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Agro

Silvicultura de Precisão Revoluciona o Setor Florestal e Impulsiona Produtividade no Brasil

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A silvicultura brasileira passa por uma profunda transformação com a adoção de tecnologias que integram todas as etapas do ciclo produtivo. Conhecida como silvicultura de precisão, essa abordagem une genética avançada, automação, sensoriamento remoto, análise de dados e inteligência artificial para otimizar o manejo das florestas plantadas.

Segundo Ailson Loper, diretor executivo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas), o conceito já é uma realidade no Paraná. “A silvicultura de precisão representa o uso coordenado de todas as tecnologias disponíveis para elevar a produtividade e garantir a sustentabilidade. Hoje conseguimos atuar até no nível de cada árvore individual”, destaca o especialista.

Genética Avançada e Viveiros Inteligentes

A base da silvicultura de precisão começa nos viveiros clonais e pomares de sementes, onde ocorre o aprimoramento genético. Técnicas como hibridação, clonagem, polinização controlada e embriogênese somática garantem mudas mais vigorosas, resistentes e adaptadas às condições locais.

A automação também está presente desde essa fase, com sistemas de irrigação, nutrição e controle de temperatura automatizados. O uso de bioinsumos e inimigos naturais substitui defensivos químicos, contribuindo para uma produção mais sustentável.

“Cada muda é resultado de um planejamento preciso, sustentado por dados de solo, clima e material genético”, explica Loper.

Planejamento Detalhado e Plantio Baseado em Dados

No campo, o plantio segue um microplanejamento orientado por dados. Informações sobre solo, relevo, clima e produtividade histórica são combinadas para escolher as espécies e clones mais adequados a cada área.

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A silvicultura de precisão substitui o modelo tradicional, baseado apenas no hectare, por uma abordagem de microtalhões, ajustando o manejo conforme a variação do terreno. Sensores, estações meteorológicas e softwares de georreferenciamento ajudam a otimizar o uso de água, fertilizantes e insumos, aumentando a taxa de sobrevivência das mudas e reduzindo perdas.

Monitoramento com Drones e Inteligência Artificial

Após o plantio, o monitoramento das florestas é realizado com drones equipados com sensores multiespectrais, câmeras térmicas e radares de alta resolução. Esses equipamentos identificam precocemente falhas no plantio, estresse hídrico, pragas e áreas de baixa produtividade.

Os dados coletados são processados em plataformas digitais que geram mapas de vigor e biomassa, além de alertas para manejo. “A inteligência artificial nos permite antecipar riscos climáticos, prever surtos de pragas e ajustar o manejo de forma muito mais assertiva”, ressalta Loper.

Colheita Mecanizada e Alta Precisão Operacional

Durante o crescimento da floresta, operações como poda, desbaste e controle de pragas são planejadas com base em modelos de crescimento e previsões de produtividade.

Na colheita, a mecanização é protagonista: máquinas como harvesters e forwarders trabalham de forma integrada, cortando, desgalhando, seccionando e transportando toras com precisão. Equipadas com sistemas de georreferenciamento e otimização de sortimentos, essas máquinas garantem maior aproveitamento da madeira e menor impacto ambiental.

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Centros de comando integrados controlam rotas, cronogramas e sequências de corte, elevando a eficiência operacional e reduzindo custos.

Silvicultura de Precisão Já É Realidade no Brasil

Com o avanço da digitalização, o grande volume de dados coletados ao longo de todo o ciclo florestal é usado em modelos preditivos e ferramentas de análise estratégica. Para a APRE Florestas, a silvicultura de precisão já é uma prática consolidada, especialmente entre empresas de base florestal do Paraná.

“Estamos produzindo mais, com menor impacto ambiental e com base em conhecimento científico. Esse é o novo paradigma da silvicultura brasileira”, conclui Ailson Loper, da APRE Florestas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de frango mantém estabilidade no Brasil com exportações fortes e equilíbrio na oferta interna

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Mercado de frango opera com estabilidade e sinaliza equilíbrio no curto prazo

O mercado brasileiro de carne de frango registrou estabilidade nos preços ao longo da semana, tanto no atacado quanto no frango vivo. Segundo análise da Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere possibilidade de novos reajustes no curtíssimo prazo, embora o cenário atual seja de maior equilíbrio entre oferta e demanda.

De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, as exportações seguem em bom desempenho ao longo do ano, mesmo em um ambiente global mais desafiador. Além disso, a manutenção do status sanitário favorável, com o Brasil livre de Influenza Aviária em granjas comerciais, contribui para a sustentação dos embarques internacionais.

Outro fator positivo apontado é o custo da nutrição animal, que segue controlado nesta temporada, favorecendo a rentabilidade do setor. No entanto, o mercado atacadista já apresenta menor expectativa de reajustes na segunda quinzena do mês, com tendência de acomodação dos preços.

Oferta ajustada e atenção ao risco sanitário

O setor avícola trabalha com expectativa de redução nos alojamentos nos próximos meses, o que pode contribuir para um melhor equilíbrio da oferta no restante da temporada. Esse ajuste é visto como fundamental para a sustentação das margens da cadeia produtiva.

Ao mesmo tempo, o mercado segue atento ao cenário internacional da Influenza Aviária, que exige medidas rigorosas de biosseguridade e pode abrir oportunidades comerciais em casos de restrição de oferta em outros países.

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Preços internos do frango seguem sem alterações

Segundo levantamento da Safras & Mercado, os preços dos cortes de frango congelado no atacado de São Paulo permaneceram estáveis ao longo da semana. O quilo do peito seguiu em R$ 8,50, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11,00. Na distribuição, os valores ficaram em R$ 8,70, R$ 7,10 e R$ 11,25, respectivamente.

Nos cortes resfriados, também não houve variação nas cotações. No atacado, o peito permaneceu em R$ 8,60, a coxa em R$ 7,00 e a asa em R$ 11,10. Na distribuição, os preços seguiram em R$ 8,80, R$ 7,20 e R$ 11,35.

O levantamento mensal da consultoria nas principais praças do país aponta estabilidade no quilo vivo do frango. Em São Paulo, o valor segue em R$ 5,20.

Nas integrações, os preços também não apresentaram mudanças: Rio Grande do Sul e Santa Catarina em R$ 4,75, oeste do Paraná em R$ 4,60. No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul permanece em R$ 5,30, Goiás e Minas Gerais em R$ 5,40, e o Distrito Federal em R$ 5,30. No Norte e Nordeste, Ceará registra R$ 6,80, Pernambuco R$ 7,00 e Pará R$ 7,20.

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Exportações de carne de frango avançam fortemente em junho

As exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas mantêm forte desempenho em junho de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam receita de US$ 452,344 milhões nos primeiros nove dias úteis do mês.

A média diária foi de US$ 50,260 milhões, com embarques de 226,983 mil toneladas no período, equivalente a 25,220 mil toneladas por dia. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.992,90.

Na comparação com junho de 2025, o setor registrou crescimento expressivo de 78,9% na receita média diária e alta de 61,2% no volume embarcado. O preço médio também avançou 10,9%, reforçando o bom momento das exportações brasileiras de carne de frango no mercado internacional.

Perspectivas para o setor avícola

O cenário para os próximos dias indica manutenção do equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno, com possíveis ajustes pontuais nos preços dependendo do ritmo dos alojamentos e da demanda doméstica. No comércio exterior, a tendência segue positiva, sustentada pela competitividade do Brasil e pela firme demanda global por proteína animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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