Brasil
Última chance para estados e municípios participarem do projeto Mais Médicos Especialistas
Gestores estaduais e municipais têm até o dia 25 de janeiro para solicitarem ajustes ou realizarem adesão ao projeto Mais Médicos Especialistas. Todo o processo deve ser realizado exclusivamente pelo sistema eletrônico oficial da iniciativa. A ação integra o programa Agora Tem Especialistas, que busca ampliar a qualificação de médicos especialistas enquanto eles exercem suas atividades regulares de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS), com acompanhamento e supervisão, aumentando a oferta desses profissionais, especialmente em regiões prioritárias do país.
O projeto tem como foco a redução das filas e do tempo de espera por consultas e procedimentos especializados, ao fortalecer a atenção especializada e ampliar o acesso da população a esse tipo de atendimento no SUS. Nesse sentido, o Mais Médicos Especialistas fortalece o cuidado prestado à população e amplia a capacidade de resposta dos serviços de saúde, promovendo maior eficiência e qualidade na assistência especializada.
O secretário adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Jerzey Timóteo, explica que entre os principais objetivos do projeto estão a diminuição das diferenças regionais no acesso à atenção especializada e a redução de mortes causadas por doenças que podem ser prevenidas ou tratadas. “ O modelo adotado é o de aprimoramento profissional realizado durante a rotina de trabalho do médico, com predominância da prática assistencial supervisionada”, observa o dirigente, que também destaca a ação como um incentivo à educação permanente e a troca de conhecimentos.
Nesse edital, os municípios, os estados e o Distrito Federal poderão participar, informando as vagas disponíveis, de acordo com a capacidade dos seus serviços de saúde. A adesão será formalizada por meio da assinatura do Termo de Adesão e Compromisso, feita conjuntamente pelo ente federativo e pelo gestor do serviço de saúde indicado. O edital também permite a solicitação de novas vagas por serviços que tenham condições de receber médicos em aprimoramento, ampliando a participação dos territórios e levando a atenção especializada para mais regiões do país.
Preenchimento do sistema
Ao acessar o sistema, o gestor deve, inicialmente, identificar corretamente o seu perfil, selecionando uma das opções disponíveis. A alternativa “Recurso” é destinada aos gestores já elegíveis, conforme lista previamente publicada, enquanto a opção “Adesão” contempla novos municípios, estados ou o Distrito Federal que não foram incluídos na priorização da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de 2025.
Cronograma final
O cronograma final do processo estabelece que o prazo para apresentação de recursos e novas adesões ocorre entre 22 e 25 de janeiro de 2026, seguido pela análise das solicitações, prevista para o período de 26 a 28 de janeiro. O resultado final será publicado no dia 29 de janeiro de 2026. Para apoiar os gestores durante o preenchimento ou a utilização do sistema, o Ministério da Saúde disponibiliza canais de suporte, que incluem o contato com a referência regionalizada de cada localidade e o envio de dúvidas ao e-mail: [email protected].
Victor Almeida
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Ricardo Morishita participa de evento sobre fortalecimento do bem-estar financeiro das mulheres no Banco Central
Brasília, 25/5/2026 – O secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), destacou a importância de promover inclusão financeira sem responsabilizar consumidores por situações de vulnerabilidade nas relações de consumo durante a 13ª Semana Nacional de Educação Financeira, realizada na sexta-feira (22), no edifício-sede do Banco Central do Brasil (BCB).
A convite da diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta do BCB, Izabela Correa, o titular da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) participou da abertura do painel Finanças, cidadania e bem-estar: os desafios das mulheres no Brasil, que reuniu especialistas para discutir os obstáculos enfrentados pelas mulheres no acesso à cidadania e ao bem-estar financeiro.
De acordo com Izabela Correa, “a educação financeira é um dos propulsores do bem-estar financeiro”.
Durante o debate, Morishita ressaltou que as políticas de educação financeira precisam considerar as desigualdades estruturais que impactam especialmente as mulheres consumidoras.
“Quando tratamos de educação financeira e pesquisamos como raça e gênero são afetados nesse processo, é preciso lidar com sinceridade e entender em que medida as mulheres são impactadas. Isso é muito caro para a defesa do consumidor”, afirmou.
Segundo o secretário, é essencial evitar a responsabilização dos consumidores em situações de vulnerabilidade. “Dar oportunidade e incluir é bem diferente de culpabilizar. Muitas vezes, o consumidor contrata por necessidade ou em razão de práticas abusivas. É preciso construir caminhos de inclusão sem responsabilizar quem já está em situação de vulnerabilidade”, enfatizou.
Pesquisas destacam impacto das desigualdades nas finanças das mulheres
O evento apresentou estudos e pesquisas do BCB e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) sobre gênero, raça e acesso ao crédito no Brasil, além de resultados de pesquisa qualitativa voltada à educação financeira das mulheres. O debate também reuniu diferentes perspectivas sobre estratégias e iniciativas para fortalecer a proteção e a inclusão financeira das mulheres brasileiras.
Segundo pesquisas apresentadas pela assessora do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira do Banco Central, Lívia Gratz, 98% das mulheres brasileiras participam do Sistema Financeiro Nacional em proporção semelhante à dos homens, e 25,3% utilizam mais o limite de crédito e apresentam maior comprometimento de renda.
Conforme dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), as mulheres demonstram mais preocupação com o pagamento de dívidas do que os homens. Em relação ao uso de crédito e às taxas de juros, o BCB aponta que as mulheres utilizam mais instituições de crédito digitais do que os homens.
Ao final do debate, o secretário destacou a atuação do Banco Central na promoção da educação financeira e reforçou o compromisso da Secretaria Nacional do Consumidor com políticas de proteção às mulheres consumidoras.
“Procuramos manter a proteção dos consumidores como política de Estado e ter um olhar muito especial para as mulheres. Vamos aprender com essas pesquisas para ampliar a inclusão e a proteção das consumidoras no Brasil”, concluiu.
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