, de acordo com a idade, a rotina e as possibilidades de cada pessoa. O material reforça que a atividade física pode estar presente em diferentes momentos, como no deslocamento, no lazer, no trabalho, nos estudos e nas tarefas cotidianas.

Como participar da Academia da Saúde

Na rede do SUS, uma das principais estratégias de incentivo à prática de atividade física é o Programa Academia da Saúde. A iniciativa é gratuita e oferece polos com infraestrutura e profissionais qualificados para orientar práticas corporais, atividades físicas, ações de educação em saúde, rodas de conversa e atividades comunitárias.

As atividades podem incluir alongamento, dança, fortalecimento muscular, exercícios funcionais e outras práticas voltadas à promoção da saúde, ao cuidado coletivo e à melhoria da qualidade de vida.

Para participar, a população pode procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima ou conversar com o Agente Comunitário de Saúde da sua região para saber onde fica o polo da Academia da Saúde mais próximo e quais atividades estão disponíveis no município.

Raiane Azevedo
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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