Agro
JBS Terminais retoma volumes pré-paralisação e encerra 2025 com recorde de movimentação em Itajaí
A JBS Terminais encerrou 2025 com um desempenho expressivo, movimentando quase 390 mil TEUs — unidade equivalente a contêiner de 20 pés —, 11% acima do volume registrado em 2022, período anterior à paralisação do terminal. Este resultado consolidou o porto de Itajaí como hub logístico estratégico para o Sul do Brasil.
Desde que assumiu a gestão da área arrendada em outubro de 2024, a empresa já movimentou mais de 430 mil TEUs, atendendo a uma carteira diversificada de 3 mil clientes e reafirmando a confiança do mercado na competitividade do terminal.
Investimentos em tecnologia e infraestrutura
Para sustentar o crescimento e melhorar a conectividade internacional, a JBS Terminais investiu aproximadamente R$ 220 milhões em modernização tecnológica e infraestrutura. Entre as principais ações:
- Aquisição de dois guindastes móveis MHC Konecranes Gottwald ESP.9, com capacidade para 125 toneladas e alcance de até 20 fileiras de contêineres.
- Instalação de 1.708 tomadas para contêineres refrigerados (reefers), reforçando a vocação para proteínas e cargas refrigeradas.
- Implementação de oito gates reversíveis, otimizando o fluxo de entrada e saída de caminhões conforme a demanda operacional.
Segundo Aristides Russi Junior, presidente da JBS Terminais, o foco da companhia é eficiência absoluta no fluxo de cargas e no resgate do protagonismo regional do porto.
“A retomada dos volumes acima dos níveis pré-paralisação demonstra a resiliência do ativo e a assertividade da estratégia adotada desde o primeiro dia de gestão”, afirma o executivo.
Estrutura operacional e conectividade internacional
O terminal possui:
- Área operacional: 180 mil m²
- Cais: 1.030 metros, com quatro berços e 14 metros de profundidade
Linhas de navegação regulares: 10, com sete escalas semanais
Em 2025, o terminal recebeu 384 embarcações, com destaque para os serviços Full Container LC e Full Container CB. Em 2026, a JBS Terminais adicionará o serviço LUX, conectando o Brasil ao Norte da Europa com escalas semanais em Itajaí.
A diversidade das mercadorias movimentadas reflete a força econômica regional, com carnes liderando as exportações, seguidas por madeira, plásticos, alimentos para animais e máquinas de alto valor agregado.
Impacto social e desenvolvimento regional
A operação da JBS Terminais gera impacto social relevante:
- Colaboradores diretos: 345
- Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs) mobilizados diariamente: cerca de 600
Segundo Aristides Russi Junior, o terminal atua como facilitador do desenvolvimento econômico local, oferecendo infraestrutura moderna e escoamento ágil para a indústria regional, fortalecendo o Porto de Itajaí como motor de riqueza do Sul do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Egito e África do Sul dominam mercado global de laranja de mesa e ampliam pressão sobre concorrentes
O mercado global de laranja de mesa passa por uma profunda transformação. Impulsionados pelo crescimento da produção, ganhos de competitividade e expansão das exportações, Egito e África do Sul consolidaram sua liderança no comércio internacional da fruta fresca e devem responder por quase 69% das exportações mundiais em 2026.
Levantamento da CitrusBR, com base nos relatórios anuais Citrus: World Markets and Trade do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mostra que os dois países adicionaram cerca de 300 milhões de caixas de 40,8 quilos ao mercado global entre 2010 e 2026.
O avanço evidencia uma mudança estrutural no setor citrícola mundial, com novos protagonistas ocupando espaços historicamente dominados por grandes exportadores tradicionais.
Participação global cresce de 48% para quase 69%
Em 2010, o comércio internacional de laranja de mesa movimentava aproximadamente 97,9 milhões de caixas. Naquele período, Egito e África do Sul exportavam juntos 47,6 milhões de caixas, o equivalente a 48,6% do mercado global.
