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MME participa da 16ª reunião internacional de acompanhamento do Plano de Ação do II biênio do Foro do Lítio

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O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nesta sexta-feira (23/1), da 16ª Reunião de Seguimento do Plano de Ação do II Biênio do Foro Permanente de Diálogo Técnico sobre Inovação, Desenvolvimento Tecnológico e Agregação de Valor ao Lítio. A iniciativa é coordenada pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), fundada pela Organização das Nações Unidas, que reúne os países do Triângulo do Lítio, além de Brasil e México.

O encontro teve como objetivo acompanhar a implementação das ações previstas no plano bienal 2024–2026 do Foro, com destaque para o estado de avanço da norma da Organização Internacional de Normalização (ISO/TC) 333 sobre lítio, o progresso do estudo sobre métodos de extração do mineral, seus derivados e subprodutos, bem como o planejamento de uma visita técnica a um salar na província de Salta, na Argentina.

Representando o Brasil, esteve presente na reunião o coordenador-geral de Minerais Estratégicos e Transição Energética no Setor Mineral do MME, Gustavo Masili, que reforçou a importância do estudo técnico e o acompanhamento conjunto dos minerais críticos e estratégicos dos países da América Latina.

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“A participação do Brasil nesse espaço técnico é fundamental para o intercâmbio de experiências, o alinhamento regulatório e o acompanhamento das discussões internacionais sobre inovação e agregação de valor ao lítio, sempre respeitando as estratégias nacionais de cada país”, destacou.

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No contexto brasileiro, o lítio é reconhecido como um mineral estratégico para a transição energética, em razão de sua aplicação em baterias, sistemas de armazenamento de energia e tecnologias associadas à descarbonização. O país apresenta potencial relevante na produção e em transformação mineral, com destaque para o Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, região que vem atraindo investimentos e contribuindo para o desenvolvimento econômico regional.

A atuação do MME no Foro do Lítio está alinhada à estratégia do Governo do Brasil em fortalecer a soberania sobre os recursos minerais, promover a agregação de valor no território nacional, expandir o desenvolvimento tecnológico e ampliar a cooperação internacional, contribuindo para uma transição energética justa e sustentável.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 Email: [email protected]

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México

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Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.

A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.

“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.

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O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.

Como funciona o SasiSUS

Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.

A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.

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Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.

Rayane Bueno
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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