Paraná
Ratinho Junior vistoria obras do novo Hospital Geral de Colombo, na Grande Curitiba
O governador Carlos Massa Ratinho Junior vistoriou nesta quarta-feira (14) as obras do Hospital Geral de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Com investimento total de R$ 62,5 milhões, sendo R$ 20 milhões do Governo do Estado, o complexo hospitalar será referência direta para a população de 13 municípios da 2ª Regional de Saúde do Paraná.
“Feliz de visitar essa obra tão importante não só para Colombo, como também para as cidades vizinhas, como Almirante Tamandaré, Bocaiúva do Sul e até parte de Curitiba. É uma obra que há muito tempo era esperada, porque Colombo está entre as maiores cidades do Paraná e não tinha um hospital à altura para atender o volume de pessoas que moram aqui”, destacou Ratinho Junior.
“A população tinha que se deslocar para outros hospitais, em cidades da Região Metropolitana ou até mesmo para a Capital, para conseguir atendimento, e nós resolvemos mudar essa realidade, tirar do papel esse investimento pelo Governo do Estado, em parceria com a prefeitura. Um hospital equipado, que vai ter UTI para atender os casos mais urgentes e também realizar cirurgias”, acrescentou.
O Hospital Geral de Colombo está sendo construído em uma área de 13,5 mil metros quadrados, no bairro Jardim Monza, próximo à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Maracanã. De acordo com a última medição, de janeiro deste ano, a obra está com 35% de execução, com os serviços concentrados na finalização do Bloco A e na estrutura do Bloco B. O prazo de conclusão é para janeiro de 2028.
O convênio assinado entre o Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), e a Prefeitura de Colombo foi de R$ 67,2 milhões, com o valor licitado da obra em R$ 62,5 milhões. Contando com os equipamentos que vão ser adquiridos para estruturar o hospital, com custo estimado em R$ 50 milhões, o investimento passará de R$ 100 milhões.
A construção de um hospital geral em Colombo com atendimento 100% Sistema Único de Saúde (SUS) porá fim ao título de único município do Brasil com mais de 200 mil habitantes que não possui uma estrutura desse porte. Atualmente, Colombo conta com 55 leitos SUS, com grande parte dos pacientes atendidos em Curitiba ou então em cidades da região, como Campo Largo, que mesmo com uma população menor (136 mil habitantes) conta com 838 leitos, 1.423% a mais que Colombo.
Para o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, a nova estrutura irá transformar o atendimento hospitalar na Região Metropolitana. “Colombo é uma cidade muito grande. O investimento, entre obras e equipamentos, baterá na casa dos R$ 100 milhões. É um hospital que está olhando para o futuro da região, deixando dois andares inteiros para crescer no futuro, dentro de cinco, dez anos. Tudo preparado, planejado, pensando em uma cidade grande que se transforma”, afirmou.
Ele ressalta que a regionalização da saúde é necessária inclusive na Grande Curitiba. “Temos investimentos em todo o Paraná. É o projeto de levar a saúde para mais perto das pessoas, e isso acontece também na Região Metropolitana. É em Colombo, em Pinhais, em São José dos Pinhais, em Rio Branco do Sul, em Fazenda Rio Grande”, concluiu. A entrega mais recente foi em dezembro de 2025, com o Hospital e Maternidade Papa Francisco, em Pinhais.
A unidade fará o atendimento dentro da 2ª Regional de Saúde do Paraná, com abrangência em 29 municípios, sendo que 13 deles serão beneficiados de maneira direta, devido à proximidade com Colombo. São eles: Adrianópolis, Almirante Tamandaré, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Campo Magro, Cerro Azul, Doutor Ulysses, Itaperuçu, Pinhais, Piraquara, Rio Branco do Sul, Quatro Barras e Tunas do Paraná. Entretanto, os leitos serão regulados pelo Sistema Estadual, podendo atender qualquer cidadão paranaense.
ESTRUTURA – Serão sete pavimentos e diversas especialidades que farão parte do rol de atendimentos à população, como Cirurgia Geral, Clínica Geral, Ortopedia, Pediatria, Urologia, Vascular, Nutrição Ambulatorial e Anestesiologista, com uma capacidade de até 7,2 mil consultas ambulatoriais por mês. A escolha por essas especialidades faz parte da estratégia de suprir a demanda reprimida na região, seguindo o Plano Regional Integrado, elaborado pela 2ª Regional de Saúde do Estado.
O hospital contará ainda com quatro salas cirúrgicas para realização de até 400 cirurgias por mês, além de 126 leitos de internamento, sendo 10 de UTI adulta, 95 de enfermaria e 21 leitos de enfermaria pediátrica, possibilitando o internamento de 1,1 mil pacientes por mês quando estiver em plena operação.
