Paraná
Planejamento e integração marcam preparação do Paraná para temporada de incêndios
O combate aos incêndios florestais começa muito antes do surgimento das primeiras ocorrências. A preparação das equipes, o monitoramento das condições climáticas, o alinhamento entre instituições e a definição de estratégias de resposta foram alguns dos temas debatidos durante o 2º Simpósio da Operação Estadual Integrada de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, promovido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), realizado terça (2), em Curitiba.
Responsável pela coordenação operacional da Operação de Combate a Incêndios Florestais (OPCIF), o subcomandante-geral do CBMPR, coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto, apresentou o planejamento da corporação para 2026, além de um panorama das ações realizadas nos últimos ciclos operacionais. Segundo ele, a atuação integrada entre os órgãos começa antes mesmo das ocorrências.
“Estamos em um momento de normalidade, em que trabalhamos a prevenção, a preparação e a integração, como estamos fazendo neste simpósio. Quando ocorre uma situação de anormalidade, em que os eventos extrapolam a capacidade de resposta rotineira, precisamos estar prontos para uma atuação integrada e coordenada”, afirmou. “Esse alinhamento prévio entre as instituições é fundamental para antecipar riscos, direcionar esforços preventivos e garantir uma resposta cada vez mais eficiente durante o período de maior incidência de incêndios florestais”, ressaltou.
PLANEJAMENTO – O coronel Emmanuel detalhou as fases da OPCIF 2026. A fase inicial da operação, voltada à instrução, prevenção e preparação, ocorre entre 24 de maio e 1º de julho. Já a fase de combate se estende de 15 de junho a 30 de outubro, período em que os recursos operacionais permanecem mobilizados para resposta escalonada conforme a demanda.
Entre as ações programadas está uma capacitação voltada ao efetivo do CBMPR com especialistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), abordando o cenário climático esperado para os próximos meses e seus reflexos sobre o comportamento dos incêndios florestais.
No simpósio, o Simepar também apresentou prognósticos que apontam para uma alta probabilidade de confirmação do fenômeno El Niño nos próximos meses. Caso o cenário se confirme, a expectativa é de índices de chuva acima da média para a região Sul do Brasil, o que pode contribuir para uma redução das ocorrências, situação semelhante à observada em 2025, quando houve uma redução de mais de 45% nos incêndios florestais registrados em comparação com a OPCIF 2024.
INTEGRAÇÃO OPERACIONAL – O encontro reuniu representantes de órgãos estaduais, federais e entidades parceiras que atuam na prevenção e no combate aos incêndios florestais. Além de apresentar suas ações para 2026, as instituições compartilharam experiências e iniciativas que poderão ser incorporadas ao planejamento operacional da corporação.
Entre os destaques estiveram os trabalhos desenvolvidos pelo Instituto Água e Terra (IAT) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) relacionados ao manejo integrado do fogo. As apresentações abordaram técnicas como a construção de aceiros e a realização de queimas prescritas para reduzir a carga de material combustível disponível, contribuindo para prevenir incêndios de grande intensidade em áreas naturais.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apresentou a atuação de suas brigadas especializadas em diferentes regiões do País, enquanto a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) destacou campanhas educativas voltadas à conscientização da população sobre os riscos dos incêndios em vegetação.
Já a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil apresentou investimentos de R$ 51,7 milhões destinados ao fortalecimento da estrutura de resposta a incêndios florestais. Entre os recursos estão novos veículos 4×4, equipamentos de proteção individual, motobombas, tanques flexíveis para armazenamento de água, além de robôs de combate a incêndio e aeronaves que poderão ser empregados em ocorrências de grande porte.
TREINAMENTO CONJUNTO – Outro destaque da programação apresentada pelo CBMPR foi a realização de exercícios integrados com os Corpos de Bombeiros Militares do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A iniciativa segue diretrizes do grupo nacional de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e busca fortalecer a interoperabilidade entre as corporações da região Sul.
Um dos treinamentos ocorrerá em agosto, no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, e será voltado ao combate a incêndios florestais. A atividade envolverá uma queima previamente planejada e controlada, permitindo o treinamento das equipes e, ao mesmo tempo, a execução de ações de manejo do material combustível, contribuindo para a prevenção de incêndios de grandes proporções.
Segundo o coronel Emmanuel, a integração construída durante o simpósio é fundamental para que as instituições estejam preparadas para atuar de forma coordenada quando necessário. “A prevenção e a preparação acontecem agora. Quando o incidente ocorre, a integração já precisa estar consolidada para que a resposta seja rápida, eficiente e segura para todos os envolvidos”, concluiu.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná esclarece sobre interrupção de sessão do Tribunal do Júri de Curitiba ocorrida nesta quinta-feira, 10 de setembro
A respeito dos fatos ocorridos nesta quinta-feira, 10 de setembro, em sessão do Tribunal do Júri realizada em Curitiba (Autos 0001590-19.2022.8.16.0196), o Ministério Público do Paraná informa:
O Conselho de Sentença, que atuava desde quarta-feira, 9 de setembro, na sessão de julgamento de um acusado pelos crimes de homicídio qualificado consumado e sete tentativas de homicídio, ocorridos em Curitiba em maio de 2022, foi dissolvido ontem, quinta-feira, 10, por decisão do Juízo da 1ª Vara de Crimes Dolosos contra a Vida de Curitiba, após um evento ocorrido no interior da carceragem, envolvendo o réu, que foi atendido por bombeiro civil do Tribunal do Júri e depois pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Após o atendimento, ficou constatado que “(…) o réu não apresentava lesões no pescoço e seus sinais estavam normais, sendo possível o retorno à unidade prisional de origem sem a necessidade de atendimento hospitalar (…)”, de acordo com o boletim de ocorrência elaborado pela Polícia Militar.
O Ministério Público do Paraná, por meio do Promotor de Justiça que atua no caso e sua respectiva equipe, procurou, de pronto, depois de observar que a situação na carceragem se mostrava controlada, prestar atendimento a uma das vítimas do caso, que acompanhava a sessão de julgamento, bem como à testemunha que prestava depoimento no momento do ocorrido.
Foi determinada a instauração de inquérito policial para apurar o ocorrido e o Ministério Público requereu avaliação psiquiátrica do acusado por médicos do Complexo Médico Penal, onde ele se encontra custodiado, a fim de subsidiar a apuração.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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