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Crise global ameaça rentabilidade do arroz e acende alerta para o setor produtivo

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A crise de rentabilidade que atinge o arroz em escala global tem revelado fragilidades profundas em uma das cadeias mais estratégicas para a segurança alimentar. De acordo com Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o momento exige atenção redobrada de produtores e formuladores de políticas, diante do agravamento do cenário internacional.

Mesmo com apoio governamental, produtores registram prejuízos

Em países com forte presença de subsídios e políticas de proteção agrícola — como os Estados Unidos —, o arroz tem apresentado prejuízos recorrentes nos últimos anos. Essa situação demonstra a gravidade do problema, uma vez que ocorre em economias amparadas por incentivos e mecanismos estatais de sustentação.

No Brasil, o panorama é ainda mais delicado. A combinação entre reforma tributária, insegurança jurídica e o aumento estrutural dos custos de produção tem reduzido as margens de lucro e inibido novos investimentos no campo.

Brasil segue caminho oposto às principais economias

Enquanto nações desenvolvidas tratam o arroz como cultura estratégica, com medidas voltadas à proteção do produtor e à manutenção do abastecimento interno, o Brasil avança em sentido contrário.

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Por ser um alimento básico, o arroz tem limitações na transferência de custos ao consumidor final, o que torna o setor vulnerável a oscilações de preços e distorções de mercado.

O resultado é uma cadeia produtiva menos competitiva, com margens cada vez mais estreitas e maior exposição ao mercado internacional, caracterizado por políticas de subsídio e interferências externas.

Futuro da orizicultura brasileira exige políticas estruturais

A análise aponta para a urgência de medidas públicas e estratégicas que garantam competitividade e sustentabilidade econômica à orizicultura nacional.

Sem ações coordenadas, o setor tende a permanecer fragilizado, com impactos diretos sobre toda a cadeia produtiva e o abastecimento interno de um alimento essencial à população brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtor tem até o dia 30 para entregar declaração do ITR e evitar multa

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Proprietários e possuidores de imóveis rurais têm até as 23h59 de 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026. Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 50, além de possíveis dificuldades para comprovar a regularidade fiscal da propriedade.

A obrigação alcança pessoas físicas e jurídicas que sejam proprietárias, titulares do domínio útil ou possuidoras de imóveis rurais. Também precisam declarar usufrutuários, condôminos e contribuintes que tenham perdido a posse ou a propriedade entre 1º de janeiro e a data da entrega, inclusive em casos de transferência ou incorporação da área ao patrimônio do expropriante.

As situações de imunidade e isenção previstas na legislação permanecem fora da obrigatoriedade. Como o enquadramento depende das características do imóvel, da área e da forma de exploração, o produtor deve confirmar se a propriedade atende aos requisitos antes de deixar de apresentar a declaração.

A principal mudança em 2026 está no canal de entrega. Todas as pessoas jurídicas, independentemente do tamanho do imóvel, e as pessoas físicas com propriedades superiores a 100 hectares devem utilizar obrigatoriamente o serviço digital Minhas Declarações do ITR, disponível na área de imóveis do Portal de Serviços da Receita Federal.

O acesso exige conta gov.br nos níveis Prata ou Ouro e pode ser realizado por computador, celular ou tablet. O próprio contribuinte pode entregar a declaração ou autorizar um procurador digital.

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A plataforma reúne os imóveis vinculados ao mesmo contribuinte, recupera dados cadastrais, permite preencher e transmitir declarações, consultar recibos e fazer retificações. Quem possui várias propriedades também pode importar e enviar declarações em lote.

Pessoas físicas com imóvel rural de até 100 hectares podem escolher entre o serviço digital e o Programa ITR 2026 instalado no computador. Essa alternativa não está disponível para pessoas jurídicas nem para pessoas físicas com áreas superiores a 100 hectares.

A Receita Federal recomenda verificar os dados cadastrais da propriedade antes da transmissão. Informações incorretas sobre área, utilização do imóvel, atividades produtivas e áreas ambientais podem provocar divergências, cobrança adicional de imposto ou necessidade de retificação.

Caso o contribuinte identifique erro, omissão ou informação inexata depois do envio, poderá apresentar uma declaração retificadora, desde que a Receita ainda não tenha iniciado um procedimento de fiscalização. A nova declaração substitui integralmente a anterior.

O imposto inferior a R$ 100 deve ser pago de uma única vez até 30 de setembro. Valores a partir de R$ 100 podem ser divididos em até quatro parcelas mensais e sucessivas, desde que nenhuma seja inferior a R$ 50. A primeira parcela também vence no último dia do prazo.

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Na versão web, o pagamento pode ser realizado por Pix, transferência eletrônica disponível, cartão de crédito ou Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). Eventuais encargos cobrados pela instituição financeira ou operadora do cartão devem ser observados pelo contribuinte.

A entrega em atraso gera multa de 1% por mês ou fração, calculada sobre o imposto devido. O valor mínimo da penalidade é de R$ 50, mesmo quando o imposto apurado for menor.

Além da multa, a pendência pode dificultar a emissão de certidões e a comprovação da regularidade fiscal do imóvel. Essa documentação costuma ser analisada em operações de crédito rural, financiamentos, garantias, compra e venda e transferência da propriedade.

Em 2025, a Receita Federal recebeu quase 6 milhões de declarações dentro do prazo. Com a proximidade do encerramento do período de entrega, a recomendação é não deixar o envio para o último dia, principalmente para quem ainda precisa aumentar o nível da conta gov.br, corrigir dados cadastrais ou reunir informações sobre a propriedade.

Fonte: Pensar Agro

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