Estão previstas a construção de áreas técnicas para os serviços de apoio diagnóstico terapêutico, sendo quatro Laboratoriais, Raio-X, Tomografia, Ressonância, três salas de Ultrassom, Ecocardiógrafo, Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), Ecodoppler, Avaliação Urodinâmica, Eletrocardiograma, Ergometria, Endoscopia e Colonoscopia. Toda a estrutura será capaz de realizar aproximadamente 15 mil exames por mês.
O prefeito de Colombo, Helder Lazarotto, reforçou a importância da parceria com o Estado para que a estrutura saísse do papel à realidade. “Já estamos trabalhando no projeto de aquisição dos equipamentos, que é a outra fase do hospital e que também conta com apoio do Governo do Paraná, e depois na manutenção e na gestão do hospital, que é um custo fixo, com o credenciamento dos serviços ao SUS para poder atender a população”, disse.
“Para a população de Colombo é a realização de um sonho muito antigo, de ter um hospital geral com condições de atendimento, com centro cirúrgico, UTI, que é muito importante, e com especialidades. É um sonho que vai, aos poucos, tomando forma e se tornando realidade”, finalizou o prefeito.
Participaram da visita o secretário de Estado das Cidades, Guto Silva; o diretor-geral da Sesa, César Neves; e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Alexandre Curi.
Fonte: Governo PR
Paraná
Portos do Paraná impulsiona exportação de frango e acelera transição energética no complexo
A liderança do Porto de Paranaguá na exportação nacional de frango congelado ganhou um novo impulso nos primeiros cinco meses deste ano. O complexo portuário paranaense registrou uma mega movimentação do produto, consolidando o estado como o principal corredor de escoamento dessa proteína para o mercado global. Um dos critérios fundamentais para sustentar esse volume histórico é a robusta infraestrutura de frio disponível dentro do porto, que passou por importantes ampliações voltadas à eficiência e à sustentabilidade.
Parte da estrutura que dá suporte às exportações do agronegócio é o pátio do terminal, equipado com 5.280 tomadas elétricas dedicadas aos contêineres refrigerados utilizados para acondicionar os mais variados tipos de proteínas de origem animal.
Toda a operação de refrigeração dessa estrutura é integralmente sustentada por energia elétrica de origem renovável, certificada internacionalmente por meio do sistema I-REC, que atesta o uso de fontes limpas. O modelo contribui diretamente para a redução da pegada de carbono no porto e reforça a política de sustentabilidade capitaneada pela empresa pública Portos do Paraná.
O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva, destaca que a expansão reflete o compromisso da autoridade portuária em dar suporte ao crescimento sustentável das operações. “A consolidação do maior pátio reefer do país em Paranaguá demonstra a nossa capacidade de responder rapidamente às exigências do mercado internacional. Unir essa eficiência logística ao uso de energia 100% renovável eleva o padrão de competitividade do nosso estado, garantindo uma cadeia de exportação mais limpa e segura”, afirma.
No campo da transição energética da infraestrutura, foi implementado um projeto-piloto de eletrificação de equipamentos de pátio, com a conversão de três RTGs (guindastes sobre pneus utilizados na movimentação de contêineres) de operação a diesel para energia elétrica na área ferroviária. O terminal conta com 40 equipamentos desse tipo em operação, e a iniciativa representa a primeira etapa de testes para eventual ampliação do modelo sustentável no complexo.
A infraestrutura energética do porto inclui ainda uma nova subestação do tipo GIS (Gas Insulated Substation), tecnologia de alta confiabilidade isolada a gás para distribuição elétrica. O terminal, controlado pelo grupo CMPort, mantém um histórico recente de investimentos da ordem de R$ 500 milhões aplicados em expansão e modernização operacional. Um novo ciclo de aportes, estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão, encontra-se em fase de estruturação e deverá ser formalizado junto à autoridade portuária em etapa futura.
Garcia reforça que esse volume de investimentos consolida o planejamento estratégico desenhado para o complexo. “A modernização energética e os aportes estruturantes que acompanhamos no porto mostram que Paranaguá se antecipa às demandas globais. Nosso papel como autoridade portuária é garantir que essa expansão técnica aconteça em total sintonia com a eficiência operacional e o respeito ambiental, mantendo o Paraná na vanguarda da infraestrutura portuária nacional”, finaliza.
CERTIFICADO – Alinhado à gestão eficiente de energia, o terminal possui certificação ISO 50001 e mantém metas relacionadas à redução de emissões de gases de efeito estufa e ao aumento da eficiência operacional, em consonância com os padrões internacionais de sustentabilidade adotados pelo porto.
A movimentação logística do complexo atende uma das principais cadeias exportadoras do país, com destaque para o setor de proteínas animais destinadas a mercados da Ásia, América do Norte, Oriente Médio e Europa.
As iniciativas fazem parte das ações de modernização da infraestrutura portuária de Paranaguá e ampliam a competitividade do sistema logístico paranaense no cenário internacional, com foco em eficiência, sustentabilidade e integração às cadeias globais de comércio.
Fonte: Governo PR
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