Agro
Exportações do agronegócio brasileiro batem recorde em 2025 e somam US$ 169,2 bilhões
O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com desempenho histórico nas exportações, totalizando US$ 169,2 bilhões, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) nesta quinta-feira. O valor representa um aumento de 3% em relação a 2024, resultado impulsionado principalmente pelos embarques recordes de soja, carnes e café.
Desempenho recorde em dezembro
Somente em dezembro de 2025, as vendas externas do setor somaram US$ 14 bilhões, o maior valor já registrado para o mês. O resultado representa alta de 19,8% em comparação com o mesmo período de 2024, refletindo o bom momento das exportações agropecuárias brasileiras.
Safra de grãos atinge 352,2 milhões de toneladas
O avanço nas exportações foi sustentado por uma safra recorde de grãos 2024/25, que atingiu 352,2 milhões de toneladas, um crescimento de 17% sobre o ciclo anterior.
De acordo com o ministério, o desempenho reforça a eficiência do campo e a capacidade do país em atender tanto o mercado interno quanto o externo.
Pecuária em expansão garante excedentes para exportação
A produção de carnes bovina, suína e de frango também alcançou níveis históricos. O MAPA destacou que o aumento na produção permitiu exportar volumes maiores sem comprometer a oferta doméstica, garantindo equilíbrio entre abastecimento interno e geração de divisas externas.
China mantém liderança nas compras do agro brasileiro
A China se manteve como o principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro, com US$ 55,3 bilhões em compras — o equivalente a 32,7% do total exportado — e crescimento de 11% frente a 2024.
Na sequência aparecem a União Europeia, com US$ 25,2 bilhões (+8,6%), e os Estados Unidos, que registraram queda de 5,6%, totalizando US$ 11,4 bilhões, influenciados por novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.
Soja, carne bovina e café lideram a pauta de exportações
Entre os principais produtos exportados, a soja em grãos segue como destaque, com US$ 43,5 bilhões em receitas (+1,4%).
A carne bovina apresentou forte avanço, com US$ 17,9 bilhões (+39,9%) e aumento de 20,4% no volume embarcado, beneficiada pela abertura de 11 novos mercados ao longo do ano.
Já o café registrou crescimento de 30,3% em valor, alcançando US$ 16 bilhões, impulsionado por preços internacionais recordes.
Perspectivas positivas para 2026
O desempenho de 2025 consolida o Brasil como uma das principais potências do agronegócio mundial. Com novos mercados abertos e demanda aquecida, as perspectivas para 2026 são otimistas, especialmente se as condições climáticas seguirem favoráveis e os preços internacionais permanecerem em alta.
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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