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Setor de serviços do Paraná cresceu 2,5% de janeiro a novembro de 2025, aponta IBGE

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O setor de serviços do Paraná acumula um crescimento de 2,5% no volume das atividades entre janeiro e novembro de 2025, no comparativo com o mesmo período do ano retrasado. É o que apontam os dados da mais recente Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira (13).

Com o resultado, o desempenho das empresas paranaenses que pertencem a este segmento econômico superou o registrado por outras Unidades da Federação com grande peso na economia. É o caso, por exemplo, dos estados do Pará (1,6%), Rio de Janeiro (1,5%), Minas Gerais (0,3%), Pernambuco (0,3%), Bahia (-1,3%) e Rio Grande do Sul (-4,6%).

No comparativo entre novembro de 2025 com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento das atividades de serviços foi ainda maior no Paraná, de 3%, superando a média nacional, que foi de 2,5%. Com isso, o Estado também teve o melhor desempenho da região Sul neste recorte, superando Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que registraram retração de 0,2% e 1,2% em suas atividades, respectivamente.

A alta no volume dos serviços prestados foi acompanhada por um aumento no fluxo de caixa das empresas do setor. O índice de receita nominal – que mede o valor total das vendas em termos monetários, incluindo os efeitos da inflação, sem ajuste de preços – cresceu 6,5% no Paraná de janeiro a novembro de 2025, com uma variação mensal de 1,1% entre outubro e novembro.

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O avanço da receita nominal é um indicador relevante porque reflete a capacidade real de faturamento das empresas e sua geração de caixa, elemento fundamental para a manutenção de empregos, ampliação de investimentos e recolhimento de tributos. Na prática, o crescimento das receitas no setor de serviços sinaliza um ambiente econômico mais dinâmico no Paraná, com empresas mais capitalizadas, maior circulação de recursos na economia e efeitos positivos sobre a arrecadação estadual e o consumo das famílias.

SETORES – As empresas ligadas à prestação de serviços às famílias puxou o resultado estadual para cima, com uma alta de 3% em 11 meses de 2025. Outro segmento que ficou acima da média estadual foram os serviços profissionais, administrativos e complementares, que aumentou 2,7%.

No comparativo entre novembro de 2025 e o mesmo mês de 2024, os maiores aumentos no volume das atividades foram registrados nos setores de transportes, serviços auxiliares e correio (5,1%) e em outros serviços (9,3%).

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Em termos de faturamento, as maiores altas ocorreram nas empresas prestadoras de serviços às famílias (11,2%), serviços profissionais, administrativos e complementares (8,4%) e outros serviços (8,3%). Já as empresas que prestam serviços de informação e comunicação tiveram alta de 5,5% nas receitas, enquanto aquelas ligadas aos transportes, serviços auxiliares e correio registraram uma variação de 4,9%.

METODOLOGIA – A PMS permite o acompanhamento conjuntural do setor de serviços no país, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que tenham serviços não financeiros como sua principal atividade, excluídas as áreas de saúde e educação.

Os resultados completos, em nível nacional e estadual, podem ser consultados no Sidra, o banco de dados do IBGE. A próxima Pesquisa Mensal de Serviços, relativa ao mês de dezembro de 2025, será divulgada em 12 de fevereiro.

Fonte: Governo PR

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Planejamento e integração marcam preparação do Paraná para temporada de incêndios

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O combate aos incêndios florestais começa muito antes do surgimento das primeiras ocorrências. A preparação das equipes, o monitoramento das condições climáticas, o alinhamento entre instituições e a definição de estratégias de resposta foram alguns dos temas debatidos durante o 2º Simpósio da Operação Estadual Integrada de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, promovido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), realizado terça (2), em Curitiba.

Responsável pela coordenação operacional da Operação de Combate a Incêndios Florestais (OPCIF), o subcomandante-geral do CBMPR, coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto, apresentou o planejamento da corporação para 2026, além de um panorama das ações realizadas nos últimos ciclos operacionais. Segundo ele, a atuação integrada entre os órgãos começa antes mesmo das ocorrências.

