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Corpo de Bombeiros do Paraná promove curso de aperfeiçoamento para oficiais

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Em andamento desde a semana passada, o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO) do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) é uma das etapas do desenvolvimento da carreira dos oficiais, preparando-os estrategicamente para o futuro da corporação. A capacitação inclui aulas presenciais e a distância, debates sobre gestão, planejamento e administração da corporação e abrange 360 horas de treinamento. 

O comandante do Centro de Ensino e Instrução (CEI), major Eduardo José Slomp Aguiar, enfatiza que o curso proporciona conhecimento para os oficiais promoverem uma gestão de nível estratégico, focando na concepção de políticas públicas voltadas para a missão do Corpo de Bombeiros. As disciplinas incluem, na área de gestão pública, metodologia da pesquisa científica e temas específicos de bombeiros militares, como sistema de comando de incidentes e defesa civil.

Esta é a primeira edição do curso após a emancipação da instituição. Quatorze capitães, sendo 10 homens e quatro mulheres, aprovados por meio de teste seletivo interno, participam das atividades. Além das aulas, eles devem finalizar um trabalho escrito de conclusão de curso relacionado a um dos eixos profissionais dos bombeiros militares. Além disso, esse treinamento é pré-requisito para futuras promoções a major. A formatura está prevista para 12 de dezembro.

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“A expectativa em relação ao CAO é de aprimoramento pessoal e aquisição de conhecimentos valiosos, além de ser uma oportunidade única para troca de experiências”, ressalta o capitão Jorge Henrique Freire. O foco é aprimorar as habilidades de gestão para garantir um serviço de excelência à população. As atividades também incluem palestras sobre gestão estratégica, projetos, planejamento e inteligência emocional para alta gestão.

Além da parte operacional, o curso busca promover uma reflexão sobre o funcionamento da instituição e a maximização do uso de recursos, sejam eles estruturais ou humanos. “A ideia é a macrogestão. Nas aulas temos muitos trabalhos, debates, a gente discorre sobre problemas apresentados e a busca soluções. Procura entender as demandas institucionais, os anseios da população, a expectativa que nós temos e a que a população tem com relação à instituição. Isso é muito importante”, afirma Freire.

CONCLUSÃO DE CURSO – Os trabalhos apresentados pelos alunos ao final do curso têm tido impacto real, com algumas propostas da turma de 2022 já em implementação. Um deles, do capitão Anderson Gomes das Neves, trata de uma análise multicritérios para implantação de Postos de Bombeiros. Outro, do capitão João Paulo de Oliveira, é sobre o uso da ferramenta BIM como pré-análise dos projetos de segurança contra incêndios. 

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Isso demonstra a eficácia na resolução de problemas específicos da corporação e na aquisição de novas habilidades e tecnologias para melhorar suas atividades. “O oficial insere no raciocínio e na sua tomada de decisão o método científico, tornando-as mais eficientes e menos suscetíveis a erros”, destaca o major Eduardo José Slomp Aguiar.

CONHECIMENTO – O CAO visa atualizar e aprofundar o conhecimento dos oficiais intermediários, estimular o desenvolvimento de estudos para aprimorar a direção superior, proporcionar conhecimentos e experiências em diversas áreas e incentivar a produção de conhecimento e pesquisa para fortalecer a área de segurança pública no Corpo de Bombeiros do Paraná.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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