Para 2026, a expectativa é que as exportações mundiais alcancem 121,1 milhões de caixas, crescimento de 23,6% em relação a 2010. Desse total, os dois países africanos deverão embarcar 83,3 milhões de caixas, ampliando sua participação para quase 69% do comércio global.
Enquanto isso, o chamado “Resto do Mundo” perdeu espaço. O grupo formado por exportadores tradicionais, incluindo Estados Unidos, países europeus, Turquia e Marrocos, deverá reduzir suas exportações de 50,3 milhões para 37,8 milhões de caixas no mesmo período.
Greening e clima reduzem competitividade dos Estados Unidos
A retração dos concorrentes foi determinante para o crescimento dos países africanos.
Nos Estados Unidos, a disseminação do greening nos pomares da Flórida e os eventos climáticos adversos na Califórnia provocaram forte queda na produção e nas exportações. Os embarques americanos, que somavam 18,3 milhões de caixas em 2010, devem recuar para apenas 8 milhões de caixas em 2026, uma redução de 56%.
A Europa também enfrenta desafios significativos. Secas prolongadas, restrições hídricas e doenças nos pomares contribuíram para uma redução de quase 14 milhões de caixas na produção ao longo dos últimos anos.
Com menor disponibilidade de fruta para exportação, os produtores europeus perderam competitividade no mercado internacional, abrindo espaço para novos fornecedores.
África do Sul amplia produção e conquista novos mercados
A África do Sul foi uma das maiores beneficiadas pela reorganização do comércio mundial de laranjas.
Segundo o USDA, a produção sul-africana avançou de 35 milhões para 46,5 milhões de caixas entre 2010 e 2026, crescimento de aproximadamente 33%.
As exportações apresentaram desempenho ainda mais expressivo, saltando de 23,1 milhões para 36,7 milhões de caixas, avanço de 60%.
Além da União Europeia, tradicional destino da fruta sul-africana, mercados como China, Rússia e Estados Unidos passaram a desempenhar papel estratégico para o setor exportador do país.
Egito fortalece competitividade e acelera expansão internacional
O Egito também consolidou sua ascensão como potência exportadora de laranja de mesa, especialmente a partir de 2016.
A expansão foi impulsionada por fatores como desvalorização cambial, acordos comerciais com tarifas preferenciais, custos de produção mais competitivos, incentivos governamentais e linhas de financiamento apoiadas por parceiros europeus.
Esse conjunto de medidas permitiu ao país ampliar rapidamente sua participação nos mercados internacionais e fortalecer sua posição entre os maiores exportadores globais de frutas frescas.
Avanço africano também impacta mercado de suco de laranja
Embora o Brasil permaneça como líder absoluto na produção e exportação de suco de laranja, o crescimento de Egito e África do Sul acende um alerta para a cadeia citrícola global.
Segundo análise da CitrusBR, enquanto os dois países ampliaram sua presença no segmento de fruta fresca, o Brasil deixou de exportar aproximadamente 570 milhões de caixas de laranja na forma de suco ao longo do período analisado.
De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, a expansão egípcia merece atenção especial por envolver não apenas a exportação de fruta in natura, mas também o aumento da capacidade de processamento.
“Enquanto a África do Sul concentrou seus esforços no mercado de fruta fresca, o Egito ampliou sua presença tanto nas exportações de laranja de mesa quanto no processamento industrial, tornando-se um concorrente cada vez mais relevante, especialmente no mercado europeu”, destaca.
Mercado acompanha crescimento da indústria egípcia
As projeções do USDA indicam que o Egito deverá processar cerca de 22 milhões de caixas de laranja nesta temporada, volume próximo ao total de fruta fresca exportada pelo país em 2010.
Caso as estimativas se confirmem, o mercado internacional poderá receber aproximadamente 78 mil toneladas equivalentes de suco de laranja provenientes do país africano.
O aumento da oferta ocorre em um momento de desaceleração da demanda global, cenário que reforça a competição entre os principais exportadores e amplia os desafios para a indústria citrícola mundial nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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