“Estamos em um momento de normalidade, em que trabalhamos a prevenção, a preparação e a integração, como estamos fazendo neste simpósio. Quando ocorre uma situação de anormalidade, em que os eventos extrapolam a capacidade de resposta rotineira, precisamos estar prontos para uma atuação integrada e coordenada”, afirmou. “Esse alinhamento prévio entre as instituições é fundamental para antecipar riscos, direcionar esforços preventivos e garantir uma resposta cada vez mais eficiente durante o período de maior incidência de incêndios florestais”, ressaltou.

PLANEJAMENTO – O coronel Emmanuel detalhou as fases da OPCIF 2026. A fase inicial da operação, voltada à instrução, prevenção e preparação, ocorre entre 24 de maio e 1º de julho. Já a fase de combate se estende de 15 de junho a 30 de outubro, período em que os recursos operacionais permanecem mobilizados para resposta escalonada conforme a demanda.

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Entre as ações programadas está uma capacitação voltada ao efetivo do CBMPR com especialistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), abordando o cenário climático esperado para os próximos meses e seus reflexos sobre o comportamento dos incêndios florestais.

No simpósio, o Simepar também apresentou prognósticos que apontam para uma alta probabilidade de confirmação do fenômeno El Niño nos próximos meses. Caso o cenário se confirme, a expectativa é de índices de chuva acima da média para a região Sul do Brasil, o que pode contribuir para uma redução das ocorrências, situação semelhante à observada em 2025, quando houve uma redução de mais de 45% nos incêndios florestais registrados em comparação com a OPCIF 2024.

INTEGRAÇÃO OPERACIONAL – O encontro reuniu representantes de órgãos estaduais, federais e entidades parceiras que atuam na prevenção e no combate aos incêndios florestais. Além de apresentar suas ações para 2026, as instituições compartilharam experiências e iniciativas que poderão ser incorporadas ao planejamento operacional da corporação.

Entre os destaques estiveram os trabalhos desenvolvidos pelo Instituto Água e Terra (IAT) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) relacionados ao manejo integrado do fogo. As apresentações abordaram técnicas como a construção de aceiros e a realização de queimas prescritas para reduzir a carga de material combustível disponível, contribuindo para prevenir incêndios de grande intensidade em áreas naturais.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apresentou a atuação de suas brigadas especializadas em diferentes regiões do País, enquanto a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) destacou campanhas educativas voltadas à conscientização da população sobre os riscos dos incêndios em vegetação.

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Já a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil apresentou investimentos de R$ 51,7 milhões destinados ao fortalecimento da estrutura de resposta a incêndios florestais. Entre os recursos estão novos veículos 4×4, equipamentos de proteção individual, motobombas, tanques flexíveis para armazenamento de água, além de robôs de combate a incêndio e aeronaves que poderão ser empregados em ocorrências de grande porte.

TREINAMENTO CONJUNTO – Outro destaque da programação apresentada pelo CBMPR foi a realização de exercícios integrados com os Corpos de Bombeiros Militares do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A iniciativa segue diretrizes do grupo nacional de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e busca fortalecer a interoperabilidade entre as corporações da região Sul.

Um dos treinamentos ocorrerá em agosto, no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, e será voltado ao combate a incêndios florestais. A atividade envolverá uma queima previamente planejada e controlada, permitindo o treinamento das equipes e, ao mesmo tempo, a execução de ações de manejo do material combustível, contribuindo para a prevenção de incêndios de grandes proporções.

Segundo o coronel Emmanuel, a integração construída durante o simpósio é fundamental para que as instituições estejam preparadas para atuar de forma coordenada quando necessário. “A prevenção e a preparação acontecem agora. Quando o incidente ocorre, a integração já precisa estar consolidada para que a resposta seja rápida, eficiente e segura para todos os envolvidos”, concluiu.

Fonte: Governo PR

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